terça-feira, 16 de julho de 2013

Banheiro infantil: necessidade básica

Quem nunca passou pela situação: você bem linda, andando com seu filhinho (que já saiu da fase de fraldas) pela rua e, de repente, ele diz que está apertado, não dá pra segurar, é pra agora, já, mais que imediatamente. Não importa se é o número 1 ou 2, a agonia é tanta que você só pensa: “Cadê o banheiro?”. É, em algumas situações e em alguns (vários, infelizmente!) locais isso não é tão simples de se resolver.

Lamentavelmente, ainda não são todos os estabelecimentos comerciais que oferecem banheiro para o público infantil. Às vezes a gente, e a criança, fica, literalmente, numa situação de aperto. Em shoppings é tranquilo, sempre tem fraldário e banheirinho adequado para nossos pequenos, mas no centro comercial e outros locais, como restaurantes, lanchonetes, às vezes até mesmo lojas voltadas para o público infantil nem sempre existe banheiro para crianças.

Não sei vocês, mas eu já passei por cada situação tendo que levar Beatriz ao banheiro. Hoje parando pra pensar não sei como conseguimos. Verdadeiros malabarismos em banheiros minúsculos, totalmente inadequados, mas que eram a única solução no momento para aliviá-la e eu tinha que me virar para não colocar a saúde dela em risco. Ela ria que se acabava quando eu tinha que colocá-la no braço, cheia de bolsas e sacolas (quando estávamos só nós duas e não tinha ninguém para segurar tanta coisa). Ói, só Jesus mesmo!!!

Aqui na minha cidade, Aracaju, em Sergipe, pensando nisso, a vereadora Emília Correa, que também é defensora pública, fez uma denúncia séria. Segundo ela, existe uma lei municipal que obriga que bares, restaurantes e diversos outros estabelecimentos comerciais a instalarem sanitários para o público infantil. No entanto, essa legislação não vem sendo cumprida.
Emília Correa defende fiscalização mais rígida para cumprimento da lei
A vereadora lembrou que a lei 2.754, de 1999, fala sobre a implantação de banheiros privativos para o público infantil em estabelecimentos comerciais de Aracaju, mas está sendo descumprida de forma flagrante. Para ela, a maior preocupação é a demanda de constrangimentos e aflição por parte dos pais. Um exemplo é a situação em que o pai está com sua filha pequena precisando ir ao banheiro e não pode levá-la ao sanitário masculino, nem entrar ele no feminino e aí acaba tendo que recorrer à ajuda de terceiros. E essa é apenas uma das várias situações de constrangimento que a falta de um banheiro adequado e específico pode causar.

Emília Correa defende que haja uma fiscalização mais rígida e o cumprimento da Lei. E que as pessoas possam denunciar os estabelecimentos que não disponibilizam banheiro infantil. Na minha opinião, não apenas denunciar, mas cobrar e, se continuar, deixar de frequentar locais que não estão se importando com o bem estar de nossos pequenos.

É isso! Ou fui radical demais?

Beijos

@conversinhadmae

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