quinta-feira, 5 de abril de 2018

Atenção para a caxumba!




Recentemente, uma doença que já não se ouvia tanto falar tem estado nas manchetes dos noticiários. Os casos registrados de parotidite infecciosa, mais conhecida como caxumba, voltaram a chamar a atenção para os cuidados na prevenção e a necessidade da vacinação. Enquanto no ano de 2017 ocorreram três surtos da doença notificados no município de Aracaju, este ano, até o momento, já foram dois. Em um deles foram identificados 11 casos.


Por conta disso, a Secretaria Municipal de Saúde está lançando uma nota técnica direcionada às escolas com recomendações sobre a caxumba, também conhecida popularmente como “papeira”. De acordo com a Coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município de Aracaju, Tânia Maria dos Santos, o objetivo é prevenir a ocorrência de novos casos.

Segundo ela, trata-se de uma doença viral aguda de evolução benigna, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares, geralmente, a parótida e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares. O período de incubação, que é o tempo até o início dos sintomas, pode ser de 14 a 25 dias, sendo mais comum ocorrer entre 16 a 18 dias.

Transmissão
O diagnóstico da caxumba é clínico e pode ser obtido em qualquer Unidade Básica de Saúde ou Unidade Hospitalar. Não existe tratamento específico. O paciente será medicado de acordo com os sintomas e indicado repouso, além da observação cuidadosa quanto à possibilidade de aparecimento de complicações.

A doença é transmitida pela fala, tosse, espirro ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas. “Por isso recomendamos aos pais que a criança diagnosticada com caxumba não frequente a escola até a recuperação, o que implica no afastamento por pelo menos nove dias das suas atividades corriqueiras”, alertou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, dizendo que essa precaução também serve para os adultos.

A vacina é a principal forma de prevenção, mas algumas medidas de prevenção devem ser adotadas como: higienizar as mãos com frequência; utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir o nariz e boca quando espirrar ou tossir; não compartilhar copos e objetos de uso pessoal; ambientes arejados, entre outras.

As vacinas recomendadas são a Tríplice Viral (sarampo, rubéola e caxumba) e a Tetra Viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Confira quando e quem deve tomá-las:

Grupo alvo
Idade
Vacina
Dose
Crianças
12 meses
Tríplice Viral
Uma dose (D1)
15 meses
Tríplice ou Tetra Viral
Uma dose (D2)
Adultos
Até 19 anos
Tríplice Viral
Duas doses (D1 e D2)
Acima de 20 até 49 anos
Tríplice Viral
Dose única (DU)


(considerar as doses recebidas na infância)



Beijos

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