quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ação para conscientizar sobre a doença falciforme

Em todo mundo, hoje é um dia em que as atenções estão voltadas para uma doença que muita gente não conhece. É a doença falciforme. A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu o dia 19 de junho como o dia mundial de conscientização sobre ela.

De acordo com o Ministério da Saúde, todos os anos, 3.500 crianças brasileiras nascem com anemia falciforme e 200 mil crianças brasileiras nascem com o traço falciforme. Embora elas possam não desenvolver os sintomas relacionados, os pais devem ficar atentos. Por isso a campanha de conscientização está sendo realizada pelo Instituto Espaço de Vida (www.espacodevida.org.br), em parceria com entidades de apoio locais.

A doença falciforme engloba a anemia e o traço.  A anemia falciforme é uma doença hereditária, reconhecida como uma das principais doenças genéticas do mundo. Ela provoca a malformação das hemácias (glóbulos vermelhos) que tomam o formato de foices. Com esta configuração, o transporte de oxigênio fica deficiente, além de causar dor.

Já o traço falciforme se dá quando uma pessoa recebe somente um gene com a mutação (que pode ser do pai ou da mãe) e outro sem. Neste caso, não é necessário um tratamento especializado. Porém, é preciso estar ciente que caso um dos pais tenha filhos com outro portador do traço falciforme poderá gerar uma criança com anemia falciforme, traço falciforme ou sem absolutamente nada.

A doença é mais comum na população afrodescendente. No Brasil a miscigenação racial torna essa característica mais difícil de delimitar. Para diagnosticar a anemia falciforme o principal exame a ser feito é o teste do pezinho.  O exame, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), deve ser feito na primeira semana de vida do recém-nascido. Com ele os pais terão a segurança do reconhecimento precoce da doença falciforme. Após os quatro anos de idade é possível fazer um exame específico, a eletroforese de proteínas. Um exame de sangue também oferecido pelo SUS que pode detectar a anemia falciforme.

Sintomas
Os sintomas da doença falciforme normalmente são: anemia crônica: causada pela rápida destruição dos glóbulos vermelhos; icterícia: cor amarelada na pele e mais visivelmente no “branco dos olhos”; síndrome mão-pé: inchaço muito doloroso na região dos punhos e tornozelos. São mais frequentes até os dois anos de idade; e crises dolorosas: principalmente em ossos, músculos e articulações.

O tratamento da doença tem como principal foco a prevenção das situações que podem modificar a forma das hemácias. Entre os cuidados necessários estão o tratamento rápido de infecções, manter o calendário de vacinação em dia, evitar desidratação e atividades físicas muito intensas.

No caso de dores são usados tratamentos de hidratação e analgésicos. As demais complicações exigem um tratamento mais específico. Por isso é importante que os pacientes sejam acompanhados por equipes multidisciplinares com hematologistas, nutricionistas, ortopedistas e psicólogos.

Como aproximadamente 11% das crianças que possuem este tipo de anemia devem apresentar Acidente Vascular Cerebral (AVC) até os 20 anos de idade, a prevenção é indispensável. A importância do Doppler Transcraniano (DTC) está no fato de prevenir o AVC, permitindo melhor qualidade e perspectiva de vida ao paciente. É um exame simples e indolor, semelhante ao ultrassom o qual permite a identificação da velocidade do fluxo sanguíneo cerebral. Todo paciente com anemia falciforme, com idade entre dois e 16 anos deve fazer o DTC pelo menos uma vez por ano.

Nos últimos anos, em uma iniciativa não governamental, o Espaço de Vida e entidades de apoio locais realizaram a campanha DTC contra AVC. Mais de 2.500 crianças foram atendidas em dezenas de cidades nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Mato Grosso, Paraíba, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Goiás e Santa Catarina. Este ano a campanha de conscientização envolveu a distribuição de material informativo simultaneamente em diversas capitais do país no dia 19 de junho.

Estejamos atentos!

Beijos


@conversinhadmae

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