sexta-feira, 20 de março de 2015

1, 2, 3... Hora de contar histórias!

Contar histórias. Uma arte existente desde os mais remotos tempos da humanidade, e que passada de geração, perdura até hoje. Desde 1991, o Dia 20 de março passou a ser a data em que se parabeniza esses artistas que apresentam diariamente um “novo mundo” para aqueles que ouvem suas histórias. Com esse intuito, a Biblioteca Infantil Aglaé Fontes Alencar (Biafa), desenvolveu o Projeto permanente “1,2,3...Era Uma Vez”, sendo que, durante os dias 18 a 20 de março deste ano, as atividades são voltadas para a contação de história.

 Segundo a diretora da Biblioteca Infantil, Cláudia Stocker, a contação de histórias é o “carro-chefe” da Biafa, e para que essas atividades sejam desenvolvidas com frequência, a participação dos contadores é imprescindível. Ela contou que, essa parceria existe há oito anos de forma voluntária, seja na própria Biafa ou nos encontros dos contadores realizados anualmente, por isso, como forma de agradecimento a esses artistas, a Biblioteca está realizando a Semana do Contadores. Para Cláudia, a contação de histórias é encantadora para as crianças, principalmente para aquelas que estão começando no mundo da leitura. Segundo ela, “através da contação e dos contadores elas começam a se interessar mais, e essa magia da arte de contar histórias é muito importante nesse processo de incentivo à leitura”.

A escritora e contadora de histórias do grupo Prosarte e do grupo Hannah, Telma Costa, uma das pioneiras no estado na arte de contar histórias, foi uma das homenageadas na tarde desta quarta-feira, 18. Além de desenvolver seu trabalho na Biafa, Telma também apresenta sua arte nos hospitais da capital. Ela conta que, toda vez antes de iniciar a história, faz um pequeno relato sobre a importância da contação, para desenvolver nos jovens o interesse tanto na leitura, quanto na arte de narrar. “Quando sou convidada a contar histórias para os adolescentes de lá, eu tenho que adaptar a história, só que antes falo da importância dela. Para ser contador, você pode ser um médico, pode ser um psicólogo, um advogado, um palestrante, são várias possibilidades, uma coisa não anula a outra, pelo contrário, contribui”, disse. 

A contação de história não é privilégio só dos profissionais da área, pelo contrário, no dia a dia todos nós realizamos um pouco desta arte. Geralmente, o primeiro contato que a criança tem enquanto ouvinte é no ambiente familiar, através dos tios, avós, e na maioria das vezes, da mãe. O último destes casos exemplifica como a introdução ao mundo da leitura, dada no berço familiar pode influenciar no início de paixão por essa arte. Zezinho Colares, contador e membro do grupo Hannah, e mais um dos homenageados pela Biblioteca, contou que a vontade de se tornar um contador de histórias surgiu ainda na sua infância, quando sua mãe, dona Diná Chaves contava histórias com temáticas infantis para ele e seus 13 irmãos, a admiração pela área foi se desenvolvendo e fez com que Zezinho se tornasse um dos maiores contadores do estado de Sergipe.

As homenagens aos contadores de histórias continuam na Biblioteca Infantil até hoje, quando acontece o encontro com todos contadores na Barra dos Coqueiros.

Beijos

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Fonte: Ascom Secult

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