terça-feira, 3 de outubro de 2017

Intoxicação em criança: relato de uma mãe

A Conversinha de Mãe hoje traz o relato de uma mamãe sobre uma situação angustiante vivida com sua filhinha, para que possa servir de alerta para outras famílias. A gente sempre fala que todo cuidado é pouco quando se trata de prevenir acidentes domésticos, mas a verdade é que sempre acha que isso nunca vai nos acontecer. E era isso que também imaginava Edjane Sales, mãe de Elisa, de três anos. Era a semana em que iriam comemorar o aniversário da menina. O papai Kleber foi com Elisa à casa de uns amigos e, enquanto ela brincava, ele ficou conversando em outro ambiente. De repente ouviu ela tossindo e foi ver o que estava acontecendo.


“Quando ele chegou ao local viu a boneca que ela estava brincando com a boca cheia de bolinhas de naftalina já em farelos. Ele perguntou o que aconteceu e ela disse que tinha engolido uma bolinha”, relata. Rapidamente o pai ligou para o Corpo de Bombeiros, que orientou a levá-la de imediato ao pronto-socorro. A mãe conta que ao chegarem ao hospital eles viveram o pior momento de suas vidas como pais.

A naftalina é uma substância que muitas pessoas usam com o objetivo de matar ou manter longe insetos como baratas. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o produto não seja utilizado, por ser um possível cancerígeno. No entanto, seu uso não é proibido no Brasil, sendo facilmente encontrado, inclusive em supermercados. Os danos causados pela ingestão ou pela inalação contínua desta substância podem ser bastante graves. “Eu não sabia da gravidade que essa substância possuía. O risco é tão grande que até os rins poderiam paralisar e ela precisar fazer hemodiálise”, disse.

Elisa precisou fazer todo procedimento de desintoxicação correto e, graças a Deus, o veneno não atingiu a corrente sanguínea. “Ela fez duas vezes exame de sangue (no mesmo dia) e 24 horas depois voltou ao hospital e mais uma vez os exames deram normais. Só tenho que agradecer a Deus o cuidado que ele tem com minha família e agora é aprender com a lição e dobrar a vigilância”, disse.


Segundo dados do Sistema de Informações Toxicológicas da Fiocruz, os casos de intoxicação por produtos de limpeza ocupam a segunda posição no ranking, ficando atrás apenas das intoxicações por medicamentos. No Brasil, cerca de 9.500 crianças são vítimas de intoxicação a cada ano e, desse total, mais de 18% são por envenenamento com produtos de limpeza. Aqui no Estado, de acordo com dados divulgados recentemente pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), no primeiro semestre desse ano foram registrados oito casos de intoxicação em crianças entre zero e quatro anos de idade.

Beijos

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