segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Ensinando valores, não valore$


Hoje, o tom aqui vai ser, ainda mais, de conversinha mesmo. Como quase todo mês acontece com as crianças depois que entram na escola, dia desses veio na agenda da minha pequena um daqueles convites para aniversário de um coleguinha de sala. Muito ansiosa, desde que recebeu ela ficava me cobrando a compra do presente para a amiguinha.

Eu sou daquelas que gostam, mais do que ir à loja escolher um presente, se tenho a possibilidade, prefiro colocar a mão na massa e eu mesma fazer alguma coisa. Seja um bolo, biscoitos, cupcake, brigadeiros ou apenas preparar a embalagem personalizada. Isso me faz bem e acho que torna o presente único e com um toque de carinho e dedicação.

Pois bem, sem falar nada a ela, decidi então eu mesma preparar dois conjuntinhos de bijouteria com cara de criança, com colar e pulseiras. Na véspera, preparei tudo e lembrei que tinha uma caixinha de papelão decorada em formato de coração que eu mesma tinha feito há alguns anos e pensei: “Batata! É a embalagem perfeita para esse presente”. Arrumei tudo e deixei para mostrar a minha filha na hora de ir para a escola. Realmente, ela amou.

No entanto, ao buscá-la na escola, ele entrou no carro já de carinha triste e reclamando, dizendo que o presente dela era o menor e os amiguinhos, que tinham levado presentes maiores e de determinadas marcas, tinham dito que o presente dela era feio e a amiguinha não ia gostar. “Desde então fiquei pensando: são apenas crianças de 4 e 5 anos. Por que elas estão pensando assim e julgando umas às outras por presentes que valem mais ou menos que outros?”. E o que é valer mais ou menos? Apenas o quanto eles custaram financeiramente?

Conversei com ela e perguntei se a amiguinha tinha falado alguma coisa, se tinha gostado ou não, falei que o presente que ela levou era único, ninguém ia poder comprar um igual e que tinha sido feito com muito amor por mamãe. Aproveitei para dizer a ela que não importa o tamanho do presente ou se ele foi caro ou não. Importa se a pessoa deu com o coração e também que a gente só faz o que pode. Afinal, por que eu daria a outra pessoa um presente de determinada marca que eu não tenho nem condições para comprar para ela? Para se aparecer? Não!


E fiquei a refletir o quanto é importante o nosso papel de mãe e pai de estar ensinando, diariamente, em cada momento, para nossos filhos os verdadeiros valores.

Beijos

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