domingo, 3 de agosto de 2014

Apoio da família é fundamental para sucesso na amamentação

Imagens serenas, bebês tranquilinhos, mamães que retratam a própria a felicidade ao alimentarem sua cria no seu seio. Essa imagem que, normalmente, nos vem à mente quando se pensa em amamentação não reflete, muitas vezes, a realidade vivida por algumas mães. Nem sempre apenas vontade – muito boa vontade – é suficiente para que as mães consigam amamentar seu filho no peito. A ansiedade, o estresse do contato com o novo (mesmo sendo muito desejado), dores físicas, depressão ou alguma questão de saúde ou outros fatores podem fazer com que a mãe não consiga amamentar.

A auxiliar financeiro Daniela Alves Rodrigues, mãe de Rian, atualmente com pouco mais de 4 meses de vida, desde a gravidez alimentava uma imensa expectativa de ter seu bebê no colo logo nas primeiras horas de vida para amamentá-lo. “Queria muito amamentar, sempre foi um sonho, mas diante desse sonho também vem o medo, a insegurança, a expectativa, o questionamento. Será que vou conseguir? Será que vou ter leite? Será que meu leite será suficiente para meu bebê”, lembra ela.

No entanto, quando o bebê nasceu, logo no primeiro dia de amamentação Daniela conta que já começou a sentir dor no mamilo. No segundo dia, já não aguentava a dor. O mamilo começou a rachar e a amamentação que era um sonho começou a se tornar um pesadelo devido a tanta dor. “No momento eu me senti frustrada. Eram momentos únicos, momentos meus e do Rian que deveriam ser desfrutados com amor, carinho, satisfação, mas era acompanhado pela dor o que gerava insatisfação de minha parte”, relatou Daniela.

Mas ela disse que não se sentia menos mãe por isso, pois sabia que faria o que fosse possível para conseguir tornar esse momento mágico para ela e seu filhinho. Era apenas uma questão de tempo para que essa situação se resolvesse. “Só o tempo de achar a ajuda correta, pois eu tinha o desejo de continuar amamentando e tinha certeza que conseguiria a satisfação plena desse momento”, disse.

E para conseguir amamentar, Daniela fez o que pode. Primeiro aderiu ao bico de silicone para aliviar as rachaduras, embora não fosse o que ela quisesse. “Eu queria o contato direto com meu filho sem um plástico no caminho”, disse. Foi então que buscou ajuda para conseguir fazer com que o Rian fizesse a “pega” correta no peito.

“Fomos à pediatra do Rian, dra. Magali Dias, que salvou minha relação de amamentação com ele. Ela me mostrou passo a passo como deveria ser feito, o bico de silicone foi abandonado e ficou a relação de amor com meu filho. Não há sensação melhor que poder colocar meu filho em meus braços e alimentá-lo sem dor, sem frustração e com amor”, comemora.
Daniela, Rian e Ricardo: apoio foi fundamental
Papai: apoio fundamental
Para ela, a força e o apoio dado pelo papai Ricardo em relação à amamentação foi super importante. “Os pais não podem alimentar os filhos com o leite, mas podem alimentar as mamães com palavras de estímulo, com força, com motivação, com aquela ajudinha depois de amamentar e colocar o pequeno para arrotar (que faz parte da amamentação). Digo isso porque parte da minha vontade em buscar ajuda para não desistir da amamentação também veio do papai do Rian”, confessou Daniel. Ela acrescentou que as palavras de apoio dele a confortaram quando se sentiu frustrada. “E, com certeza, me ajudaram a não me sentir menos mãe”, disse.

E Daniela não pensa em ficar apenas em Rian. A família deve aumentar em pouco tempo. “Assim que o Rian fizer um aninho, ‘liberamos’ a fábrica para um (a) irmãzinho (a)”, disse. E a expectativa dela é que com o aprendizado que teve para amamentar o Rian não haja problemas com o próximo. “Somente a satisfação da amamentação”, completou.

De acordo com a pediatra Magali Dias Carvalho, esse apoio da família é de extrema importância para que a mãe consiga ter todas as condições para fornecer o leite ao seu bebê. Ela destaca que com a ajuda do pai, demais familiares que a cercam, os profissionais de saúde que a assistem e colegas de trabalho essa mulher vai estar em condições físicas e psicológicas para amamentar seu filho.

Além disso, a médica observou que é muito importante que a mãe esteja municiada do máximo de informações possíveis sobre a amamentação, para que possa saber como posicionar o bebê para que ele sugue o peito da forma correta e não venha a ter lesões no seio que prejudiquem a amamentação. “Essa rede de apoio é fundamental para que a mãe consiga fazer o aleitamento exclusivo até o sexto mês de vida do bebê e, se possível, até pelo menos os dois anos de vida da criança. Todos têm um papel importante para o sucesso da amamentação”, frisou.

Beijos

@conversinhademae (no IG)

@conversinhadmae (no Twitter)

Um comentário:

  1. Parabéns Mamãe e Papai pela força e dedicação na importância da amamentação do Principe Rian... Felicidades!!! Beijos

    ResponderExcluir