quinta-feira, 6 de junho de 2013

Mais bebês fazem Teste do Pezinho

Hoje, dia 6 de junho, é comemorado o Dia Nacional do Teste do Pezinho. E pra ser comemorado é preciso ter motivo pra comemoração, não é mesmo? Pois então. Um dado divulgado pelo Ministério da Saúde dá razões para isso. No ano passado, 2,4 milhões de recém-nascidos realizaram o Teste do Pezinho, primeira etapa da Triagem Neonatal. Desse total, 70,1% das coletas aconteceram entre o terceiro e o quinto dia de nascido, que é a faixa etária ideal.

Em 2010, essa porcentagem foi de 57,6% e em 2011, 62%. Aumentou também a cobertura de doenças genéticas identificadas pelo exame. Em maio deste ano, o Ministério da Saúde incorporou a Fase IV no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). Com isso, o exame passou a detectar, tratar e acompanhar mais duas doenças (hiperplasia adrenal congênita e a deficiência da biotinidase), passando das atuais quatro (que já eram hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria, doença facilforme e outras hemoglobinopatiase fibrose cística) para seis.

O Teste do Pezinho, que é obrigatório no país, foi instituído no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2001 com objetivo de possibilitar a detecção precoce de pelo menos quatro doenças - hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística e doença falciforme. O programa abrange, além da realização dos exames e detecção de doenças, o acompanhamento e o tratamento dos pacientes, muitas vezes, durante toda a vida. “O recém-nascido com doença genética, que inicia o tratamento em até 20 dias, após o nascimento, reduz ou até evita consequências clínicas da doença, como sequelas e lesões”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A Triagem Neonatal alcançou, no ano passado, 84% de cobertura nacional. Em 2000, o índice de cobertura nacional era de 56%. Todos os estados contam com Serviços de Referência em Triagem Neonatal e postos de coleta (de sangue) para realização do teste – são 30 serviços de referência e 17.774 postos. Nos últimos oito anos, pelo SUS, foram realizados mais de 19 milhões de exames.

Estão inseridos na Fase IV os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. O Ministério da Saúde prevê que, ainda este ano, nove estados estejam na Fase IV e todos os outros 18 estados na Fase III.  A meta é universalizar a Fase IV até o final de 2014. Na Fase I são detectadas duas doenças: hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria. Essas doenças são triadas atualmente nos 26 estados e no Distrito Federal. Quatro estados permanecem nessa fase: Amapá, Paraíba, Piauí e Roraima. A previsão é de que migrem para a Fase III até julho deste ano.

Os estados habilitados na Fase II incorporam, além das duas doenças previstas na fase anterior, a triagem neonatal para a doença facilforme e outras hemoglobinopatias. Nesta fase estão habilitados 23 estados, dos quais Amazonas, Rio Grande do Norte e Tocantins se mantêm, os demais já encontram-se na fase subsequente. Na Fase III inclui a detecção da fibrose cística ao rol da triagem neonatal. Os estados que permanecem exclusivamente nesta fase são: Acre, Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Sul, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catariana e Sergipe.

Beijos

@conversinhadmae

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