quarta-feira, 8 de abril de 2015

Alerta sobre o uso de repelentes em crianças

O crescimento do número de casos registrados de dengue e febre chikungunya em todo país têm preocupado todo mundo. A gente que tem criança, essa preocupação é maior ainda. Além dos cuidados em casa para evitar focos do mosquito transmissor dessas doenças, uma das formas de se proteger contra essas doenças é o uso de repelentes. Mas a utilização desses produtos de forma indiscriminada pode trazer alguns riscos.

O alerta é feito pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A informação é que é preciso alguns cuidados e ter conhecimento sobre os produtos disponíveis, sua eficácia e segurança de acordo com a idade da criança. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda a utilização de repelentes em crianças de acordo com a fórmula do produto, que podem ser sintéticos ou naturais. Ao escolher o produto indicado para as crianças, é importante consultar um médico dermatologista.


Os princípios ativos dos repelentes recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são:

Icaridina (KB3023): uso permitido no Brasil em crianças a partir de 2 anos de idade em concentração de 25% cujo período de proteção chega a 8 a 10 horas.

DEET: Em concentração de até 10% pode ser utilizado em maiores de 2 anos, sendo que não deve ser aplicado mais que 3 vezes ao dia em crianças de 2 a 12 anos.

IR 3535 30%: permitido pela Anvisa para crianças acima de 6 meses. Seu período de proteção conferido é de 4h.

Existem ainda os repelentes naturais, no entanto, como são altamente voláteis e seu efeito costuma ser de curta duração, não garantem proteção adequada ao Aedes aegypti, devendo ser evitados.

Bebês com até 6 meses só devem usar mosquiteiros e roupas protetoras. Não é recomendada nenhuma substância química na pele ou repelentes elétricos que contenham produtos químicos no ambiente onde se encontram. É recomendado instalar telas nas janelas e portas e deixar o ambiente refrigerado já que os mosquitos gostam de calor e umidade.

Em geral, o uso de repelentes deve ser evitado nas crianças menores de 2 anos. Dos 6 meses aos 2 anos devem ser utilizados apenas em situações especiais, com orientação e acompanhamento médico.

Algumas dicas ao aplicar os repelentes:

-  Procure vestir roupas brancas nas crianças, pois roupas coloridas atraem os insetos, assim como perfumes.

-  Os dispositivos ultrassônicos e os elétricos luminosos com luz azul são ineficazes.

-  Não deve-se utilizar produtos combinados com filtros solares, pois eles costumam ser reaplicados com uma frequência maior e os repelentes não devem ser aplicados mais do que três vezes ao dia em crianças.

-  O suor atrai os insetos.

-  Não durma com repelente no corpo, lave-se antes.

-  Leia todo o rótulo antes de aplicar o produto e conserve-o para consulta.

-  Mantenha os repelentes fora do alcance de crianças e não permita sua autoaplicação.

-  Evite o uso próximo a mucosas (boca, nariz, olhos, genitais) ou em pele irritada ou ferida. Para uso na face, primeiro aplique o produto nas mãos e então espalhe no rosto com cuidado.

-  Evite aplicação nas mãos das crianças e por baixo das roupas. Sempre lave as mãos após aplicar o produto.

-  Use quantidade suficiente para recobrir a pele exposta e evite reaplicações frequentes.

-  Se suspeitar de qualquer reação adversa ou intoxicação, lave a área exposta e entre em contato com o serviço de intoxicação. Se necessário, procure serviço médico e leve consigo a embalagem do repelente.

Devem-se procurar produtos aprovados pelo Ministério da Saúde e/ou Anvisa, pois garantem que o produto seja eficaz e seguro.

O mais importante no combate ao mosquito da dengue é evitar que ele prolifere, não deixando acumular água, principalmente em pneus, no lixo, nos copos plásticos, tampas de garrafas, latinhas, como também deixando que o agente de saúde aplique o pó nos ralos e locais onde se acumula água. É importante manter o quintal da casa e as calhas limpas, sem água empoçada. Recolher o lixo e fechá-lo no saco plástico e não jogar lixo no chão são medidas simples e práticas para salvar vidas.

Fica o alerta e essas dicas.

Beijos

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Com informações da Sociedade Brasileira de Dermatologia

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