sábado, 28 de junho de 2014

Bullying faz com que mais crianças passem por cirurgias plásticas

Discriminação, constrangimentos, sessões de ofensas, seja através de atitudes ou apelidos depreciativos, pela cor da pele, tipo físico (gordinho ou magrinho), dentes, cor dos cabelos, uso de óculos. Situações como essas, que por muito tempo foram vistas como atitudes simples que sempre aconteceram, principalmente, entre crianças e adolescentes, especialmente no ambiente escolar, hoje são reconhecidas como bullying. As consequências para as vítimas desse tipo de comportamento são as mais variadas e podem ficar para a vida toda.

Por isso, toda atenção dos pais, para buscar o tratamento adequado para que essa vítima não se vitimize mais ainda, é fundamental. Especialistas orientam que os pais e pessoas próximas a essas crianças e adolescentes levem sempre em conta as reclamações feitas por eles quanto a apelidos e situações de discriminação que estejam sofrendo, para que possam ajudá-los.

Mas um dado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica chama a atenção. Cada vez mais crianças têm passados por cirurgias plásticas, motivadas pelo bullying sofrido. Uma das mais procuradas é a otoplastia, procedimento que faz a correção da chamada “orelha de abano”. Essa tem sido a maneira encontrada por alguns pais para evitar que os filhos deixem de sofrer preconceito, especialmente no ambiente escolar.

Esse tipo de cirurgia está entre os dez mais realizados no Brasil. Entre as crianças, o procedimento pode ser feito, com o consentimento dos pais, a partir dos seis anos de idade do paciente. Dados da Sociedade de Cirurgia Plástica apontam que a otoplastia tem sido realizada cada vez mais cedo entre o público infantil. Antes, ela era procurada apenas por adolescentes.

Pode parecer uma decisão drástica e até mesmo precipitada, em se tratando de crianças, mas cabe a cada família analisar a situação vivida e pesar os prós e os contras. No entanto, uma vez tomada essa decisão, o importante (essencial, diria!) é que sejam adotados alguns cuidados. O primeiro deles é saber se o profissional escolhido está credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para realizar o procedimento. Ter referências do trabalho desse médico também é mais uma garantia para o sucesso da cirurgia.

Sobre esse tipo de procedimento, a SBCP esclarece alguns pontos. Entre eles, que as crianças boas candidatas à otoplastia são: crianças saudáveis, sem doença com risco de vida ou com infecções crônicas não tratadas de ouvido; geralmente, crianças com cinco anos de idade, ou quando a cartilagem da orelha já é estável o suficiente para a correção; crianças cooperativas e que sigam as recomendações médicas; e crianças capazes de expressar o que sentem e não manifestam objeções durante a discussão da cirurgia.

Mas, claro, sempre é bom pensar se não há outras formas, menos invasivas, de tentar solucionar essa questão e, lógico, dar todo apoio e buscar ajuda para essa criança vítima de bullying.

Beijos

@conversinhadmae

Com informações da SBCP

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