segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Trânsito: transporte seguro da gestante

Quando estava grávida, dirigi até véspera de dar à luz. Mas confesso que em alguns momentos, principalmente no final da gestação, a barriga já incomodava um pouco. Não há como negar que o incômodo maior é por conta do cinto de segurança. Mas também é preciso outros cuidados, como no início da gravidez, quando muitas gestantes têm muito sono (muitas vezes motivado pelos remédios pra enjoo). Aí já sabe: sono e direção não combinam nada!

Não existe nenhuma legislação específica sobre como a gestante deve se portar no trânsito e o que se vê é que algumas futuras mães se recusam a usar o cinto de segurança, porque pensam que em uma colisão ele poderá machucá-las e ao seu filho. As responsabilidades como condutora de veículos e obediência às leis do tráfego são idênticas em gestantes e não-gestantes. A melhor proteção para a mulher e seu filho é, comprovadamente, o cinto de segurança.

Evitar dirigir nas seguintes situações:
- Episódios frequentes de vômitos, náuseas e câimbras.
- Ameaça de abortamento
- Após longos períodos de jejum, devido ao risco de hipoglicemia, quando tontura, sonolência, falta de atenção e até desmaios podem ocorrer.
- Em dias muito quentes, pela chance maior, neste período, de pressão baixa.
- Edema (inchaço) importante das pernas, impossibilitando o uso de calçados fixos.
- Da 36ª semana em diante, devido à proximidade do abdome com a direção.
- Se estiver ingerindo algum medicamento, que cause sonolência.
- Se sentir qualquer desconforto ou mal estar.

O ideal é sentar no banco traseiro, utilizando sempre o cinto de 3 pontos:

A faixa diagonal do cinto deve cruzar o meio do ombro, passando entre as mamas, NUNCA sobre o útero e a faixa subabdominal deve estar tão baixa e ajustada quanto possível.

Se a gestante não estiver utilizando o cinto de três pontos, no momento de uma colisão ou freada brusca, ao ocorrer compressão do abdome pela direção, pode haver rotura uterina e morte do feto.

Recomendações de segurança ao dirigir:
- Afastar o banco para trás, o mais longe possível da direção (sem comprometer a segurança) - a distância entre o abdome e o volante deve ser de 15 cm, pelo menos.
- O volante deve estar inclinado para cima ou longe do abdome.
- Evitar longas distâncias, jejum, calor ou frio excessivo e estradas ruins.

Atenção:
- Não há estudos conclusivos se o airbag é perigoso para a gestante.
- A principal causa de morte de origem não obstétrica na gestante é o trauma.
- A mortalidade do bebê quando ocorre trauma (acidente) é de cerca de 70%.
- Mais de 50% dos traumas e acidentes ocorrem no último trimestre, o útero já está volumoso e a agilidade física fica comprometida.
- Neste período, pela ansiedade natural da proximidade do nascimento do bebê, a gestante pode apresentar julgamento alterado frente a situações de perigo iminente.

Beijos

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Fonte: Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP

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