segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Xixi na cama pode ser, sim, um problema

Depois da fase do desfralde noturno (que pode variar muito de criança para criança), passado o período de lençóis que amanhecem, vez por outra, molhados, algumas crianças podem passar por um problema que, algumas vezes, pode ser visto pelos pais como preguiça da criança levantar para fazer xixi. É a enurese. Ela nada mais é que a perda involuntária de urina durante o sono em crianças com mais de 5 anos.

Antigamente, a enurese era considerada uma alteração de comportamento da criança, que muitas vezes eram submetidas a castigos e punições. Atualmente, sabe-se que fazer xixi na cama não é “culpa” da criança. São alterações orgânicas e hormonais que justificam esse problema. Crianças que têm pais ou parentes próximos que foram enuréticos têm mais probabilidade de fazer xixi na cama, o que caracteriza, em muitos casos, a origem genética do problema.

Segundo especialistas, fazer xixi na cama é uma situação que acomete mais meninos do que meninas, e gera muitos transtornos tanto para a criança quanto para a família. A enurese pode ser classificada como primária ou secundária. No primeiro grupo estão as crianças que nunca conseguiram deixar de usar fraldas durante a noite, e no segundo grupo estão aquelas que pararam de usar fraldas, mas depois de algum tempo voltaram a fazer xixi na cama.

Além do fator genético, outras situações clínicas podem ter a enurese como sua primeira manifestação sintomática. Entre eles estão a diabetes, as disfunções miccionais e doença renal crônica. Alterações psicológicas também podem levar ao aparecimento da enurese, como a separação dos pais, perda de parentes próximos ou mesmo troca de escola. Por isso que é comum acontecer essa situação com a criança que acabou de ganhar um irmãozinho, por exemplo.

Tratamento
A enurese tem tratamento com abordagens diversas, desde o treinamento usando alarmes de cabeceira, até medicações que vão atuar na produção urinária noturna. No entanto, apenas um médico pode indicar o melhor para cada criança. Atualmente, existem tratamentos adequados que levam ao controle do problema. O primeiro passo é a criança ser submetida a uma avaliação criteriosa de seu caso e, com a ajuda de um nefrologista pediátrico, poderá ser escolhido o melhor tratamento para cada paciente. Portanto, é muito importante esclarecer qualquer dúvida nesse sentido com o pediatra, caso seu filho esteja passando por isso.

Beijos

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Com informações do Departamento Científico de Nefrologia da SBP


Um comentário:

  1. Ótima matéria. Me ajudou muito com minha filha

    Hellem
    www.pequetuxo.com.br

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