sábado, 2 de agosto de 2014

Mãe de dois: momentos diferentes, mas o mesmo amor no peito

Em vários momentos da vida, todo mundo já ouviu falar sobre a importância e os benefícios do aleitamento materno, dos ganhos para saúde de mãe e bebê, mas, às vezes, falta um aprofundamento, um conhecimento prático para que toda teoria acumulada ao longo da vida seja bem aplicada na hora que a mulher se vê com seu filho nos braços.

Para a assistente social Ana Karla Rocha Goes Costa, mãe de Guilherme (de 4 anos e 5 meses) e Rodrigo (1 ano e 11 meses), falar sobre amamentação sempre foi um prazer. Desde que resolveu engravidar, ela teve a convicção de que o primeiro alimento do seu filho seria o leite materno. Tanto que não comprou mamadeiras, nem chupetas quando fez o enxoval do primogênito.

“Quando Guilherme nasceu, fiquei muito ansiosa. Apesar de conhecer toda teoria, o meu leite não descia, tive rachaduras nas mamas e sentia muita dor a cada mamada”, contou. Por causa disso, depois de 15 dias dele nascido, ela recorreu ao complemento com fórmula artificial, por orientação médica, pois o bebê não estava ganhando peso adequado.

Ana Karla disse que as diversas opiniões e críticas também não ajudaram muito. “Uns criticavam pelo meu desejo de manter o aleitamento materno exclusivo, outros pelo fato da introdução da fórmula artificial na alimentação dele”, revelou. Após dois meses ela conseguiu manter o aleitamento materno exclusivo que perdurou até o quinto mês, quando começou a inserir as papinhas doces. “Guilherme deixou de mamar espontaneamente aos 11 meses”, contou.

A assistente social ficou grávida do seu segundo filho, Rodrigo, no mesmo período em que descobriu que Guilherme tinha alergia a quase todas as proteínas do leite, provavelmente sensibilizado nos primeiros meses de vida. Mas foi também nesse período que Ana Karla participou de duas oficinas do Ministério da Saúde sobre estratégias para alimentação saudável de crianças menores de 2 anos e percebeu que o que mais interferiu na amamentação do seu primeiro filho foi o fato de ela estar preparada teoricamente, mas não psicologicamente.

“Aleitamento materno exclusivo é um tema que gera muita polêmica no imaginário popular, e todas se reproduzem no interior de muitas mães no momento da amamentação. Rodrigo nasceu, consegui amamentar exclusivamente por seis meses e experimentei um prazer sem igual. Ele deixou de mamar espontaneamente com um ano e dois meses”, relatou.

Ana Karla acrescenta que nessa experiência aprendeu que as pessoas têm limitações, que muitos vão discordar ou concordar com suas escolhas. “O importante é saber que o ato de amamentar pertence à mãe, mas necessita de uma rede de apoio para acontecer, não se sentir culpada quando não conseguir, procurar ajuda e ter certeza de que o aleitamento materno vale a pena, não só pelos benefícios à saúde do bebê e da mãe, mas pelo vínculo que se constrói entre os dois”, disse Ana Karla, que é assistente social da Unidade de Saúde da Família Madre Tereza de Calcutá, no bairro Jabotiana, em Aracaju (SE).

Beijos

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