terça-feira, 12 de maio de 2020

Pets: a mudança de comportamento em período de isolamento social



Provavelmente vocês já perceberam também mudanças por aí, seja com gatos, cachorros, hamsters ou outro pet que tenha em casa. O veterinário Elton Luís diz que para entender como este período de isolamento pode afetar a vida dos gatos é importante pensar primeiro na rotina dele. O gato é um animal altamente territorialista e mesmo dentro de casa necessita de muito repouso, pois eles dormem muito durante o dia, sendo assim não interromper essas sonecas, pois, segundo ele, são muito importantes nesse processo.

“A partir desse ponto de vista, podemos começar a pensar o bem-estar deles. O ato territorial está relacionado com a rotina e toda sua percepção”, disse. Segundo ele, há um consenso entre criadores e veterinários: o espaço do gato deve ser preservado para manter a rotina dos animais, isso evita estresse. Para isso é importante prestar atenção nas mudanças de comportamento. “Nesse isolamento social é muito importante seguir alguns passos para minimizar as interferências na rotina do animal, lembremos que eles não estavam acostumado com tanta presença!”.

Elton Luís sugere que se crie uma rotina de brincadeira nos horários específicos e com brinquedos diferentes para minimizar o impacto, sempre respeitando a individualidade do gato. Importante continuar com a alimentação normal, tendo cuidado com excessos de ração e petiscos, tendo como a principal recomendação a minimização das interferências na rotina do animal.

Já o comportamento dos cães é diferente, observa o veterinário. Eles precisam de mais atenção. O melhor a se fazer durante a quarentena, diz o Elton Luís, é deixar a alimentação do cachorro bastante regrada para prevenir a obesidade e fazer brincadeiras diversas ao longo do dia. Isso auxilia no controle de peso do animal e nesse momento de puro tédio pode ser uma boa alternativa para entreter a família e criar brincadeiras onde, principalmente as crianças, possam interagir com o animal, sempre com a supervisão de um adulto.

Agora, se o cão só faz as necessidades fisiológicas na rua já pode gerar um novo dilema: como fazer? O melhor, nesse caso, é escolher horários (no máximo duas vezes ao dia) e locais sem aglomerações para levar o animalzinho, facilitando assim a vida do animal. Elton ressalta a importância de coletar as fezes do seu animal. “Os racionais somos nós!”, observa o veterinário. O tempo de caminhada nesses horários deve ser reduzido a, no máximo, 15 minutos e quando voltar para casa lembrar de se higienizar e higienizar o seu cão.

Essa higiene pode ser feita com o auxílio de lenços umedecidos, lembrando de secar ao máximo as patinhas dos pets, para evitar proliferação de bactérias e fungos. “Percebemos que a disseminação desse vírus que parou o mundo se deve, principalmente, à falta de higiene. Então, ao sair com os animais lembremo-nos que eles não desenvolvem essa patologia, mas pode carregar para dentro de nossa casa, pois o vírus pode ficar preso nos pelinhos e patas deles”, alerta Elton Luís.

Beijos!

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