segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Pediatra antes mesmo da chegada do bebê

Quem é mãe sabe a dificuldade que é, hoje em dia, encontrar um pediatra de confiança. Os especialistas nessa área já são poucos e encontrar um em que você confie, que passe segurança, que seja acessível, muitas vezes que faça parte do plano de saúde que você paga é difícil, para não dizer quase impossível.

Eu posso afirmar que tirei a sorte grande. Minha filha Beatriz está com oito anos e temos a felicidade de desde os primeiros meses até hoje ela e, hoje, a irmãzinha Rebeca serem atendidas pela mesma pediatra, dra. Magali Dias, médica que se encaixa nesse perfil que falei aí em cima. Conheci dra. Magali ainda quando estava no começo da gravidez, por acaso, enquanto fazia uma matéria para o jornal.

Era semana do aleitamento materno e ela, como sempre, engajada nas ações. Gostei do seu jeito logo de cara. Quando Bia nasceu, nas primeiras semanas fiquei levando ela para a pediatra que a atendeu na maternidade, mas dessa não gostei nada nada. Nem eu nem meu marido. E desde então começamos a levá-la para dra. Magali.

Como nem sempre todo mundo dá a sorte que eu dei, é importante que se busque um pediatra de confiança mesmo antes de o bebê nascer. A consulta pediátrica pré-natal é fundamental. É nela que se estabelece a formação de um vínculo com o pediatra antes da criança chegar. Especialistas dizem que vários estudos têm mostrado que as consultas de acompanhamento nos períodos pré e perinatal conseguem reduzir a mortalidade materna e do recém-nascido.

Essa consulta pré-natal com o pediatra tem vários objetivos e pode ser muito esclarecedora em alguns pontos como:

-  Estabelecer e fortalecer um vínculo entre o pediatra e os pais antes do nascimento da criança. Preparar os pais para o cuidado do desenvolvimento físico e psicológico do bebê que está chegando. Obter informações básicas de grande importância no pré-natal. Discutir os anseios, preocupações e necessidades em relação à criança. Verificar dados sobre a saúde dos pais, hábitos de vida e situações de risco.

- Esclarecer sobre os tipos de parto e sobre alojamento conjunto. Orientar para os cuidados com os seios e as vantagens do aleitamento materno. Explicar sobre a higiene do bebê e falar das medidas de segurança em casa e no transporte da criança.

- Discutir sobre os fatores emocionais que possam interferir na estabilidade emocional dos pais, como: emprego, moradia, efeito da chegada da criança na família e o relacionamento com os irmãos.

- Acompanhar a gestação e o parto fazendo o papel do “cuidador” e orientando para os cuidados com a mãe e o recém-nascido, ajudando a diminuir o estresse familiar da expectativa da chegada do bebê.

- Iniciar a discussão sobre o aleitamento materno, as vantagens, as técnicas e as dúvidas, estimulando a família a falar o que pensa sobre a amamentação; quais são os seus anseios, medos e dificuldades.

- Identificar se a gravidez é de risco e agir da melhor forma de acordo com cada situação.

- Apoiar e ajudar os futuros pais no processo de cuidar do bebê e incentivar a iniciação deste trabalho de uma forma prazerosa.

- Orientar e disponibilizar seu tempo para esclarecer as dúvidas antes e depois do nascimento, abrindo um canal de comunicação e estabelecendo um vínculo afetivo, com profissionalismo, entre os pais e o pediatra do bebê.

Fica então essa dica às futuras mamães e papais.

Beijos

Siga-nos nas redes sociais:
@conversinhademae (no Instagram)
@conversinhadmae (no Twitter)

Curta nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/conversinhademae


Com informações do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

Nenhum comentário:

Postar um comentário