sábado, 30 de agosto de 2014

Sempre é tempo de prevenir acidentes em casa

 
Os riscos são iminentes quando se tem criança em casa. Um objeto tão útil da cozinha pode se transformar em um perigo quando cai nas mãos de um pequeno, por exemplo. Por isso, nunca é demais reforçar: todo cuidado é pouco, sempre!!!!!!! E para chamar a atenção nesse sentido, foi criada uma data especialmente para isso: o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes com Crianças e Adolescentes, comemorado nesse dia 30 de agosto.

A data foi idealizada pela ONG Criança Segura e tem como objetivo engajar todos nessa campanha, que não deve ser apenas de um dia, mas diária, rotineira mesmo, para evitar que acidentes vitimem ainda mais nossas crianças. Os dados são alarmantes. De acordo com dados do Datasus, referentes ao ano de 2012, a cada ano, 4.687 crianças até 14 anos morrem e mais de 122 mil são hospitalizadas em decorrência de acidentes no Brasil.

90% deles poderiam ser evitados com atitudes preventivas simples, como ações educativas, modificações no meio ambiente, criação e cumprimento de legislação e regulamentação específicas.  Manter crianças longe da cozinha, posicionar as panelas no fogão de forma que elas não alcancem, fazer com que as crianças fiquem longe de piscina quando estiverem sem a companhia de um adulto, manter produtos de limpeza fora do alcance dos pequenos são apenas algumas das orientações mais comuns que têm que ser seguidas à risca.

A seguir, mais algumas dicas da ONG Criança Segura:

Sufocação - Pode ocorrer enquanto o bebê está dormindo, quando seu rosto fica encoberto pelo lençol, travesseiro ou outro objeto macio. As grades do berço também podem ser uma ameaça causando mortes por estrangulamento e sufocação. Quando os bebês estão na fase de descobrir o mundo com a boca, ainda podem se engasgar com partes e/ou brinquedos pequenos, comidas e outros objetos miúdos.

Envenenamento - Crianças com até dois anos de idade correm maior risco de um envenenamento não intencional. Produtos de limpeza e medicamentos são riscos significativos. Bebês podem se envenenar respirando a fumaça de cigarros. Antes de comprar plantas, verifique se são seguras para as crianças.
Afogamento – Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, mesmo vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. A primeira causa de afogamento com crianças é a falta de supervisão, geralmente por questão de segundos.

Quedas – Entre os principais responsáveis por quedas com bebês estão os móveis, as escadas e os andadores. Este último é responsável por mais acidentes que qualquer outro produto infantil destinado a crianças de cinco a 15 meses. A maior parte das lesões resulta de quedas em escadas ou simplesmente de tropeços quando estão no andador.
Queimaduras – A maioria das queimaduras com bebês, especialmente entre as idades de seis meses e dois anos, é causada por comidas quentes e líquidos derramados na cozinha. A água quente da pia e da banheira é também responsável por muitas queimaduras em crianças; essas tendem a ser mais graves e cobrem uma porção maior do corpo do que as ocasionadas por outros líquidos quentes.

“Um lugar seguro” também no trânsito

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) lançou nas redes sociais a campanha “Um lugar seguro”, que busca sensibilizar os responsáveis pelo transporte da garotada de que, além do cumprimento da lei, o que está em jogo é a segurança das crianças.  De acordo com dados do Ministério da Saúde, acidentes de trânsito, afogamento, sufocações, queimaduras, quedas, intoxicações, armas de fogo são as principais causas de mortalidade entre crianças.

Em 2013, a PRF aplicou mais de 13.600 notificações relacionadas ao transporte de criança. A principal infração flagrada está prevista no artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) “Transportar criança em veículo automotor sem observância das normas de segurança”. O valor da multa é de R$ 191,54, muito próximo dos valores de bebê conforto, cadeirinha ou assentos de elevação disponíveis no mercado brasileiro que variam de R$ 80 (assento de elevação) a R$ 200 (cadeirinha). No entanto, a menor das consequências das infrações é a multa. No mesmo período, foram registrados 6.501 acidentes em que 4.107 crianças ficaram feridas e 225 morreram.

Em uma colisão, uma cadeirinha de segurança instalada e usada corretamente reduz em 71% o risco de um bebê morrer. Entretanto, é estimado que a maioria das crianças está sendo transportada no carro desprotegida ou de forma incorreta. Nos últimos meses, em Sergipe, a PRF flagrou várias infrações no transporte de crianças em ciclomotores e veículos de passeio.

Beijos

@conversinhademae (no IG)
@conversinhadmae (no Twitter)


Com informações da ONG Criança Segura e PRF

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