terça-feira, 20 de maio de 2014

Grávidas na direção: cuidados que devem tomar



Na minha segunda gestação, mantive-me ativa até o dia do parto. Graças a Deus pude continuar trabalhando normalmente, fazendo todas as minhas atividades normais, inclusive dirigindo meu carro. Diariamente, já mesmo com o barrigão, ia trabalhar, levar e pegar filha na escolar e etc... Minha preocupação era com a colocação do cinto de segurança. Esse é realmente um transtorno.

Mas especialistas em segurança no trânsito garantem que com alguns cuidados as gravidinhas podem, sim, continuar ao volante até a hora do bebê chegar, com segurança. Um estudo do Grupo BB E Mapfre, em parceria com o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi), mostra que, em 13 quilômetros percorridos em perímetro urbano, são realizados, em média, 97 movimentos de troca de marcha e de embreagem. O dado é revelador do que pode ser considerado um excesso de movimentos realizados pelas gestantes.

“Mesmo que a direção seja uma atividade rotineira, o excesso, provocado pelo intenso tráfego das grandes cidades, não é confortável para a gestante. Optar por veículos com câmbio automático e saber posicionar o cinto de segurança e o volante corretamente são algumas alternativas que podem aumentar a comodidade e a segurança da motorista no veículo”, explica Jabis Alexandre, diretor geral de Automóvel do Grupo BB E Mapfre.

No Código Brasileiro de Trânsito não existe um limite estabelecido sobre até que momento as futuras mães podem dirigir. Apesar disso, algumas recomendações ajudam no trânsito do dia a dia e evitam pequenos acidentes. Confira a seguir algumas dicas de como a gestante pode garantir uma direção segura e confortável:

- A gestante deve avaliar a correta posição do assento. O ideal é que entre o tórax da motorista e o volante haja no mínimo 25 centímetros, mantendo sempre as costas bem apoiada no encosto do banco;

- Existe uma posição correta para o cinto de segurança. A faixa deve ficar sobre o ombro, passar por entre as mamas e finalizar abaixo do ventre. Nunca deixe a faixa em cima da barriga pois, em uma colisão, pode ocorrer graves ferimentos na gestante e no bebê;

- Caso a gestante viaje no banco traseiro, não utilize o cinto do tipo abdominal, encontrado no assento central na maioria dos automóveis. Opte pelo assento com cinto de três pontos, semelhante ao do motorista;

- Atenção aos pedais. Ao afastar o banco como medida de precaução, a motorista deve garantir o acesso fácil e confortável aos pedais;

- O cuidado com os fatores externos deve ser redobrado, mantendo velocidade reduzida, distância para o veículo da frente e atenção máxima ao trajeto e demais motoristas;

- Alguns automóveis possuem regulagem do volante. Procure ajustá-lo para uma posição mais confortável possível, tanto na altura quanto na profundidade, caso seja possível. A regulagem de profundidade do volante pode ajudar a aumentar a distância entre a motorista e volante;
- Estudos internacionais também apontam a importância do airbag. Simulações revelam que o impacto entre dois carros, por mais leve que seja, movimenta o bebê dentro da barriga e pressiona os órgãos internos da gestante, podendo resultar em hemorragias;

- Ao sentir qualquer sinal de enjoo, tontura, câimbra ou dores, pare o veículo em local seguro (posto de gasolina, unidades policiais, acostamentos etc.).

Beijos

@conversinhadmae


Fonte: Assessoria de Imprensa

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