sexta-feira, 30 de maio de 2014

Conjuntivite: ai, meus olhinhos...

Meu olhinho miudinho de mamãe...
Ontem tivemos uma surpresa logo pela manhã: quando fui pegar Rebeca no berço, estava ela lá, com o olhinho todo fechado, tapadinho por remela e inchado. Foi um susto e uma dó. É a primeira vez que ela tem isso. De cara já imaginava que se tratava de uma conjuntivite, até pelos sintomas apresentados. A primeira providência foi lavar o olhinho com soro fisiológico e torcer para que a inflamação não passasse para o outro olho e para outras pessoas.

Mas vocês sabem o que é conjuntivite? Tratei de dar uma pesquisada para trazer para vocês aqui. A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas.

A doença pode ser causada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes como poluição e o cloro de piscinas, por exemplo, e por vírus e bactérias. Neste último caso ela é contagiosa. Entre os principais sintomas estão olhos vermelhos e lacrimejantes; pálpebras inchadas; sensação de areia ou de ciscos nos olhos; secreção (remela); e coceira.

O tratamento básico é lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico. Não use água boricada, por conta do risco de intoxicação. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença. Acima de tudo, não se automedique. A indicação de qualquer remédio só pode ser feita por um médico. Alguns colírios são altamente contraindicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.

A conjuntivite viral geralmente passa sozinha em, mais ou menos, uma semana. Vírus são a causa mais frequente de conjuntivite, e é mais provável que a causa seja viral se a criança tiver também sintomas de resfriado. Se for uma infecção bacteriana, o médico deve receitar um colírio antibiótico. Aí começa uma batalha (aqui em casa pelo menos é assim. Rsrsrs) Muita paciência para aplicar. Lave bem as mãos antes e depois de cuidar dos olhos da criança.

Por ser altamente contagiosa na forma viral e bacteriana, no caso de conjuntivite a criança não vai poder frequentar berçário, creche ou escolinha, para não contaminar outras crianças.

Para impedir que a doença se espalhe pela casa, lave as mãos sempre que terminar de cuidar dos olhos da criança e mantenha as toalhas, roupas e roupa de cama dela separadas das do resto da família, além de lavá-las com frequência.

Hoje Rebeca já está um pouco melhor. Agora é torcer para que logo, logo ela fique 100%.

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: www.drauziovarella.com.br e BabyCenter Brasil

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Alunos com restrições alimentares têm garantido cardápio especial

Foi publicada hoje, dia 29, no Diário Oficial da União uma alteração na Lei nº 11.947, com o objetivo de determinar nutrição escolar adequada para alunos com restrições alimentares.

O texto estabelece que, no caso de estudantes que necessitem de atenção nutricional individualizada em virtude de estado ou de condição de saúde específica, deverá ser elaborado um cardápio especial com base em recomendações médicas e nutricionais.

A lei entra em vigor em 90 dias a partir da publicação. Agora é esperar que ela seja colocada em prática e possa beneficiar milhares de estudantes que têm essa condição especial. Vamos aguardar!

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Agência Brasil 

Solidariedade: Campanha Ajude Marina consegue o valor necessário para o transplante

Que notícia maravilhosa!!!! A família da pequena Marina, de 8 meses que está na luta pra conseguir a cirurgia que vai conseguir lhe dar uma vida normal, anunciou que a campanha Ajude Marina alcançou seu objetivo. Os recursos necessários para que ela vá aos Estados Unidos fazer o transplante de intestino foram alcançados.

A gente que se juntou a essa campanha desde o início, não poderia estar mais do que feliz. Abaixo, publicamos os agradecimentos da família, publicados na página #AjudeMarina.

"Corrente do Bem, alcançamos o que parecia impossível!! Chegamos aos dois milhões necessários para a realização da cirurgia de Marina. Deus e vocês tornaram tudo isto uma realidade!!! Não há palavras pra traduzir nossa imensa gratidão, mas vou dizer o que sinto:
Quando lancei esta campanha foi num momento de desespero de uma mãe querendo salvar sua filha. Não achei que iria tomar essa proporção, lancei a campanha para pagar apenas a cirurgia dela, nem conseguir raciocinar que ela iria gastar muito mais que isso com o tratamento enquanto estiver na espera da fila do transplante (que tem ser lá nos EUA) , assim que ela adquirir o peso ideal (mínimo de 8kg). Nem pensei no longo pós operatório (mínimo de 8 meses) e tudo mais, medicações, exames... Enfim!

Desde então eu e minha família nos sentimos abraçados pela Corrente do Bem que só cresce! Ficando cada vez mais forte e sempre nos apresentando tantas e tantas mensagens lindas, maravilhosas, simplesmente perfeitas, feitas com muitas demonstrações de afeto e amor para nossa princesa Nininha.

Agradecemos a Deus em primeiro lugar que permitiu que Marina tocasse o coração todos vocês. Agradecemos a todos os artistas e personalidades, cada um com sua generosidade e desprendimento ao nos doarem sua popularidade, e o seu incontestável apoio nessa caminhada, sem vocês tudo teria sido muito mais difícil.

Agora, particularmente, agradeço aos queridos conterrâneos da nossa cidade Natal, nossa terra amada Aracaju e ao povo de Sergipe!!!!! E a cada um de vocês, preciosos anjos de Marina, elos da nossa Corrente do Bem! Deus sabe o quanto eu gostaria de agradecer abraçando pessoalmente cada um de vocês e dizer meu muito obrigada , do fundo do meu do coração! Pois quando eu estava descrente, vocês acreditaram. Quando tudo parecia perdido vocês nos encontraram e assim a vida vai ser tornando cada vez mais possível para nossa querida Marina, meu maior amor.

Vocês são incansáveis nessa campanha, contribuem com orações, doações, divulgações, manifestações, compartilhando, comentando ... Fizemos lindas histórias inesquecíveis nessas últimas semanas do mês de maio de 2014, histórias de crianças com suas gincanas nas escolas do Brasil, jovens que vestiram a camisa de Ajude Marina e promoveram arrecadações em universidades, nas ruas, etc. Histórias de nossos queridos idosos que acolheram a linda Marina como neta, e mesmo nesse mundo virtual, buscaram o caminho de ajudar Marina, e finamente, a TODOS nosso imensurável obrigado!!!!!!!!

A campanha inicialmente, era pra arrecadar o valor para pagar cirurgia e chegamos! Por isso peço que se sintam livres para doar para outras crianças que necessitam e foram sendo descobertas com Marina: Sofia @ajudesofia, o Pedrinho @amigosdopedrinho e tantas outras que não tiveram o alcance que Nininha teve, como a pequena Alyce @sosalycecoelho, uma história de muita luta também que tive a oportunidade de conhecer ontem através da própria mãe dela e que precisa ser conhecida por todos.

Sim, nós vamos vencer!! Fiquem com Deus e saúde pra todos. 

A batalha pela vida de Marina continua!!!! 

Vamos que Vamos!!! 

Bj no coração".


Não tem como não se emocionar, não é?

Beijos

@conversinhadmae

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Ministério da Saúde lança portaria para humanizar a assistência à mãe e ao bebê

Enquanto o bebê recém-nascido estiver na maternidade, ele terá garantido o acompanhamento 24h da mãe, do pai ou de algum outro responsável, mesmo em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais. A garantia está na portaria assinada hoje (22) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, que participou no Rio de Janeiro do lançamento da campanha 2014 de doação de leite materno. 

“O direito à mãe, ao pai ou a um acompanhante responsável pelo bebê acompanhá-lo 24 na UTI neonatal, que é fundamental na estratégia de humanização. Segundo, a criação de normatizações sobre boas práticas ao atendimento ao parto, ou seja, à mãe que ganha o nenê e ao nenê, ao nascimento. São estratégias de qualificação do parto e de assistência ao bebê na lógica da política de segurança e de qualificação ao atendimento”.

Chioro cita também a ampliação dos incentivos destinados a esses hospitais, com aumento de 17% dos recursos repassados para parto normal e de 8,5% para parto cesáreo. “A valorização é fundamental para reduzir a mortalidade infantil, reduzir a mortalidade materna e melhorar a qualidade de vida da nossa população”.

A iniciativa Hospital Amigo da Criança é um projeto do Ministério da Saúde em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), para garantir incentivos às unidades que mantém assistência humanizada e qualificada às mães e aos bebês. Atualmente, são 321 hospitais com o título.

Com a portaria assinada hoje, passa a ser requisito para receber a classificação garantir a presença dos pais da criança nos locais onde o bebê estiver nas maternidades.

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Ministério da Saúde

terça-feira, 27 de maio de 2014

Em clima de Copa

Está chegando a hora, gente!!!! Praticamente a 15 dias para a tão esperada Copa do Mundo no Brasil, o país já está no clima do mundial. A favor ou contra a realização da competição, não tem jeito, o clima verde/amarelo já toma conta das ruas, das decorações e por todo lugar se ver a bandeira brasileira.

E pra entrar no clima, o Conversinha de Mãe traz hoje alguns looks pra preparar os filhotes para acompanhar os jogos da Seleção. Afinal de contas, para alguns dos nossos filhos esta será a primeira Copa. E logo no Brasil. Agora é torcer!!! Confiram:
Bodies fofos pros bebês curtirem a Copa
 
Outros modelos de body, esses da Baby Chocolate



Coleção temática lançada pela Trifill para a Copa
Beijos

@conversinhadmae

sábado, 24 de maio de 2014

Feira internacional mostra tendências de moda e decoração infantil para primavera-verão 2015

Teve início hoje, em São Paulo, a Ópera - Feira Internacional de Moda e Decoração Infantil. O evento, que acontece até a próxima terça-feira, dia 27, no Pavilhão da Bienal, apresenta ao público as principais tendências da primavera-verão 2015.

Nessa 19ª edição da feira são mais de 120 fabricantes/expositores nacionais e internacionais. Eles vão apresentar suas coleções e novidades para lojistas, empresários, empreendedores e investidores de todo Brasil. “A Ópera permite aos visitantes conhecerem marcas de grande representatividade dos segmentos de decoração, enxoval, bebê, kids, teen, calçados, acessórios, moda praia e underware", comenta diretora Fernanda Menezes.

Entre os expositores estão empresas como: Calvin Klein, Lacoste,  Nike, Tommy Hilfiger, VR Kids, Reserva Mini, Richards Kids, Mandi, Levis, TipToey Joey, Mini Us, DolceAbbraccio, Cibely Baby, Modali Baby, e Empório Baby.

A Ópera - Feira Internacional de Moda e Decoração Infantil acontece até a terça-feira, dia 27, sendo até a segunda das 9h às 19h e na terça, das 9h às 16h, no Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera.

Vamos aguardar as novidades para a garotadinha fashion.

Beijos

@conversinhadmae

Com informações da Assessoria de Imprensa

Grávidas e mulheres que amamentam não poderão trabalhar em locais insalubres


As trabalhadoras terão que exercer suas atividades em local salubre enquanto estiver grávida ou amamentando seus bebês. É isso que determina o projeto de lei 814/07, aprovado em caráter na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, nessa semana. A propositura, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), determina o afastamento de gestantes e lactantes de atividades, operações ou locais insalubres.

Agora, a proposta que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43), segue para o Senado, exceto de houver recurso para que seja examinado pelo Plenário da Câmara. A proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.

Além de ter que exercer suas atividades em local salubre, a gravida ou lactante não poderá sofrer redução de salário. Ela receberá o pagamento integral de seu salário, inclusive com o adicional de insalubridade.

Beijos

@conversinhadmae

Com informações da Agência Câmara Notícias



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Projeto “Doe Cabelo, Doe Alegria” entrará em nova fase

Um grande sucesso. Assim pode se definir o projeto “Doe Cabelo, Doe Alegria”. Com mais de 700 cortes de cabelos arrecadados em dois meses, a campanha entrará em uma nova fase, a confecção das perucas para as pacientes atendidas pela Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (Avosos). Até o dia 30 de maio, os salões credenciados estarão fazendo o corte gratuito, assim como a entidade recebendo novos cabelos. A partir desta data entrará no novo processo.

O projeto “Doe Cabelo, Doe Alegria” é uma iniciativa da professora e advogada Soraya Salim que resolveu cortar o próprio cabelo e mobilizou um grupo de alunas também para a doação. A partir deste ato surgiu a campanha que tem como objetivo arrecadar cortes para a confecção de perucas para crianças e adolescentes que lutam contra o câncer. Além disso, visa aumentar a autoestima desses pacientes que batalham contra a doença. A primeira ação aconteceu em fevereiro, já a parceria oficial do projeto com a instituição, no dia 21 de março.

Segundo a idealizadora, Soraya Salim, a campanha ganhou mais força através das mídias sociais. “Após o contato com a Avosos, comecei divulgando por grupos de redes sociais que eu tinha. Nós não imaginávamos que as pessoas iriam ficar tão sensibilizadas. Foi uma surpresa muito boa”, contou a advogada.  

Para Jeane Vieira, diretora da Avosos, o sucesso da campanha também é fruto do trabalho, do envolvimento e da credibilidade que a sociedade sergipana deposita na instituição. “Nós ficamos muito felizes com a adesão das pessoas no projeto. O maior ato de amor é você doar sem esperar nada em troca e ainda mais sem conhecer o próximo e foi o que muitas pessoas fizeram em benefício de nossos pacientes, realmente abraçaram a causa”, afirmou Jeane.

Para os interessados que ainda desejam participar da campanha, deverão marcar em um dos quatro salões credenciados (Duvivier, Fun Cuts, B'Lilla Centro de Beleza, Centro de Beleza Mara) ou cortar em um salão de preferência e entregar na sede da Avosos até o dia 30 de maio. Para outras informações, entrar em contato pelo número 3212 4700/ 3212 4749. A Avosos fica localizada na Rua Leonel Curvelo, 55, bairro Suissa.

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Ascom/Avosos

Amanhã tem Dia D de vacinação contra a gripe e sarampo

Amanhã, dia 24, acontece nas 43 Unidades de Saúde da Família (USF) de Aracaju o Dia D de vacinação contra a gripe influenza e o sarampo. Os postos abrirão a partir das 8h e o atendimento se estende até as 17h.

Os shoppings Riomar e Jardins estarão também com estandes para vacinação das 10h às 22h. De acordo com a coordenadora o Programa de Imunização da Secretaria da Saúde de Aracaju, Débora Moura, a vacina contra a gripe influenza é indicada para gestantes, idosos acima de 60 anos, trabalhadores da área da saúde, crianças entre seis meses e cinco anos, doentes crônicos e puérperas (mulheres que deram a luz nos últimos 45 dias).

Beijos

@conversinhadmae

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Câmara aprova Lei da Palmada e proposta vai ao Senado


É polêmico, gera muitas discussões e divide opiniões, mas foi aprovado ontem o projeto de lei do Executivo 7672/10, a conhecida Lei da Palmada, depois de mais de dois anos parado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aguardando a votação da redação final. O projeto foi aprovado por unanimidade na CCJ. A proposta vai se chamar Lei Menino Bernardo, em homenagem a Bernardo, que foi encontrado morto, no Rio Grande do Sul, e cujos principais suspeitos são o pai e a madrasta.

A aprovação da proposta, que agora seguirá para análise e votação no Senado, foi possível graças à atuação do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), após a sessão tumultuada, que contou com a presença da apresentadora de TV Xuxa Meneghel, que defende a aprovação da matéria.

O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante. Encaminhado à Câmara pelo Executivo, em 2010, o projeto foi discutido e aprovado por comissão especial criada para analisar o seu mérito, no fim de 2011. Deveria seguir direto para o Senado, mas foram apresentados seis recursos para que ele fosse apreciado pelo plenário da Câmara. Esses recursos foram retirados e a proposta foi encaminhada à CCJ para a votação da redação final, no dia 14 de maio de 2012. Só hoje, mais de dois anos depois, a redação final foi aprovada.

“A proposição materializa, por fim, o crescente compromisso de sociedades contemporâneas que reconhecem que crianças e adolescentes têm direitos frente ao Estado e cabe a ele organizar ações para sua plena realização. A proposição, inegavelmente, aborda a realização de direitos que são inerentes a crianças e adolescentes e indispensáveis a sua dignidade e pleno desenvolvimento”, diz um trecho da justificativa do projeto.

Em outro trecho, o Executivo argumenta que: “consideramos que a proibição, em si, não garantirá mudança das atitudes e práticas, mas a ampla conscientização do direito das crianças à proteção e de leis que reflitam esse direito é necessária. Nesse sentido, é premente estimular que os pais parem de infligir castigos violentos, cruéis ou degradantes, adotando intervenções apoiadoras e educativas, não punitivas”.

A proposta estabelece que pais e responsáveis que maltratarem seus filhos crianças e adolescentes serão advertidos e terão que participar do Programa de Proteção à Família, que oferece cursos e tratamento psicológico ou psiquiátrico. A pessoa vítima do castigo vai receber tratamento especializado.

Nas discussões, críticos da proposta alertaram sobre a preservação de direitos individuais e a interferência da lei na educação dos filhos. Enquanto defensores criticaram o apelido dado à lei. "Chamar o projeto de Lei da Palmada é uma maldade. A gente está falando de crianças que são queimadas e espancadas”, disse o relator da matéria na CCJ, deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

É, definitivamente, esta lei está longe de ser uma unanimidade. Os contrários acredita que ela, de alguma forma, tirará a autoridade dos pais sob os filhos, embora não defendam as agressões físicas. Para os defensores, ela é uma forma de garantir os direitos das crianças, agora de uma forma mais efetiva. E você, o que acha? Deixe comentários aqui nesse post para que possamos abrir uma discussão sobre isso aqui no Conversinha de Mãe.

Beijos

@conversinhadmae

Com informações da Agência Brasil
Foto: Rodolfo Stuckert/Câmara dos Deputados



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Especialista explica Transtorno do Déficit de Atenção

Você conhece alguma criança que tem dificuldade em manter a atenção, o foco e a concentração em atividades do dia a dia? Pois isso tem nome, é um problema de saúde e deve ser tratado por um pediatra em conjunto com um psicólogo. Em entrevista exclusiva ao Revista da Cidade*, a psicóloga Fernanda Dória, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, conta detalhes do transtorno que afeta crianças e pode prejudicar até no rendimento escolar. 
Psicóloga Fernanda Dória
O que é Transtorno do Déficit de Atenção numa criança? É o mesmo que hiperatividade?
Fernanda Dória - O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma desordem mental com prevalência em crianças e adolescentes, é caracterizado pela falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. Já o transtorno é subdividido em TDAH predominante, onde o indivíduo possui a hiperatividade com mais intensidade, e o TDAH combinado, onde há a mistura de hiperatividade e déficit de atenção. As crianças que sofrem apenas de desatenção sem grau elevado de hiperatividade recebem o diagnóstico de Distúrbio de Déficit de Atenção (TDA), sendo um subtipo do TDAH.

Como os pais podem detectar algum sintoma?
FD - É possível detectar alguns sintomas, principalmente em conjunto com a escola, pois a criança com TDAH tem dificuldade em manter a atenção nas atividades escolares, em permanecer sentada por muito tempo na cadeira, por exemplo. Tem dificuldade em organizar as tarefas escolares, parece não escutar quando lhe dirigem a palavra, não segue instruções, não termina atividades escolares, entre outros sintomas. Os pais podem procurar um pediatra ou um psicólogo. Estes sinais não devem ser ignorados.

A partir de que idade os sintomas costumam aparecer?
FD - Os sintomas se iniciam nos primeiros anos da infância, mas são identificados mais tardiamente, tanto em casa como na escola. O distúrbio é mais observado na escola, pois é o período no qual as dificuldades de atenção e inquietude são notadas pelos professores, quando comparadas às outras crianças da mesma idade. No ambiente escolar são mais fáceis de serem notados.

Só é considerado um problema quando começa a atingir o dia a dia da criança? Que tipos de dificuldades uma criança pode passar na escola?
FD - É comum que as crianças não queiram estudar, achar que não são capazes e se sentirem inferiores aos seus colegas de classe. Não significa que a criança com TDAH seja menos inteligente que os outros colegas, o desempenho escolar abaixo da média pode ocorrer pela falta de concentração, impulsividade e hiperatividade.

Quais as causas do transtorno?
FD - A causa exata do transtorno é desconhecida. Estudos indicam que o TDAH pode ser hereditário e há a hipótese do desenvolvimento anormal do cérebro, onde algumas substâncias químicas podem estar alteradas.

Quais os tratamentos indicados?
FD - É indicado tratamento psicológico na abordagem cognitivo-comportamental para que a criança e os pais aprendam a lidar e controlar seus sintomas à frente de situações cotidianas. É fundamental o acompanhamento neuropediátrico com possibilidade de medicação.

Como é feito o diagnóstico?
FD - É necessário realizar uma entrevista com os pais, com a criança e com os professores da escola a fim de obter dados do seu comportamento. Na entrevista, os pais precisam informar o histórico do desenvolvimento, médico, escolar, familiar, social e psiquiátrico da criança. A escola complementará a avaliação fornecendo informações do comportamento da criança no ambiente escolar. O desempenho escolar deve ser levado em conta, pois, geralmente, crianças com TDAH apresentam uma baixa nas notas.

Em alguns casos, além da psicoterapia, é indicado o uso de remédios em crianças?
FD - Sim, em alguns casos ocorre a necessidade do uso da medicação prescrita por um médico. Ela não irá melhorar o comportamento da criança, mas irá controlar os sintomas do TDAH, melhorando a concentração e controle dos seus comportamentos.

É possível que, com o passar dos anos, o problema se dissipe por conta própria?
O quanto antes for iniciado o diagnóstico, melhor. É possível que um adulto com TDAH controle sua impulsividade e sua falta de atenção, mas o transtorno não será totalmente controlado, podendo haver o surgimento de co-morbidades como depressão e ansiedade.

Beijos

@conversinhadmae

Psicóloga Fernanda Dória (fernandadoriaf@gmail.com), especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental na Clínica Oralclin (79 3211-6277).

* Entrevista publicada originalmente no caderno Revista da Cidade, do Jornal da Cidade, do dia 18/05/2014. Texto: Lara Aguiar. Foto 2: Jadilson Simões

terça-feira, 20 de maio de 2014

Grávidas na direção: cuidados que devem tomar



Na minha segunda gestação, mantive-me ativa até o dia do parto. Graças a Deus pude continuar trabalhando normalmente, fazendo todas as minhas atividades normais, inclusive dirigindo meu carro. Diariamente, já mesmo com o barrigão, ia trabalhar, levar e pegar filha na escolar e etc... Minha preocupação era com a colocação do cinto de segurança. Esse é realmente um transtorno.

Mas especialistas em segurança no trânsito garantem que com alguns cuidados as gravidinhas podem, sim, continuar ao volante até a hora do bebê chegar, com segurança. Um estudo do Grupo BB E Mapfre, em parceria com o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi), mostra que, em 13 quilômetros percorridos em perímetro urbano, são realizados, em média, 97 movimentos de troca de marcha e de embreagem. O dado é revelador do que pode ser considerado um excesso de movimentos realizados pelas gestantes.

“Mesmo que a direção seja uma atividade rotineira, o excesso, provocado pelo intenso tráfego das grandes cidades, não é confortável para a gestante. Optar por veículos com câmbio automático e saber posicionar o cinto de segurança e o volante corretamente são algumas alternativas que podem aumentar a comodidade e a segurança da motorista no veículo”, explica Jabis Alexandre, diretor geral de Automóvel do Grupo BB E Mapfre.

No Código Brasileiro de Trânsito não existe um limite estabelecido sobre até que momento as futuras mães podem dirigir. Apesar disso, algumas recomendações ajudam no trânsito do dia a dia e evitam pequenos acidentes. Confira a seguir algumas dicas de como a gestante pode garantir uma direção segura e confortável:

- A gestante deve avaliar a correta posição do assento. O ideal é que entre o tórax da motorista e o volante haja no mínimo 25 centímetros, mantendo sempre as costas bem apoiada no encosto do banco;

- Existe uma posição correta para o cinto de segurança. A faixa deve ficar sobre o ombro, passar por entre as mamas e finalizar abaixo do ventre. Nunca deixe a faixa em cima da barriga pois, em uma colisão, pode ocorrer graves ferimentos na gestante e no bebê;

- Caso a gestante viaje no banco traseiro, não utilize o cinto do tipo abdominal, encontrado no assento central na maioria dos automóveis. Opte pelo assento com cinto de três pontos, semelhante ao do motorista;

- Atenção aos pedais. Ao afastar o banco como medida de precaução, a motorista deve garantir o acesso fácil e confortável aos pedais;

- O cuidado com os fatores externos deve ser redobrado, mantendo velocidade reduzida, distância para o veículo da frente e atenção máxima ao trajeto e demais motoristas;

- Alguns automóveis possuem regulagem do volante. Procure ajustá-lo para uma posição mais confortável possível, tanto na altura quanto na profundidade, caso seja possível. A regulagem de profundidade do volante pode ajudar a aumentar a distância entre a motorista e volante;
- Estudos internacionais também apontam a importância do airbag. Simulações revelam que o impacto entre dois carros, por mais leve que seja, movimenta o bebê dentro da barriga e pressiona os órgãos internos da gestante, podendo resultar em hemorragias;

- Ao sentir qualquer sinal de enjoo, tontura, câimbra ou dores, pare o veículo em local seguro (posto de gasolina, unidades policiais, acostamentos etc.).

Beijos

@conversinhadmae


Fonte: Assessoria de Imprensa

sábado, 17 de maio de 2014

Pai separado assume cada vez mais criação dos filhos

Além da tradicional família, do casal vivendo sob o mesmo teto e criando juntos os filhos, o Brasil possui hoje várias outras formações. Uma delas, que representa apenas 1,8%, pouco mais de 881 mil unidades domésticas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é protagonizada pelo pai que, depois da separação, resolve “criar sozinho os filhos”. Foi essa configuração o objeto de pesquisa da assistente social Flávia Abade, em seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. A dissertação Famílias patrifocais: paternagem e socialização dos filhos foi orientada pelo professor Geraldo Romanelli.

Flávia conta que seu interesse repousou em investigar como vivem os pais que moram sozinhos com os filhos e que assumem as funções antes exercidas pelas mulheres na criação dos filhos. A pesquisadora, para ser mais específica sobre os motivos que levam a esta posição, excluiu os que ficaram viúvos, focando apenas nos que fizeram a opção de lutar pela guarda dos filhos na justiça ou que conquistaram essa condição na ‘partilha’ sem necessidade de ir aos tribunais.

Ela destaca que, na disputa judicial, o número de decisões em favor do pai é de apenas 5,6%. “É o avesso do problema da igualdade de gênero. Se em muitos aspectos da vida social e econômica, a mulher é prejudicada, nesse caso, na disputa judicial, a guarda é atribuída à mulher ‘simplesmente porque é’. Não é necessária muita fundamentação para convencer o poder judiciário”, afirma.

No relato dos pais pesquisados, diz Flávia, a sensação é de que em geral eles tomaram a decisão de assumir a criação dos filhos por se considerarem em melhores condições de exercer esse papel do que as mães. “Houve também os que disseram que não gostariam que os filhos convivessem com padrastos, o que lhes causava muita insegurança. Teve ainda o caso de uma das mulheres que era usuária de drogas, o que tornou a opção mais óbvia”, segundo a pesquisadora.

Alteração da identidade subjetiva
Outro achado do estudo é a “alteração da identidade subjetiva do homem” na formação familiar ‘patrifocal’ (formada por pai e filhos). Flávia considera esse um ponto positivo, pois “tira um pouco do estigma da masculinidade, de que o homem que é pai se restringe a ser provedor ou a autoridade em casa. E, ainda, cita, de não de assumir atribuições que historicamente foram mais femininas. Eles passam então a ocupar um lugar que foge a este padrão”.

Ela lembra que pela legislação brasileira, quando há separação “não é para o outro acumular funções, mas para os dois continuarem exercendo a ‘parentalidade’ ”. Segundo a pesquisadora, muitas vezes isso acaba não ocorrendo, nem com a mãe e nem com o pai. “O ideal é que a criança possa conviver com ambos, mas em alguns casos é a própria mãe que acaba se afastando dos filhos para formar outra família”, relata.

Por ter pesquisado famílias de baixo poder aquisitivo, Flávia conta que observou vários tipos de novos arranjos. “Quando tem uma filha mais velha, ela pode assumir funções da mãe no cuidado com os menores, mas como a maioria dos casos estudados envolvia crianças entre dois e três anos, a presença de outras mulheres da família, como tias e avós, também foi marcante na pesquisa”. Principalmente, diz, para cuidar das crianças enquanto o pai saia para trabalhar ou para outro compromisso. Para Flávia ainda é muito difícil, mesmo para homem que ocupa uma posição alternativa de cuidar sozinho dos filhos, assumir essa posição plenamente. “Ainda é algo muito forte a relação rígida de papéis entre homens e mulheres no plano da simbologia e das representações”.

A pesquisadora verificou nas respostas dos pais que, se tivessem condições financeiras eles ‘terceirizariam’ as tarefas domésticas, comprando comida pronta e mandando lavar a roupa fora, por exemplo. Mas percebeu também que eles têm a preocupação de preparar os filhos homens para serem independentes em relação às funções tradicionalmente femininas.

Outra das conclusões de Flávia é de que esses novos arranjos familiares — famílias ‘patrifocais’ — contribuem para uma maior igualdade de gêneros. Ressalta, no entanto, que os homens ainda têm um pouco de dificuldade de falar sobre esses temas domésticos. “Acho que ainda há um certo conforto para eles nessa situação histórica de se manter no poder e, com isso, uma certa dificuldade de perder essa posição”, observa. Ao ser  questionada sobre como se sentem os pais nesse papel ‘patrifocal’, a pesquisadora é rápida e categórica:  “muito satisfeitos, orgulhosos e felizes”.

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Agência USP de Notícias
Foto: Elvert Barnes/ Creative Commons

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Teatro: “Zé, o menino que queria ser peixe”

Sem muita ideia de programa diferente para o final de semana? Pois o Conversinha de Mãe tem uma dica bem legal. É que continua sendo encenada durante os sábados do mês de maio a peça infantil “Zé, o menino que queria ser peixe”, pela Cia. de Teatro Stultifera Navis. A apresentação acontece no átrio do Museu da Gente Sergipana, aqui em Aracaju, a partir das 17 horas.

A peça conta a história do sergipano José Martins Ribeiro Nunes, que ficou conhecido como Zé Peixe. O espetáculo conta, de forma lúdica e criativa, a história dessa figura lendária. Durante muitos anos ele exerceu o trabalho de prático, guiando as embarcações que entravam e saíam de Aracaju, pelo rio Sergipe. Mas a maneira como Zé Peixe fazia isso foi que o tornou uma figura histórica do Estado. Ele nadava até o navio e toda condução da embarcação fazia também a nado, se confundindo com os peixes do rio Sergipe.
Além de contar essa parte da história, a peça revela ainda a infância do prático com os pais e a irmã mais nova, Rita, também conhecida como “Rita Peixe”. Entre a casa e a escola, o espetáculo conduz Rita e Zé a uma grande aventura. Viajando entre a lua e o mar, nosso herói conhece novos amigos da fauna local, brinca e se diverte com a imaginação, passando por várias experiências que o levam a descobrir a sua grande paixão pelo mar.

A montagem é a primeira de uma série que pretende resgatar do inconsciente popular o reconhecimento dos heróis sergipanos, personagens como Zé Peixe, que precisam ser conhecidos pelas crianças e por visitantes de outros locais. Zé morreu em 2012, mas está longe, muito longe, de ser esquecido pelos sergipanos e por pessoas de todo mundo que o conheceram ou ouviram falar de sua história.

O espetáculo tem a duração de 50 minutos. O ingresso está sendo vendido pelo valor promocional de R$ 10,00 (meia) e um adulto acompanhando de criança também paga meia. A entrada pode ser adquirida na Casa Rua da Cultura, localizada na praça Camerino, ou no Café da Gente, no próprio museu.

Quem não puder neste sábado, uma boa notícia: a peça será encenada ainda nos dias 24 e 31, sempre no mesmo local e horário.

Fica a dica.

Beijos


@conversinhadmae

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Campanha Ajude Marina

 Quem tem filho, talvez consiga imaginar como deva ser a dor de esperar por ele e, depois que nascer, descobrir que aquele pequeno serzinho tão amado e aguardado possui uma enfermidade tão difícil de ser tratada. Pois é por isso que os pais da pequena Marina, de apenas 8 meses de idade, estão passando. 

A família é aqui de Aracaju (SE). A mãe começou essa semana uma campanha nas redes sociais para conseguir com que a filha consiga fazer um transplante que não é feito no Brasil, para salvar a vida da pequena. Marina é um bebê encantador. Filha única de Luiza Stella, ela luta pela vida desde que ainda estava no ventre de sua mamãe.
A menina nasceu prematura, aos 7 meses de gestação da mãe, por incompetência do colo uterino. Apesar disso, nasceu bem, mas sofreu uma necrose no intestino e ficou com uma síndrome raríssima, a síndrome do intestino ultra curto. Por conta disso, seu intestino tem apenas 5 centímetros, o que é impossível para suprir suas necessidades.

Ela precisa fazer um transplante de intestino delgado. Acontece que o procedimento não é feito no Brasil. Aqui no país já ocorreu algumas cirurgias dessas experimental (a última delas há 10 anos, na Santa Casa de São Paulo, mas todas as crianças faleceram a curto prazo. A solução encontrada pela família para tentar manter a vida da menina é fazer o transplante dela nos Estados Unidos.

A questão é que o tratamento custa muito caro, algo em torno de R$ 2 milhões, só a cirurgia e o acompanhamento. Por isso a família está fazendo essa campanha para conseguir doações que possibilitem Marina de ir até os EUA passar pelo procedimento. Qualquer quantia que a gente poder doar já ajuda. As doações podem ser feitas na conta no Banco do Brasil, agência 1603-9, conta corrente 17468-8, em nome da mãe da Marina: Luiza Stella Correia Ferreira, com CPF 976328995-53.
Marina durante a fisioterapia no  Hospital Sabará
Atualmente, Marina está internada no Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, no 9º andar. Na verdade, pode-se dizer que ela viveu praticamente toda sua vida lá, pois em casa passou apenas um mês. Lá ela recebe o acompanhamento. Um pouco da rotina da menina pode ser acompanhado no Instagram da mãe (@luizastellaaju).

A família só agradece a quem possa ajudar. E imagino a imensa gratidão que eles vão ter com isso.

Beijos


@conversinhadmae 

Fotos: IG de Luiza Stella

terça-feira, 13 de maio de 2014

Análise investiga causas de queimaduras infantis

O álcool líquido é um dos principais agentes causadores de queimadura infantil, segundo pesquisa na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. O estudo revela, ainda, que as crianças se queimam durante brincadeiras ou tentando fazer comida, além da inexperiência tanto delas próprias, como de seus familiares, no manejo de líquidos inflamáveis. Para a autora do estudo, a enfermeira Iara Cristina da Silva Pedro, essas constatações confirmam a necessidade de ações preventivas para evitar queimaduras e mais pesquisas para identificar como esses acidentes acontecem.

Ela lembra, ainda, que no Brasil, existem centros especializados em tratamento de queimaduras. Mas, quando o acidente acontece, o primeiro contato é feito com unidades básicas de saúde, de pronto atendimento e prontos-socorros. Por isso a necessidade de treinar, principalmente os profissionais que atendem nesses locais. “Nem sempre os profissionais da saúde estão preparados para atender casos assim. Por essa razão, às vezes, os centros de tratamento ficam sobrecarregados com casos simples que poderiam ser resolvidos na rede básica e, também, em casos de queimaduras mais graves, os pacientes ficam com sequelas funcionais”, descreve a enfermeira.

A pesquisa foi feita no Centro de Tratamento de Queimaduras do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, entre janeiro de 2012 e junho de 2013, e contou com 20 participantes — seis crianças e 14 familiares. “Nem sempre as famílias participantes do estudo conseguiam enxergar que eram vulneráveis a esse tipo de acidente”, afirma Iara, que vê que os profissionais da saúde devem alertar os pacientes sobre o risco de queimaduras. “Despertar a consciência é o primeiro passo para que possamos pensar em atitudes preventivas dentro do ambiente doméstico”, completa.

Vítimas
André, Bruna, Camila, Daniel, Eduardo e Felipe — nomes fictícios — participaram da pesquisa. Todos sofreram queimaduras ainda quando crianças, entre um e nove anos. Pelos relatos deles é possível identificar a ausência de um adulto no ambiente onde ocorreu o acidente e o hábito das crianças de fazerem atividades junto com seus responsáveis.

Camila, de oito anos, brincava de ‘comidinha’ com sua prima e, depois de acenderem o fogo com um isqueiro, tiveram a ideia de usar álcool para a chama ficar mais forte. Camila, então, entrou em casa e pegou um pouco da substância e levou para onde estavam brincando em um potinho de iogurte. No meio do caminho, a garota tropeçou em uma pedra. “Foi aí que o álcool caiu no fogo e chama a queimou”, conta a pesquisadora.

Já com Eduardo foi diferente. O menino de nove anos estava em casa com sua mãe e de repente houve queda de energia. “A irmã de Eduardo estava com medo de tomar banho no escuro e a mãe tentou acender um lampião, mas não conhecia o processo de acendimento da peça”, relata Iara. Com o auxílio de uma vela, ela tentou encaixar o lampião no botijão de gás, que acabou furando. O vazamento de gás, em contato com a chama, causou uma explosão intensa e Eduardo, que estava fora da cozinha, correu para socorrer a mãe e acabou se ferindo.

Segundo a pesquisadora, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o mais indicado em casos de queimaduras que envolvem fogo é jogar água, porém, rolar no chão para abafar o fogo também pode ser uma solução. “A água tem que estar presente, seja na hora da queimadura ou depois. Mesmo que o fogo já esteja apagado, é bom ir para debaixo d’água para que a queimadura não se aprofunde.” Produtos como café, pasta de dente, açúcar, clara de ovo e tantos outros não devem ser utilizados. “Até o atendimento médico, é indicado que só se utilize água”, ressalta a Iara.

Questões sociais, econômicas e culturais estão relacionadas a esse tipo de acidente, com isso, Iara vê que campanhas preventivas, apesar de não abrangentes, são uma das possíveis formas de evitar queimaduras. “A interligação entre a saúde e educação é uma forma de promover a conscientização, afinal, essa é uma tarefa que precisa ser realizada com frequência”, alerta. “Elaborar essas campanhas não é uma tarefa fácil, mas os gestores públicos precisam entender que assim os recursos podem ser investidos em outros agravos, para que a saúde da população melhore”, conclui.

Gente, por tudo isso, todo cuidado e atenção são poucos.

Beijos

@conversinhadmae


Fonte: Agência USP de NotíciasAnálise investiga causas de queimaduras infantis

O álcool líquido é um dos principais agentes causadores de queimadura infantil, segundo pesquisa na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. O estudo revela, ainda, que as crianças se queimam durante brincadeiras ou tentando fazer comida, além da inexperiência tanto delas próprias, como de seus familiares, no manejo de líquidos inflamáveis. Para a autora do estudo, a enfermeira Iara Cristina da Silva Pedro, essas constatações confirmam a necessidade de ações preventivas para evitar queimaduras e mais pesquisas para identificar como esses acidentes acontecem.

Ela lembra, ainda, que no Brasil, existem centros especializados em tratamento de queimaduras. Mas, quando o acidente acontece, o primeiro contato é feito com unidades básicas de saúde, de pronto atendimento e prontos-socorros. Por isso a necessidade de treinar, principalmente os profissionais que atendem nesses locais. “Nem sempre os profissionais da saúde estão preparados para atender casos assim. Por essa razão, às vezes, os centros de tratamento ficam sobrecarregados com casos simples que poderiam ser resolvidos na rede básica e, também, em casos de queimaduras mais graves, os pacientes ficam com sequelas funcionais”, descreve a enfermeira.

A pesquisa foi feita no Centro de Tratamento de Queimaduras do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, entre janeiro de 2012 e junho de 2013, e contou com 20 participantes — seis crianças e 14 familiares. “Nem sempre as famílias participantes do estudo conseguiam enxergar que eram vulneráveis a esse tipo de acidente”, afirma Iara, que vê que os profissionais da saúde devem alertar os pacientes sobre o risco de queimaduras. “Despertar a consciência é o primeiro passo para que possamos pensar em atitudes preventivas dentro do ambiente doméstico”, completa.

Vítimas
André, Bruna, Camila, Daniel, Eduardo e Felipe — nomes fictícios — participaram da pesquisa. Todos sofreram queimaduras ainda quando crianças, entre um e nove anos. Pelos relatos deles é possível identificar a ausência de um adulto no ambiente onde ocorreu o acidente e o hábito das crianças de fazerem atividades junto com seus responsáveis.

Camila, de oito anos, brincava de ‘comidinha’ com sua prima e, depois de acenderem o fogo com um isqueiro, tiveram a ideia de usar álcool para a chama ficar mais forte. Camila, então, entrou em casa e pegou um pouco da substância e levou para onde estavam brincando em um potinho de iogurte. No meio do caminho, a garota tropeçou em uma pedra. “Foi aí que o álcool caiu no fogo e chama a queimou”, conta a pesquisadora.

Já com Eduardo foi diferente. O menino de nove anos estava em casa com sua mãe e de repente houve queda de energia. “A irmã de Eduardo estava com medo de tomar banho no escuro e a mãe tentou acender um lampião, mas não conhecia o processo de acendimento da peça”, relata Iara. Com o auxílio de uma vela, ela tentou encaixar o lampião no botijão de gás, que acabou furando. O vazamento de gás, em contato com a chama, causou uma explosão intensa e Eduardo, que estava fora da cozinha, correu para socorrer a mãe e acabou se ferindo.

Segundo a pesquisadora, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o mais indicado em casos de queimaduras que envolvem fogo é jogar água, porém, rolar no chão para abafar o fogo também pode ser uma solução. “A água tem que estar presente, seja na hora da queimadura ou depois. Mesmo que o fogo já esteja apagado, é bom ir para debaixo d’água para que a queimadura não se aprofunde.” Produtos como café, pasta de dente, açúcar, clara de ovo e tantos outros não devem ser utilizados. “Até o atendimento médico, é indicado que só se utilize água”, ressalta a Iara.

Questões sociais, econômicas e culturais estão relacionadas a esse tipo de acidente, com isso, Iara vê que campanhas preventivas, apesar de não abrangentes, são uma das possíveis formas de evitar queimaduras. “A interligação entre a saúde e educação é uma forma de promover a conscientização, afinal, essa é uma tarefa que precisa ser realizada com frequência”, alerta. “Elaborar essas campanhas não é uma tarefa fácil, mas os gestores públicos precisam entender que assim os recursos podem ser investidos em outros agravos, para que a saúde da população melhore”, conclui.

Gente, por tudo isso, todo cuidado e atenção são poucos.

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Agência USP de Notícias

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Conversinha de Mãe é notícia do JC no Dia das Mães

Olá!!!! Como passaram o Dia das Mães???? Bem, graças a Deus, eu passei muito bem, ao lado das minhas filhotas e da minha mamãe. 

Hoje queria compartilhar com vocês um momento (mais um !) de felicidade. É que nosso blog foi um dos destaques da matéria feita pelo Portal Jornaldacidade.net, sobre as mamães blogueiras. Fui uma das entrevistadas da matéria Web: uma conexão especial com a maternidade. Amei!!!

Excelente semana a todos.

Beijos

@conversinhadmae

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Tiradas da Bia

Vinha eu dirigindo, voltando com Bia da escola, e o rádio do carro ligado. Passava a propaganda de um salão de beleza aqui da cidade. Eu estava bem bem distraída e ela perguntou:

- E por que é com a música do Jornal Hoje?


Parei um pouco para aterrissar e perguntei:


- Como?


- Por que essa propaganda tem a música do Jornal Hoje?


- Vá saber, Bia! - respondi.


Depois de uma pausa de alguns segundos:


- Tem nada a ver!!! - disparou ela, toda crítica.

É, e eu vou argumentar o que? Num é que ela tem razão. Vá entender....

Ministério da Saúde determina que bebê deve ir direto para o colo da mãe

Nada de exames de rotina nos primeiros minutos de vida nem ir direto para o berçário. Uma portaria publicada hoje pelo Ministério da Saúde determina que, se o bebê estiver em boas condições de saúde, deve ir direto para o colo da mãe ao nascer nos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde).

Pelo texto, o bebê deve ser colocado sobre o abdômen ou tórax da mãe de acordo com a vontade da parturiente. O bebê deve ser “colocado de bruços e receber uma coberta seca e aquecida”, diz a Saúde.

A portaria segue as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) que prevê ainda que o recém-nascido seja amamentado na primeira hora de vida. A portaria publicada no “Diário Oficial da União” assegura o chamado contato ‘pele a pele’ de mãe com o filho independente se o parto é normal ou cesárea.

O texto faz parte da atualização das diretrizes do SUS para permitir um atendimento mais humanizado para mãe e o recém-nascido.

Outra medida proposta é que os exames de rotina do recém-nascido  – pesagem, exame físico e vacinação – ocorram somente depois da sua primeira hora de vida.

A portaria diz ainda que o clampeamento do cordão umbilical do recém-nascido deve ser feito apenas após o cordão parar de pulsar (aproximadamente de 1 a 3 minutos), exceto em casos de mães isoimunizadas ou HIV / HTLV positivas, em que o clampeamento deve continuar sendo feito de imediato.

Ainda de acordo com a portaria, para o recém-nascido com respiração ausente ou irregular, deverá ser seguido o fluxograma do programa de reanimação da Sociedade Brasileira de Pediatria. A publicação diz ainda que o  estabelecimento de saúde que mantiver profissional de enfermagem habilitado em reanimação neonatal na sala de parto deverá possuir em sua equipe, durante 24 horas, ao menos um médico que também seja capacitado.

O ministério não detalhou ainda como será feita a fiscalização para que as medidas entrem em vigor e se haverá alguma punição aos profissionais de saúde que não seguirem as recomendações.

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Giovanna Balogh, do Blog Maternar da Folha de S.Paulo