sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Amamentação: amor que vem do peito

Hoje, começa em todo mundo a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Para marcar a data, o blog Conversinha de Mãe inicia uma série de matérias sobre o tema. Depoimentos de mães sobre suas experiências com o aleitamento, dificuldades vivenciadas, a importância do apoio da família, da licença-maternidade para conseguir amamentar exclusivamente até o sexto mês, a doação que ajuda a salvar a vida de outros bebês, entre outros temas.

Para começar, falamos sobre os benefícios do aleitamento. Este ano, o tema – “Amamentar é... mais saúde para a vida inteira” – destaca as vantagens do aleitamento materno não apenas na fase inicial da vida, mas também para a infância e vida adulta. A semana é uma estratégia idealizada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA) e acontece até o próximo dia 7, em aproximadamente 150 países.

De acordo com o presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Luciano Borges Santiago, o leite materno produz a melhor prevenção contra algumas das doenças que mais matam, a exemplo das doenças cardíacas, a asma, a obesidade e diabetes. Além dessas, o aleitamento também contribui para o combate ao excesso de peso e a obesidade, um dos grandes e atuais problemas de saúde não apenas entre os adultos, mas cada vez mais crescente entre as crianças.

Mas os benefícios do leite materno vão além dos relacionados aos nutricionais e do desenvolvimento físico da criança. Pesquisas indicam que as crianças que são amamentadas no seio da mãe sentem o acalanto e o carinho, que fortalecem o vínculo entre elas, proporcionando mais calma e segurança para o bebê.
Amor e nutrição na mesma embalagem
Estudos e experiências vividas pelas mamães mostram o quanto o leite materno é importante e suficiente para alimentar, sozinho, o bebê nos seis primeiros meses de vida. Segundo a presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria de Sergipe (Sosepe), Glória Tereza Lopes, nos primeiros 6 meses, a criança só precisa do peito. Nada de água, chás, leites artificiais ou outro alimento. Segundo ela, o leite da mãe sacia a fome e a sede do bebê, bem como também possui todos os nutrientes importantes para o bebê crescer e se desenvolver bem. “Somente depois desse período é que o bebê deve começar a receber outros alimentos saudáveis e adequados ao seu organismo”, completou.

Ela ressaltou também os ganhos afetivos desse contato tão próximo com a mãe. “A amamentação favorece a relação afetiva entre mãe e o bebê, ajudando a criança a se desenvolver bem, física e emocionalmente”, disse. Através do leite materno o bebê recebe proteção contra infecções respiratórias e diarreia, diminuindo também o risco de alergias, colesterol alto, diabetes e obesidade.

Sem contar que o primeiro leite da mãe, o colostro, funciona como uma espécie de primeira vacina que o bebê recebe. Embora algumas mães achem que seu leite pode ser “fraco” e não conseguir saciar a fome do recém-nascido, a médica Magali Dias desfaz esse mito. “Não existe leite fraco. Ele é sempre é adequado para o desenvolvimento do bebê”, afirmou.

Vantagens também para a saúde da mulher
Amamentar é bom não só para a saúde do bebê, mas também para a saúde da mulher. O sangramento pós-parto diminui, assim como as chances de desenvolvimento de anemia, osteoporose, câncer de mama e de ovário, diabetes e infarto cardíaco. A mulher que amamenta perde mais rapidamente o peso que ganhou durante a gravidez.

Dicas para amamentação
- Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem horário para mamar. O melhor é que mame sempre que quiser. Com o tempo, fará seu horário.

- Se o bebê não tomar o leite do fim da mamada, que tem mais gordura, pode sentir fome logo em seguida.

- Chupetas, bicos e mamadeiras podem levar o bebê a rejeitar o peito da mãe, além de causa problemas nos dentes, na fala e na respiração.

- Medicamentos não podem ser usados sem prescrição médica, alguns interferem na amamentação.

- Dietas para emagrecimento não são recomendadas. A mulher que amamenta precisa ter uma boa alimentação.

- Bebidas alcoólicas e cigarros devem ser evitados.

- A mulher que usa drogas, como maconha, crack e cocaína, não deve amamentar.

- Para a proteção e promoção do aleitamento materno, é muito importante a colaboração entre os vários setores e profissões.

Beijos

@conversinhademae (no IG)
@conversinhadmae (no Twitter)


Com informações da SBP

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