terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Grávidas serão ser vacinadas contra coqueluche a partir de 2014

A partir do próximo ano, as grávidas também passarão a ser imunizadas contra a coqueluche. O Instituto Butantan vai produzir uma versão acelular da vacina contra essa doença. A estimativa do Ministério da Saúde é que cerca de 7 milhões de mulheres sejam beneficiadas com a vacinação. Atualmente, a vacina contra a coqueluche é ofertada apenas às crianças no calendário oficial de vacinação.

A cobertura contra a doença começa com a vacina pentavalente, administrada aos dois, quatro e aos seis meses de vida. Além da prevalente, a criança recebe dois reforços com a vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. O primeiro reforço deve ser administrado aos 15 meses e o segundo, aos quatro anos.

Segundo o Instituto Butantan, um acordo de transferência de tecnologia firmado com o laboratório GlaxoSmithKline (GSK) permitirá a fabricação da vacina acelular no Brasil. Na forma como existe hoje, a vacina contra coqueluche é toxica para adultos. Por isso será fabricada uma versão acelular, evitando assim que as gestantes contraiam a doença e a transmitam para o bebê.

A coqueluche é uma doença infecciosa aguda e transmissível causada pela bactéria Bordetella pertussis, que compromete o aparelho respiratório (traqueia e brônquios). A doença evolui em três fases sucessivas. A fase inicial pode se confundir com uma gripe, pois seus sintomas são febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Em seguida, há acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte.

A transmissão acontece principalmente pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa suscetível, não vacinada, através de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar. Também pode ser transmitida pelo contato com objetos contaminados com secreções do doente. A coqueluche é especialmente transmissível na fase catarral e em locais com aglomeração de pessoas.

Somente as pessoas que já tenham adquirido a doença ou recebido a vacina DTP (mínimo de três doses) não correm o risco de ter coqueluche. É graças aos programas de vacinação implantados no país que a ocorrência de casos de coqueluche no Brasil vem reduzindo ano após ano. De acordo com dados do Ministério da Saúde, este ano, até o mês de novembro, foram confirmados 4.361 casos de coqueluche no Brasil, com 57 mortes.

Beijos

@conversinhadmae


Com informações da Agência Brasil e Fiocruz

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