segunda-feira, 9 de maio de 2016

Visitas a recém-nascido: alguns cuidados fazem toda diferença

Aqueles nove meses, desde a descoberta da gravidez até o nascimento do bebê, não criam expectativa apenas à mamãe e o papai. A notícia da chegada gera ansiedade em muitas pessoas próximas à família desse recém-nascido tão esperado. Em alguns casos, até a ida da mamãe prestes a dar à luz gera aquele alvoroço de gente na maternidade. Se para algumas mães esse cenário todo recheado de gente pode não causar nenhum incômodo, para outras pode ser extremamente desgastante, justamente por ser um momento que ela preferisse curtir apenas ao lado do pai do bebê e parentes mais chegados.

Por isso, é sempre bom ter alguns cuidados nesse momento tão delicado da chegada de um bebê. A mamãe também deve estar bem à vontade. Esse momento é seu e de sua cria. Deixe claro (de forma elegante!) o que te incomoda e seja clara sobre o momento que deseja receber visitas.

O Conversinha de Mãe conversou com a técnica de enfermagem Mônica de Oliveira Cardoso Viana, especialista em cuidados com bebês, sobre alguns desses cuidados que as pessoas devem ter na visita a recém nascidos. Algumas mães preferem receber as visitas ainda no hospital, por toda estrutura e suporte que dispõem lá. No entanto, outras acham que é o momento ainda não é o ideal, pois ela e a família ainda está conhecendo o novo integrante. Por isso, ressaltou ela, é importante que a pessoa não se intimide e pergunte à mãe o que ela prefere.

Se em casa ou na maternidade, nunca (eu disse nunca!) chegue de surpresa. Essa é uma das primeiras regrinhas. Ligue antes, consulte o melhor horário e dia para fazer a visita. Assim, você não corre o risco de chegar, por exemplo, de manhã cedo, justo no dia que o bebê teve uma noite daquelas de cólica e a mãe não pregou o olho. “Nos primeiros dias, o bebê ainda não tem horários definidos para dormir e você pode tocar a campainha bem na hora da soneca, que também é um dos poucos momentos que a mãe tem para aproveitar e descansar”, orienta Mônica.

Outra regrinha é evitar chegar próximo ou em horários de refeição da família. Evite também levar crianças para essas visitas. A menos que a mãe do bebê seja íntima e até convide seu filho para a visita. Caso contrário, o seu pequeno pode se empolgar e querer ficar pegando o bebê ou mesmo fazendo barulho que pode irritá-lo e causar um clima de “constrangimento” desnecessário entre as famílias.

A técnica de enfermagem também alerta que essas visitas devem ser evitadas se você estiver doente, pelo bem da saúde do bebê, que ainda não está com seu sistema imunológico totalmente desenvolvido nem tomou todas as vacinas para ficar protegido. Nunca, nunca, nunca mesmo, fume, nem que seja minutos antes de uma visita a bebê e evite chegar “tomada banho” com aquele perfume superforte que você adora. Lembre-se: o alvo da visita é apenas um bebê com poucos dias de nascido.

Não se sinta ofendido se ao chegar à casa da família do bebê encontrar um frasco com álcool-gel. Tenha certeza: ele foi colocado ali para que você, educadamente, higienize suas mãos antes de chegar próximo ao pequeno. Tenha a delicadeza de fazê-lo, sem que seja preciso os donos da casa pedirem. E mesmo que não tenha um desses, lembre-se de pedir para ir ao banheiro e lavar as mãos.

Na visita a um recém-nascido, não espere ser recebido com um banquete de guloseimas. Isso pode até acontecer, mas, não tenha dúvidas, a mamãe estará muito mais ocupada com outras tarefas muito mais importantes com o seu rebento do que preocupada em preparar um bolo, biscoitos ou pudim para recebê-la.
Mônica Viana: visitas devem ser rápidas
Mônica Viana também aconselha: as visitas a recém-nascido devem ser rápidas. Nada de chegar, estender o papo, querer detalhes do parto, da rotina diária do bebê. “Para demonstrar toda a sua gentileza à família, você não precisa ficar horas. Lembre-se, os pais precisam descansar”, lembra.

Algumas visitas têm o hábito de pedir para pegar o bebê no colo. Cuidado! Nem toda mãe gosta dessa atitude. Segundo a técnica de enfermagem, a não ser que a mãe demonstre que quer que faça isso, evite. Admire o bebê seja no berço ou nos braços dos pais. Ah, não pegue nem beije o bebê nas mãos. Lembre-se que eles têm o hábito de levá-las à boca e isso pode ser uma fonte de vírus e bactérias para esse serzinho tão frágil e indefeso também quanto à sua saúde.

Nesses primeiros dias, o que a mamãe mais precisa é de apoio das pessoas que a cercam. Isso inclui os amigos também. Portanto, aproveite a intimidade e se ofereça para ajudar em tarefas da casa. Tenha certeza que o casal (e a mãe mais ainda) certamente estará muito exausto nesse período. Dê um jeitinho naquela pilha de pratos que está na pia, nas roupas que estão acumuladas porque eles nem conseguem colocá-las na máquina para lavar, dar um passeio com o filho mais velho que está um pouco relegado... coisas assim. Esse apoio é fundamental dos mais próximos.

Mônica Viana observa que esses primeiros dias são um pouco conturbados, pois os pais estão se adaptando à nova rotina, o que poderá causar maior sensibilidade, especialmente à mãe, seja pelo novo momento, seja pelas dúvidas e medos que acometem as mães, tanto as de primeira viagem ou já com experiência. A técnica de enfermagem destaca a amamentação como uma das principais apreensões da mamãe, o que pode torná-la difícil. “Mas se esse momento requer muita calma no começo, com o tempo tudo fica mais fácil e gostoso”, diz.

E é justamente esse momento da amamentação o indicador de que chegou a hora da visita se encerrar. Veja essa dica da Mônica. “Se perceber que o bebê está reclamando e que pode ser fome, esse pode ser um sinal de que é momento de se despedir. Isso porque algumas mulheres se sentem constrangidas e preferem amamentar o bebê sozinhas, de maneira reservada, especialmente no início, quando ainda se sentem inseguras ou com algumas dificuldades quanto à amamentação”, ressalta. Portanto, a hora do bebê comer é a hora da visita dar tchau e deixar esse momento para a mamãe e ele. Apenas!

Espero que essas dicas tenham sido úteis.

Beijos

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