domingo, 21 de setembro de 2014

Pulseirinhas coloridas: um risco por trás da moda

 Elas viraram febre entre crianças e adolescentes. As pulseiras, conhecidas como “loom band charms”, feitas com borrachinhas de elástico colorido são, hoje, acessório quase que indispensável para os pequenos. Em grupos, cada um exibe várias pulseirinhas nos braços. Nas ruas de comércio popular de todos os estados do país é possível encontrar os kits para confeccionar as pulseiras sendo vendidos. Em geral, a preços bem baratinhos. Além dos elásticos coloridos, vem uma agulha de plástico para montar as pulseiras e os ganchinhos que unem as pontas.

Mas, ao mesmo tempo que enfeitam braços da garotada, essas pulseirinhas que parecem inofensivas também representam um risco. Recentemente, os produtos foram retirados do mercado na Europa. Um garoto de sete anos, Kyle Lawrence, acidentalmente jogou em seu olho uma borrachinha que utilizava para fazer pulseiras e ficou com danos permanentes na visão. Ele acabou desenvolvendo catarata e quase não enxerga. Agora, o garoto vê apenas borrões e sombras e não pode voltar à rotina normal de uma criança da sua idade.
Kyle: lesão no olho após manuseio das borrachinhas
Aqui no Brasil, semana passada, por conta dos riscos à saúde das crianças, a Proteste Associação de Consumidores solicitou ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça e Procon-SP a fiscalização e recolhimento no mercado desses acessórios para pulseiras e anéis, de elásticos coloridos.

A retirada o produto para comercialização na Europa não aconteceu apenas pelo acidente com o garoto Kyle. Análises constataram a presença de 40% de ftalato nos pingentes utilizados nos acessórios. O máximo permitido é 0,1% desta substância química, usada para dar mais maleabilidade ao material, e que pode ser cancerígena.
Kit vendido para confecção das pulseirinhas
Preocupada com a intensificação das vendas, tendo em vista o Dia das Crianças, a Proteste alerta os pais para os riscos na compra do produto, de origem chinesa, à venda no mercado brasileiro. A orientação é que os pais não deixem os filhos nem confeccionar os acessórios, tampouco usá-los.

Outro problema encontrado pela Proteste é que todas as informações do produto estão em inglês, o que desrespeita o Código de Defesa do Consumidor, que determina que mesmo produtos importados devem trazer no manual e na embalagem informações em português.

Beijos

@conversinhademae (no IG)

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