sábado, 29 de junho de 2013

Mulheres com mais de 25 anos poderão ser vacinadas contra o HPV

Agora, mulheres com mais de 25 anos poderão ser vacinadas contra o HPV (papilomavírus humano). Isso vai ser possível porque uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada esta semana no Diário Oficial da União, derrubou o limite de idade que havia para esta vacinação. Antes, a aplicação da vacina era limitada a mulheres de nov anos a 25 anos.

O HPV é uma doença sexualmente transmissível. A infecção causada pelo vírus aumenta em até 100 vezes o risco de a mulher desenvolver câncer no colo do útero. A vacina imuniza contra os tipos mais comuns do vírus.

Segundo estudo da Associação Brasileira de Patologia no Trato Genital Inferior e Colposcopia, após cinco anos de atividade sexual, 60% das mulheres se infectam com algum dos 130 genótipos do HPV. A decisão da Anvisa garante a mais mulheres acesso à vacina. Infelizmente, a vacina ainda não é ofertada a todas na rede pública.

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Campanha de vacinação contra a pólio deve continuar nos estados que não atingiram meta


O último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde indica que 11,3 milhões de crianças entre seis meses e cinco anos incompletos foram imunizadas durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Embora tenha terminado na última sexta-feira, dia 21, foi recomendado que os estados que não atingiram a meta de vacinação continuem com a mobilização até o próximo dia 5 de julho.

A meta do ministério é vacinar 12,2 milhões de crianças na faixa etária definida, o que representa 95% desse público. Durante a campanha nacional, a imunização chegou a 87,6%. De acordo com os números preliminares informados pelas secretarias de Saúde até as 10h de ontem, apenas dois estados atingiram a meta, o Acre, com 97,3% de cobertura, e Roraima, com 96,7%.

Os outros estados com as maiores coberturas vacinais são Rondônia (94,8%), Santa Catarina (93,6%), Rio de Janeiro (93,5%), Goiás (93,5%), Paraná (92,8%), Maranhão (92,3%), Sergipe (91,6%) e Rio Grande do Sul (90,5%).

O Ministério da Saúde alerta que é fundamental que os pais levem a carteira de vacinação para que os profissionais de saúde possam avaliar a situação vacinal da criança.

Desde 1994, o Brasil tem certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicação da poliomielite, doença que não tem cura. A aplicação das gotinhas permite também a disseminação do vírus vacinal no meio ambiente, ajudando a criar a imunidade de grupo, reforçando a proteção coletiva em todas as crianças.

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Agência Brasil
Foto: Fabrício Cunha

terça-feira, 25 de junho de 2013

Escolhendo a saída de maternidade

Entre os tantos itens que a futura mamãe tem que se preocupar na hora da montagem do enxoval do bebê que está para chegar, um em especial tem uma importância destaque. É a saída de maternidade. Por quê???? Qual mamãe não quer deixar seu bebê bem lindo para receber as várias visitas que ele vai receber nesses primeiros dias de vida? Afinal de contas, quem é que não vai querer ver logo o rostinho dessa pessoinha tão aguardada?

Normalmente, a saída de maternidade vem sempre composta por macacão e manta. A Paraiso Moda Bebê possui uns modelinhos lindos!!!!
É importante lembrar, na hora que for escolher o look de seu bebê, levar em conta o tipo do tecido, que deve ser bem delicado e macio, para não machucar a pele delicada, a época do ano e o clima da região onde você mora. As saídas feitas de malha são mais adequadas para climas quentes, e as feitas de linha ou plush são mais utilizadas em climas frios e amenos.

Beijos

@conversinhadmae


Com informações da Assessoria de Imprensa da Paraiso

domingo, 23 de junho de 2013

Fogos de artifício + criança = risco certo

Hoje à noite, quando voltava para casa, vi algumas fogueiras queimando na frente de algumas casas. É, hoje é véspera de São João e embora não mais na quantidade que via quando era criança, muita gente ainda mantém a tradição de queimar fogueira em homenagem aos santos juninos. Tradição que se mantém forte, principalmente aqui na região Nordeste do país.

Junto com essa tradição, o costume de comer um milhinho assado ou cozido na frente de casa e, lamentavelmente, também de soltar fogos. Enquanto escrevo esse texto, o cheiro da fumaça me incomoda (mesmo morando em condomínio o cheiro da fumaça vindo de outros locais do bairro chega aqui) e o som dos fogos estourando não para. Infelizmente, a soltura de fogos de artifício é uma tradição que deixa muitas vítimas nessa época do ano.

Pensando que há fogos inocentes, muitos pais, tios, avós, padrinhos, amigos acabam dando a crianças, que são as principais vítimas. Não são apenas os fogos que vitimam os pequenos com queimaduras. Há também os líquidos quentes. Na semana passada, minha amiga e também jornalista Aldaci de Souza foi à Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital João Alves Filho, o maior da rede pública aqui em Sergipe, e encontrou um garotinho de apenas três anos com boa parte do corpo com queimaduras provocadas por café quente.
Além da dor física do momento da queimadura, as sequelas normalmente ficam para o resto da vida, pois a pele da criança é muito mais sensível. No mês de junho, a UTQ tem um crescimento de mais de 200% no número de ocorrências de queimaduras atendidas. Em junho de 2012, foram registrados 86 atendimentos às vítimas de queimaduras durante os festejos juninos. Desses, 61 casos foram causados por fogos de artifício. Ou seja, mais de 70%.

Todo mundo sabe, mas não custa lembrar: fogos e crianças não combinam! Evite, não dê, NUNCA, para um pequeno soltá-lo. Chuvinhas, bombinhas, cobrinhas e outros “inhas” podem até parecer bonitinhos, inofensivos, mas têm algum poder explosivo e no manuseio podem causar graves queimaduras.

Na hora do preparo de alimentos – especialmente os típicos dessa época do ano: milho, canjica, pamonha, quentão... –, mantenha as crianças longe da cozinha. Depois de preparados, deixe-os num local que elas não possam alcançá-los. Vai que dar uma vontade de experimentá-los antes da hora?!

Mas, se mesmo tomando cuidado acontecer alguma queimadura (seja ela de que tipo for), a primeira recomendação é colocar o local atingido sob água corrente e fria. Se for no corpo da criança, tire toda roupa e coloque a pele em contato com a água. Isso esfria a lesão e evita que ela se espalhe, por causa da propagação do calor. Nunca, em hipótese alguma, coloque qualquer tipo de substância sobre a queimadura.

Tem gente que acha que serve e até recomenda passar manteiga, pó de café, gema de ovo, pomada, creme dental... nada disso serve. Pior, pode até trazer mais problemas ainda. A medida mais imediata é procurar um hospital que trate de queimadura, para que o paciente receba o atendimento necessário.

Beijos


@conversinhadmae

Crédito foto 2 - Aldaci de Souza

Atenção: alguns cuidados com a saúde no inverno

Desde o dia 21 já estamos, oficialmente, na estação mais fria do ano, o inverno. Dependendo da região do país em que você more, esses próximos meses podem ser "apenas" mais frios ou os mais chuvosos do ano. Independente disso, a chegada do inverno traz consigo a necessidade de redobrar os cuidados com a saúde. O alerta vale principalmente para quem mora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. 

A concentração de pessoas em ambientes fechados favorece a circulação de diversos tipos de vírus respiratórios, inclusive o da influenza, por isso o Ministério da Saúde alerta para a necessidade de cuidados especiais com a saúde. Hábitos simples de higiene são importantes para prevenção, já que o vírus permanece vivo no ambiente por até 72 horas e, em superfícies como corrimões, maçanetas e torneiras, por até 10 horas.

Os cuidados de higiene devem ser redobrados com crianças e idosos. No caso das crianças, é recomendável - especialmente no ambiente escolar - que além das mãos, os brinquedos e objetos de uso comum sejam lavados com água e sabão ou higienizados com álcool gel a 70%. Nas creches, também é importante evitar que as crianças durmam muito próximas. A distância ideal entre elas é de um metro.

Já para os idosos, o perigo está nas complicações advindas com a gripe, como a pneumonia e agravamento de doenças crônicas, entre elas a hipertensão e diabetes. Uma, entre as várias formas de prevenção, é a vacina contra a gripe, que foi ofertada pelo Ministério da Saúde aos grupos mais vulneráveis. Felizmente, este ano a meta de vacinação foi superada e mais de 90% da população alvo foi imunizada contra a gripe. Embora não elimine totalmente a transmissão da gripe, a vacina pode reduzir as complicações e as mortes.

Os sintomas da gripe costumam se manifestar entre dois e três dias após o contágio e duram, em média, uma semana. Febre alta permanente e dificuldade para respirar são sinais que podem indicar o agravamento do quadro, principalmente se ocorrer com pessoas dos grupos de maior vulnerabilidade para as complicações da influenza. O normal é que a gripe, assim como começa, seja curada naturalmente. No entanto, é preciso que seja diagnosticada logo e tratada adequadamente, principalmente em crianças pequenas, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas.

DiferenciandoComo os sintomas são parecidos é normal a gente se confundir com essas doenças mais comuns no inverno. Embora confundido com a gripe, o resfriado é mais leve e menos demorado. seus sintomas são mais brandos e duram menos, entre dois a quatro dias. Geralmente as pessoas apresentam tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. No resfriado, a febre é menos comum e, quando aparece, é baixa.

Outra doença que também tem sintomas parecidos e que pode ser confundida com a gripe é a rinite alérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível, provocada pelo contato com agentes que causam alergia, como poeira, pelos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.


O vírus da influenza pode ser transmitido por adultos doentes por até sete dias e até 14 dias, em crianças. A forma mais comum de transmissão é a direta, entre pessoas, por meio de gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir e espirrar. A outra forma é a indireta, por meio das mãos que, após tocarem superfícies contaminadas por secreções de pessoas doentes, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos.

Aos primeiros sintomas de algumas dessas doenças, a recomendação do Ministério da Saúde é que a pessoa procure o serviço de saúde mais próximo e não tomem medicamentos por conta própria, como os antigripais. A automedicação pode mascarar sintomas, contribuir para o agravamento da doença e dificultar o diagnóstico, que deve ser feito por um médico.


Alguns cuidados simples, mas de eficácia comprovada, não podem ser esquecidos, pelo contrário:

Higienizar as mãos com água e sabão, ou com álcool gel, principalmente depois de tossir ou espirrar; depois de usar o banheiro; antes de comer;  antes e depois de tocar os olhos, a boca e o nariz

- Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies potencialmente contaminadas, como corrimãos, bancos e maçanetas

- Evitar proteger a tosse e o espirro com as mãos, utilizando, preferencialmente, lenço de papel descartável

- Evitar contato com pessoas que apresentem a síndrome gripal

Beijos

@conversinhadmae

Com informações do Ministério da Saúde

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Amanhã é o último dia da campanha de vacinação contra pólio


Só pra lembrar: amanhã, dia 21, é o último dia da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na segunda-feira, mostrava que mais de oito milhões de crianças de seis meses a menores de cinco anos já tinham sido vacinadas. Mas o público-alvo da campanha é de 12,9 milhões de crianças nessa faixa etária.

É bom lembrar também que a partir deste ano a campanha acontece apenas uma vez no ano e não mais em duas etapas.  Pelo último balanço, os Estados com as maiores coberturas vacinais foram: Rio Grande do Sul (76,4%), Paraná (76,4%), Rondônia (75,5%), Amazonas (73,1%), Goiás (71,2%) e São Paulo (71,1%). O melhor desempenho por subgrupo de idade até o momento foi entre as crianças de 6 meses a menores de 1 ano, atingindo 72,56% do público-alvo, o que representa 1.058.062 doses aplicadas.

O último caso de pólio registrado no Brasil foi há 24 anos e, desde 1994, o país mantém o certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicação da poliomielite. Mesmo assim é fundamental manter as crianças imunizadas para evitar a reintrodução do vírus no Brasil, pois alguns países da África ainda registram casos da doença.

Recebi hoje uma entrevista da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Saúde (SES) com o infectologista Marco Aurélio Góes esclarecendo o que é a pólio e explicando o porquê da importância de vacinar os pequenos. Achei bem oportuno reproduzir aqui para tirar dúvidas de quem ainda as tenha. Leia a seguir:

O que é a poliomielite e como ela é transmitida?
Marco Aurélio Góes - A poliomielite, também conhecida como “paralisia infantil”, é uma doença infectocontagiosa causada pelo Poliovírus. A principal manifestação é um quadro de paralisia que ocorre de maneira súbita. O único reservatório do Poliovírus é o homem. A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto de pessoa a pessoa, seja pela via oral-fecal (objetos, alimentos e água contaminada com fezes de doentes) ou pela via oral-oral (contato com secreções ao falar, tossir ou espirrar).

Quais são os principais sintomas da paralisia infantil?
MAG - O principal sintoma é o aparecimento do déficit motor de forma repentina, principalmente nos membros inferiores, nas pernas. Ela está associada à febre, podendo deixar sequelas motoras no indivíduo.

Como foi a estratégia de erradicação da doença no Brasil? Há quanto tempo está erradicada?
MAG - O principal ponto da estratégia de erradicação da poliomielite no país foi o grande envolvimento de gestores, profissionais e da comunidade em manter altas taxas de cobertura da vacinação nas diversas regiões do país, eliminando a transmissão.  A Paralisia Infantil encontra-se erradicada no Brasil desde o início da década de 1990. O Brasil possuía, até a primeira metade da década de 1980, uma alta incidência de poliomielite, o que levava a um alto número de sequelas físicas. Em 1994, a OMS (Organização Mundial de Saúde) certificou a erradicação da transmissão do poliovírus nas Américas. Os últimos casos no Brasil ocorreram em 1989.

Há relatos sobre a presença da Poliomielite em Sergipe?
MAG - Os primeiros casos de poliomielite em Sergipe são de 1946. Na década de 50, o número de notificações não correspondia à realidade, ocorrendo expressiva subnotificação. Na década de 60, o trabalho conjunto da Vigilância Epidemiológica da SES, da Fundação SESP e do Centro de Reabilitação “Ninota Garcia” resultou em aumento do número de casos notificados e no significante relato de 69 registros de poliomelite, forma paralítica, publicado em 1967. A partir de 1968 é que se implanta em Sergipe o Sistema Nacional de Notificação Semanal (FSESP-MS)13. Nesta década, inicia-se também o controle da poliomielite com a introdução da vacina oral Sabin, em 1962, sob a forma de campanhas massivas de imunização. Na primeira campanha, foram aplicadas 30.050 doses em crianças de Aracaju e de algumas cidades do interior, repetindo-se em 1964 e 1965. Já em 1965, inicia-se a intensificação da vacinação de rotina, aumentando a cobertura vacinal nos anos de 1966 e 1967. Devido ao aumento de casos, a vacinação de rotina foi ampliada também para o interior. Com estes dados, pode-se afirmar que o esforço de técnicos da SES na década de 60 permitiu que o Estado de Sergipe se antecipasse ao Plano Nacional de Controle da Poliomielite, criado em 1971, e ao Plano Ampliado de Imunização, iniciado em 1973. Ao tornar-se obrigatória por força da lei, em 1969, a vacinação contra a Paralisia Infantil no primeiro ano de vida, Sergipe já acumulava experiências, seja de vacinação de rotina ou de campanhas massivas, desenvolvidas a partir de 1980, quando são instituídos os dias nacionais de vacinação. Apesar dessas medidas de controle, a doença continuou ocorrendo no Estado de forma endêmica (1986) ou em pequenos surtos (1984), acompanhando as tendências observadas para a região nordestina na década de 80. A partir de 1987 apresenta importante declínio, sendo que, em 1989, foi registrado o último caso confirmado de poliomielite em Sergipe.

Se está erradicada, por que devemos manter a vacinação?
MAG - Sem a vacinação, todas as pessoas correm o risco da infecção e de adoecer. Apesar de termos a doença erradicada desde a década de 1990, ela ainda está presente em algumas áreas do mundo, levando a um risco real da reintrodução do vírus nos países que já tinham erradicado. Por esse motivo, além de manter altas coberturas vacinais, todos os casos de paralisias flácidas em menores de 15 anos devem ser notificados e investigados, garantindo que o sistema de saúde está alerta para identificar uma possível reintrodução da doença no nosso território.

Beijos


@conversinhadmae

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ação para conscientizar sobre a doença falciforme

Em todo mundo, hoje é um dia em que as atenções estão voltadas para uma doença que muita gente não conhece. É a doença falciforme. A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu o dia 19 de junho como o dia mundial de conscientização sobre ela.

De acordo com o Ministério da Saúde, todos os anos, 3.500 crianças brasileiras nascem com anemia falciforme e 200 mil crianças brasileiras nascem com o traço falciforme. Embora elas possam não desenvolver os sintomas relacionados, os pais devem ficar atentos. Por isso a campanha de conscientização está sendo realizada pelo Instituto Espaço de Vida (www.espacodevida.org.br), em parceria com entidades de apoio locais.

A doença falciforme engloba a anemia e o traço.  A anemia falciforme é uma doença hereditária, reconhecida como uma das principais doenças genéticas do mundo. Ela provoca a malformação das hemácias (glóbulos vermelhos) que tomam o formato de foices. Com esta configuração, o transporte de oxigênio fica deficiente, além de causar dor.

Já o traço falciforme se dá quando uma pessoa recebe somente um gene com a mutação (que pode ser do pai ou da mãe) e outro sem. Neste caso, não é necessário um tratamento especializado. Porém, é preciso estar ciente que caso um dos pais tenha filhos com outro portador do traço falciforme poderá gerar uma criança com anemia falciforme, traço falciforme ou sem absolutamente nada.

A doença é mais comum na população afrodescendente. No Brasil a miscigenação racial torna essa característica mais difícil de delimitar. Para diagnosticar a anemia falciforme o principal exame a ser feito é o teste do pezinho.  O exame, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), deve ser feito na primeira semana de vida do recém-nascido. Com ele os pais terão a segurança do reconhecimento precoce da doença falciforme. Após os quatro anos de idade é possível fazer um exame específico, a eletroforese de proteínas. Um exame de sangue também oferecido pelo SUS que pode detectar a anemia falciforme.

Sintomas
Os sintomas da doença falciforme normalmente são: anemia crônica: causada pela rápida destruição dos glóbulos vermelhos; icterícia: cor amarelada na pele e mais visivelmente no “branco dos olhos”; síndrome mão-pé: inchaço muito doloroso na região dos punhos e tornozelos. São mais frequentes até os dois anos de idade; e crises dolorosas: principalmente em ossos, músculos e articulações.

O tratamento da doença tem como principal foco a prevenção das situações que podem modificar a forma das hemácias. Entre os cuidados necessários estão o tratamento rápido de infecções, manter o calendário de vacinação em dia, evitar desidratação e atividades físicas muito intensas.

No caso de dores são usados tratamentos de hidratação e analgésicos. As demais complicações exigem um tratamento mais específico. Por isso é importante que os pacientes sejam acompanhados por equipes multidisciplinares com hematologistas, nutricionistas, ortopedistas e psicólogos.

Como aproximadamente 11% das crianças que possuem este tipo de anemia devem apresentar Acidente Vascular Cerebral (AVC) até os 20 anos de idade, a prevenção é indispensável. A importância do Doppler Transcraniano (DTC) está no fato de prevenir o AVC, permitindo melhor qualidade e perspectiva de vida ao paciente. É um exame simples e indolor, semelhante ao ultrassom o qual permite a identificação da velocidade do fluxo sanguíneo cerebral. Todo paciente com anemia falciforme, com idade entre dois e 16 anos deve fazer o DTC pelo menos uma vez por ano.

Nos últimos anos, em uma iniciativa não governamental, o Espaço de Vida e entidades de apoio locais realizaram a campanha DTC contra AVC. Mais de 2.500 crianças foram atendidas em dezenas de cidades nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Mato Grosso, Paraíba, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Goiás e Santa Catarina. Este ano a campanha de conscientização envolveu a distribuição de material informativo simultaneamente em diversas capitais do país no dia 19 de junho.

Estejamos atentos!

Beijos


@conversinhadmae

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ensinando valores aos nossos pequenos

Entre tantas vertentes, ensinar valores aos nossos pequenos desde cedo é parte da nossa missão como mães e pais. E isso acontece a todo instante no nosso dia a dia. É numa coisa que a gente fala, uma maneira de agir (sim, às vezes – quase sempre, poderia dizer! – eles falam mais que tudo), em tudo.

Outra maneira de ensinar valores, coisas boas a nossos filhos é através de uma boa leitura. Para mim, uma fonte inesgotável dessas virtudes ainda é a Bíblia. Seja você cristão ou não, é possível que concorde que o livro sagrado está recheado de boas lições que a gente acaba aplicando no nosso dia a dia.

Pois saiba que, felizmente, o mercado editorial está recheado de bons livros que levam isso para a nossa criançada. Coloridos, bem ilustrados e escritos em linguagem bem adequada à cada idade, esses livros agradam em cheio os pequenos. E, vou confessar, acaba estando entre os primeiros na minha lista de preferência na hora de presentear.

O Conversinha de Mãe garimpou alguns desses títulos na livraria Shalom, do nosso amigo Mangueira, parceira aqui do blog, e traz sugestões para vocês, com uma média de preços.
R$ 24,90 e R$ 23,90 (respectivamente)
R$ 28,90
R$ 10,00
R$ 26,90
R$ 32,50
R$ 23,50
R$ 15,90 (cada)
R$ 21,50
R$ 28,90
Beijos


@conversinhadmae

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Primeira viagem com a família aumentada

Nesse corre corre que é gravidez, chegada de bebê, volta ao trabalho, você para um instante e pensa: “Tudo que eu preciso é de um descanso, de folga, de vida mansa. Sombra e água fresca!”. Essa vida nova é prazerosa, mas também muito desgastante e cansativa. Fato! Quando se tem duas filhas então... À medida que Rebeca ia crescendo um pouquinho, já ficava pensando quando nós poderíamos viajar todos quatro juntos.

Aproveitando o último feriadão que teve (Corpus Christi) e que ela já tinha feito seis meses de vida, não pensei duas vezes. Programamos uma viagem. Curta, para perto, mas uma viagem agradável, prazerosa e, o mais importante, relaxante. Claro, como ela ainda está pequena, tínhamos que ter alguns cuidados. Nada de viagem longa, com passeios mais radicais. O objetivo era mesmo relaxar, fazer com que tanto ela como Beatriz se divertissem um pouco e nós, eu e Alex, descansássemos da nossa rotina diária.
Um kit amenities personalizado pra criançada,
com sabonete líquido, sabonete, shampoo,
condicionador e esponjinha. Bia amou!
Ah, aproveitamos muito esses quatro dias! O destino foi a cidade de Maceió, capital alagoana, no estado vizinho ao nosso, no Jatiúca Resort. Na pesquisa, optei por resort por reunir num lugar o descanso e ao mesmo tempo opção de diversão para Bia e que oferecesse uma estrutura mínima necessária para Rebequinha ainda pequena. Demos a sorte de, mesmo com o feriado, conseguir uma excelente promoção no resort e aí, batata, foi só preparar as malas.
Bercinho no quarto pra Rebeca dormir. Bia também teve sua caminha separada
Localizado numa área de 62 mil metros quadrados, o Jatiúca Resort é considerado o único resort “pé na areia” da região. Ideal para quem quer momentos de relaxamento, sem preocupação, apenas tranquilidade, bem estar e diversão. E este era o nosso caso. Posso dizer, sem dúvida, que o local é ideal para quem viaja com criança. Para as maiores: jogos e brincadeiras no Clubinho do Jacaré são realizadas todos os dias, até as 22 horas. Tudo com a presença constante de monitores. São jogos, brincadeiras, atividades na piscina e na areia da praia.
As piscinas são outro atrativo também para a criançada. Se for como Bia, um peixinho, não vai querer sair de lá. Rsrsrs
Já os papais e mamães que viajarem com bebês, não precisam se preocupar. O Jatiúca disponibiliza berços, banheiras e carrinhos. Além disso, o resort conta ainda com uma Baby Copa. Toda estruturada, nela é possível preparar papinhas, sucos, vitaminas ou qualquer outro tipo de alimento para os pequenos. Eu usei e aprovei o serviço! Mas, se optar, pode também solicitar que as sopinhas sejam preparadas em um dos restaurantes do complexo.
O mar verdinho à frente do hotel é um atrativo a mais.
Pra criançada, tem ainda o parquinho, com vários brinquedos. De presente, uma vista maravilhosa de um marzão abençoado por Deus. É de encher os olhos. Os pais podem acompanhar a brincadeira dos filhotes sentado em um banquinho apreciando tudo isso ou em uma relaxante rede.
À noite, o hóspede ainda é presenteado com apresentações teatrais e folclóricas que encantam e divertem. O hotel ainda tem quadras de tênis, vôlei de areia, playground, cabanas de massagem, sala de jogos, lago, sala de ginástica, dois restaurantes e dois bares, estando ainda próximo dos principais restaurantes, lojas, quiosques e feiras de artesanato da região.

Foi realmente de recarregar as baterias essa viagem. A primeira de muitas que faremos juntos, agora com a família aumentada.

Beijos

@conversinhadmae

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Trabalho doméstico atinge mais de 15 milhões de crianças no mundo

Hoje, quando se comemora o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, um dado alarmante. Mais de 15 milhões de crianças e adolescentes no mundo ainda realizam algum tipo de trabalho doméstico, remunerado ou não, na casa de terceiros. O número corresponde a cerca de 30% de todos os empregados domésticos no mundo. Desse total de menores de 18 anos, 8,1 milhões executam atividades consideradas perigosas (52% do total) e cerca de 10,5 milhões não chegam a ter 16 anos.

As meninas representam 73% das crianças e adolescentes que exercem tarefas domésticas. Os dados são do relatório “Erradicar o Trabalho Infantil no Trabalho Doméstico”, divulgado ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

As atividades executadas por essas crianças e jovens são as mesmas de adultos, como limpar a casa, cozinhar, cuidar de jardins, carregar peso, cuidar de idosos e, não raramente, de outras crianças, poucos anos mais novos. De acordo com a OIT, o trabalho infantil faz que crianças e adolescentes se tornem vulneráveis à violência física, psicológica e sexual.

As atividades domésticas podem ser enquadradas entre as piores formas de trabalho infantil, segundo a Convenção 182 da OIT sobre o tema, por pressupor a execução de tarefas não adequadas à idade, penosas ou degradantes. No Brasil, o decreto que estabelece as 89 piores formas de trabalho infantil cita o trabalho doméstico como uma delas.

Isso se deve ao tipo de tarefa executada e também, em grande parte, à dependência que os menores têm do empregador, tanto financeira quanto psicológica. Muitas crianças são retiradas do convívio da família para serem “criadas” pelo patrão, que fornece comida, roupas e alojamento em troca do trabalho. “[A criança] trabalha, mas não é considerada um trabalhador e, ainda que viva em um ambiente familiar, ele, ou ela, não recebe o tratamento de um membro da família”, ressalta  a OIT.

Segundo a organização, o afastamento da família e a ausência de proteção jurídica encobrem um “acordo de exploração”, que submete a criança a longas horas de trabalho, ausência de liberdade e situações de perigo. Essa condição fictícia de membro da família faz que a fiscalização e a constatação da existência do trabalho infantil sejam praticamente inviabilizadas.

No Brasil, por exemplo, não há nenhum tipo de legislação diferenciada para a fiscalização de casos de exploração de mão de obra no âmbito doméstico – tanto infantil quanto adulto. A inspeção em domicílios é dificultada pela inviolabilidade do lar, prevista na Constituição Federal. Um fiscal do trabalho só pode entrar em uma casa com autorização judicial e acompanhado pelo proprietário. Caso a pessoa seja, de fato, culpada, a probabilidade de se permitir a fiscalização é quase inexistente.

No projeto de lei (PL) sobre os direitos dos empregados domésticos, recentemente aprovado pela comissão mista de parlamentares no Congresso – que segue para votação nos plenários da Câmara e do Senado –, tentou-se incluir um regime de fiscalização diferenciado em casos de exploração de mão de obra infantil. A cláusula, no entanto, não teve o respaldo dos senadores e deputados, que optaram por manter o que estabelece a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – que é a legislação seguida atualmente.

Se o projeto for aprovado, o trabalho doméstico será proibido para menores de 18 anos. Atualmente, ele é oficialmente permitido para maiores de 14 anos, em regime de aprendizado, e para maiores de 16, se a atividade exercida não comprometer os estudos, nem for exaustiva, perigosa e noturna.

Para OIT, o combate ao trabalho infantil doméstico é uma meta para o desenvolvimento, por estar relacionado a diversas outras questões ligadas à pobreza e à exclusão social – como a deficiência de redes de proteção à infância e à adolescência, a disparidade de renda na sociedade, a questão de gênero, a discriminação racial, a deficiência do sistema educacional, a violência doméstica e o êxodo rural.

De acordo com o relatório da organização, o tema envolve ainda a transgressão de direitos humanos. Como pessoas, essas crianças não têm acesso a direitos fundamentais, como a dignidade, a liberdade e o direito à infância. Como trabalhadores, que nem deveriam ser, não têm acesso a direitos trabalhistas básicos. Os dois fatores também dificultam a inserção futura da criança ou do adolescente no mercado de trabalho, devido à deficiência educacional e à dificuldade de se firmar em postos de trabalho decentes.

Estimativas sobre trabalho infantil doméstico no mundo:

Faixa etária / gênero          Quantidade de crianças / percentual
5-11 anos                           3,5 milhões
Meninos                             1,4 milhões (40,7%)
Meninas                              mais de 2 milhões (59,3%)

12-14 anos                         3,8 milhões
Meninos                             mais de 1 milhão (27,6%)
Meninas                             2,8 milhões (72,4%)

15-17 anos                         8,1 milhões        
Meninos                             1,6 milhões (20,8%)
Meninas                              6,4 milhões  (79,2%)

Total                                  15,5 milhões
Meninos                              4,1 milhões (27%)
Meninas                              11,3 milhões (73%)

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2013.

Beijos

@conversinhadmae


Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pesquisadores estudam autismo usando dentes de leite de crianças

Para entender o autismo, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o professor Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um projeto chamado "A Fada do Dente". Durante o estudo, os pesquisadores têm coletado dentes de leite de crianças com autismo para – a partir das células da polpa (parte mole e avermelhada) – transformá-las em células-tronco diferenciadas em neurônios. Com isso, pretendem identificar as diferenças biológicas existentes nos neurônios com autismo, estudar o funcionamento e testar drogas.

“O foco do estudo é procurar entender o que acontece dentro do cérebro do paciente com autismo”, disse Patrícia Beltrão Braga, bióloga, professora da USP e coordenadora da pesquisa no país. Segundo ela, para que isso ocorra, seria preciso acessar as células que estão dentro do cérebro dos autistas. A ideia, então, foi recriar um modelo análogo, baseado na técnica desenvolvida pelo japonês Shinya Yamanaka, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina no ano passado.

Ele desenvolveu um método de reprogramação de uma célula já adulta transformando-a em uma célula-tronco semelhante às embrionárias, ou seja, as células adultas são rejuvenescidas até a fase correspondente a seis ou sete dias após a fecundação do óvulo. “A partir deste momento, pegam-se essas células e se produzem os neurônios, já que essas células embrionárias têm a capacidade de virar qualquer tecido ou órgão do corpo”, explica a pesquisadora.

Patrícia aprendeu a técnica de reprogramação celular desenvolvida por Yamanaka em 2008, quando foi aos Estados Unidos. Um ano depois começou a aplicá-la aqui no Brasil a partir das células de polpa de dentes de leite. “Pegamos as células de polpas de dentes de leite e produzimos as células embrionárias, que não são embrionárias de verdade e são chamadas de pluripotentes induzidas [técnica que rendeu o prêmio a Shinya Yamanaka]”, disse. “A gente programa essas células como se as puséssemos numa máquina do tempo: elas [células] voltam no tempo e viram células semelhantes às embrionárias para que depois consigamos induzir essas células a se diferenciarem e a produzir neurônios”, acrescentou.

A escolha pelas células da polpa do dente de leite se deu, segundo Patrícia, principalmente pela facilidade de obtenção. Mas ela também apontou outras vantagens: “Vimos que usando a célula da polpa do dente o procedimento seria um pouco mais rápido. E outra coisa: a origem embrionária das células dos dentes e do sistema nervoso é a mesma, e a gente acredita que ela possa se diferenciar mais facilmente em célula do cérebro do que outras que pudéssemos escolher. Por último, esse dente cai e a pessoa o jogaria fora.”

De início, o estudo pretende somente investigar a doença. Depois, disse Patrícia, os pesquisadores também pretendem fazer experimentações com medicamentos para ver se é possível reverter os sintomas do autismo. “O autismo é uma doença neurodegenerativa, classificada por uma tríade: basicamente o paciente tem uma dificuldade de atenção – ou, muitas vezes, a criança não fala direito – dificuldade de sociabilidade, ou seja, de se fazer amigos. Pode-se também ter alterações de comportamento.”

Os pais cujos filhos são diagnosticados com autismo podem ajudar no projeto entrando em contato com os pesquisadores por meio do e-mail projetoafadadodente@yahoo.com.br. Os pais cadastrados recebem então um kit para recolher o dente do filho quando ele cair. O kit é composto por um frasco com um líquido para preservar as células, gelo reciclável e uma caixa de isopor para mantê-las vivas. O único custo para os pais é com as despesas de envio do kit pelo correio.

Mas caso o dente de leite da criança caia e o kit não esteja por perto, a indicação é colocá-lo dentro de um copo com água filtrada e deixá-lo na geladeira para que a polpa não seque e as células não morram. O dente precisa ser colhido com rapidez para que seja viável o uso das células e não pode ser congelado.

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Ultragaz Cultural leva cinema a 20 estados brasileiros

Desde o último dia 1º de abril, a Ultragaz iniciou a 12ª edição do projeto Ultragaz Cultural. Este é um dos  principais projetos de Sustentabilidade da companhia, que há mais de uma década proporciona o contato do público infantil menos favorecido com a arte e a cultura. O objetivo é levar cinema para 22 cidades em 20 estados brasileiros.

Agora nos dias 10 e 11 de junho, a Carreta Cinema aporta aqui no município sergipano de Itabaiana, depois de ter passado por várias cidades como Caxias do Sul, São Paulo, Ponta Grossa, Aparecida de Goiânia, Castanhal, Caxias, Picos, Juazeiro do Norte, Parnamirim, João Pessoa, Recife e Palmeira dos Índios. “O Ultragaz Cultural já levou dança, teatro, folclore, literatura e, desde 2008, passou a levar cinema gratuito para as comunidades pelo Brasil a fora, com o objetivo de cumprir sua missão de sustentabilidade, que tem como foco o investimento em educação, cultura e preservação ambiental”, ressalta Daniela Gentil, gerente de sustentabilidade. “Só em 2013, a Ultragaz destinará quase R$ 5 milhões para promover suas ações sociais, permitindo que não só a carreta possa percorrer o País, mas também outros projetos de cunho sociocultural possam ser executados”.

O “caminhão cinema” da Ultragaz se transforma em uma sala de projeção de alta tecnologia, proporcionando som e imagens de qualidade, permitindo que crianças e adolescentes de diversas comunidades brasileiras tenham acesso à cultura por meio do cinema e com isso estejam conectadas com o mundo. A carreta conta também com toda a infraestrutura de uma sala tradicional, como dois banheiros, pipoqueira e rampa para cadeirante.

O Ultragaz Cultural é um cinema móvel, com 89 lugares, instalado numa carreta que rodará o Brasil e abrirá suas portas em diferentes localidades. Assim, as crianças de escolas e instituições públicas convidadas passam pelo tapete vermelho, pegam sua pipoca e refrigerante, escolhem seus assentos e aguardam as luzes se apagarem.

Durante o percurso, a Ultragaz destina às cooperativas de reciclagem os resíduos gerados com o “caminhão cinema”, como copos plásticos e garrafas PET, demonstrando a preocupação ambiental da empresa.  Além disso, a Ultragaz realiza a compensação de CO² emitido locomoção da carreta e do gerador utilizado nas projeções com o plantio de árvores em diversas regiões do País.  Só na região Oeste do Estado do Paraná, por exemplo, foram plantadas 522 mudas de árvores.

Em Itabaiana, a carreta ficará nos dias 10 e 11 na praça Etelvino Mendonça (ao lado do Estádio Médici), no horário das 8h às 18h. Confira a seguir o horário das sessões e os filmes que serão passados para cada público.

10/06
- 8h
O Grande Milagre
Esc. Mun. Nivalda Lima Figueiredo

- 10h
O Palhaço
Col. Estadual Nestor Carvalho

- 13h30
Valente
Escola Estadual Dep. Djalma Lobo

- 15h30
A Origem dos Guardiões
Escola Técnica Agrícola Prefeito João Alves dos Santos

- 18h
Gonzaga
Comunidade


11/06

- 8h
A Origem dos Guardiões
Escola Estadual Dep. Djalma Lobo

- 10h
Madagascar 4
Escola Mun. Clara Meireles Teles

- 13h30
O Grande Milagre
Escola Est. Dr. Airton Teles

- 15h30
O Palhaço
Esc. Est. Dr. Airton Teles

- 18h
Gonzaga
Comunidade

Os próximos destinos da caravana Ultragaz Cultural são:

Teixeira de Freitas - BA : 14 e 15/06/2013

Governador Valadares-MG: 17 e 18/06/2013

Cachoeira do Itapemirim-ES: 20 e 21/06/2013

Macaé - RJ: 24 e 25/06/2013

Beijos
@conversinhadmae

Projeto desenvolvido pela Avosos promove melhoria na qualidade de vida de pacientes com câncer

O bom estado nutricional é parte importante no tratamento do câncer. Pensando nesta realidade, a Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (Avosos) desenvolve o Projeto “Nutrindo a vida” que visa recuperar o peso ideal de crianças e adolescentes com câncer melhorando, assim, a qualidade de vida durante o tratamento oncológico.

A iniciativa oferece orientação nutricional individualizada, adequação no cardápio, entrega de suplemento oral, hipercalórico e hiperproteico até adequação do peso corporal e, realização de atividades educativas.

De acordo com a nutricionista da Avosos, Marcelle Wanderley, a terapia nutricional deve ser iniciada o mais cedo possível em situações onde a ingestão oral encontra-se prejudicada. “A avaliação nutricional deve ser realizada o mais precocemente e em intervalos regulares para que possa ser feita uma correta intervenção nutricional com a finalidade de suprir as necessidades diárias e recuperar o peso o mais rápido possível”, orientou a profissional.

A paciente Gabriela Daltro, 11 anos, é uma das participantes do projeto e faz tratamento para curar a leucemia há dois anos. Quando chegou à instituição possuía uma grande dificuldade de se alimentar e já apresentava um estado de desnutrição. A partir da inserção, passou a ter um regime alimentar adequado e balanceado de acordo com as orientações da nutricionista. “Eu não sabia que era preciso todo esse cuidado. As informações foram imprescindíveis para que ajudasse minha filha a ganhar peso e responder bem ao tratamento”, afirmou Valdineire Daltro, mãe de Gabriela. 

Como resultado, de 259 crianças e adolescentes avaliadas, 59 assistidos, que estavam em tratamento e se encontravam abaixo do peso esperado, participaram do projeto. Durante os 12 meses de acompanhamento, 49 crianças conseguiram recuperar seu estado nutricional, sete pacientes apresentaram melhora de magreza para baixo peso e apenas três crianças foram a óbito antes do término do projeto. Com isso, o “Nutrindo a Vida” demonstrou contribuir favoravelmente para uma melhor qualidade de vida durante o tratamento, salvando da desnutrição 56 crianças. Que bom!!!

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Ascom Avosos

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Mercado de livros infantojuvenis em papel cresce, apesar das novas tecnologias digitais

O surgimento em grande quantidade de tecnologias que atingem as crianças cada vez mais cedo, incluindo tablets, e-books e smartphones, não está inibindo o crescimento do mercado dos livros infantojuvenis impressos. Atualmente existem pelo menos 120 editoras brasileiras que publicam obras para essa faixa etária e que oferecem cerca de 30 mil títulos em português. A avaliação é da secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Elizabeth Serra, que participou na quarta-feira, dia 5, da abertura do 15º Salão do Livro Infantil e Juvenil, reunindo 71 editoras, no Rio.

“O livro em papel ocupa mais espaço do que antes com o leitor juvenil, por incrível que pareça. É um período em que a mídia eletrônica se fortaleceu, mas os livros para crianças aumentaram muito mais e os autores se multiplicaram. Todas as nossas escolas públicas hoje têm livros de literatura, por compras de governos ou de projetos. Os professores se preocupam muito mais com a formação leitora das crianças”, disse.

Para Elizabeth, não há conflito entre livros impressos e digitais. “São duas coisas independentes. Temos que aprender a conviver com isso. Não temos que ter medo desta nova mídia. O que precisa é haver um equilíbrio. Se as crianças só tiverem o tablet e o celular mas não tiverem oportunidade de conviver com o livro em papel, aí haverá um desequilíbrio. Se os pais e os educadores souberem balancear isso, não há problema algum.”

Ela defende que a experiência com o livro impresso é mais rica, por envolver relações humanas. “Essa relação se constrói desde cedo. A criança ouvir uma história contada por um adulto é uma coisa mágica: tem a voz, o afeto, a atenção. Isso não se quebra, pois é uma relação humana. Esse exercício de pai e mãe não tem que ser visto como esforço, pois estamos nos dedicando aos filhos, dando algo precioso. Vai ficar para sempre na lembrança deles. E se tiver essa base, lá na frente eles serão bons leitores.”

O primeiro dia do salão foi dedicado unicamente aos professores, que tiveram mais tranquilidade de circular entre os estandes e conhecer as novidades. Para a professora Edith Maria Cordeiro Dias, mesmo com toda a tecnologia disponível hoje para as crianças, o livro em papel continuará a ser importante.

“O livro infantil em papel não pode acabar de maneira alguma. Nós baixamos livros pela internet, mas o livro tem que estar presente na mão da criança. É uma experiência muito mais rica ouvir a história contada pelo pai, pela mãe, pela avó. Porque está interagindo com outra pessoa. Tem a melodia da voz, você passa a emoção que está no livro. No tablet é muito diferente. A experiência do livro papel, pedagogicamente falando, é muito melhor”, disse a professora, que leciona na Escola Municipal Presidente Eurico Dutra, na Penha, zona norte da capital fluminense.

Algumas editoras, como a Paulinas, com sede em São Paulo, continuam produzindo livros infantojuvenis apenas em papel, embora já vendam e-books para o mercado adulto. “Eu acredito que o livro em papel ainda tem magia para as crianças. Tem a ilustração e o afeto de quem conta a história”, disse a divulgadora da filial da Paulinas no Rio, Vânia de Cássia e Silva. A editora tem 31 filiais no país e cerca de 500 títulos para crianças e adolescentes.

Este ano o salão homenageia a Colômbia, que montou um grande estande com os principais títulos infantojuvenis publicados no país. A coordenação do espaço é da editora María Osorio, da Babel Libros, de Bogotá. “Eu penso que é impossível os jovens se isolarem do mundo digital, porque já nasceram com a tecnologia. Mas nosso país tem bibliotecas em todos os municípios e na América Latina são poucas as pessoas que podem ter equipamentos eletrônicos próprios para a leitura, como computadores e tablets. O livro é acessível porque é mais barato”, disse María.

O Salão do Livro para Crianças e Jovens funcionará até o próximo dia 16. De segunda-feira a sexta-feira, abre às 8h30 e fecha às 18h. Sábados e domingos, o horário é das 10h às 20h. O ingresso custa R$ 5. O Centro de Convenções Sul América fica na Avenida Paulo de Frontin, ao lado do prédio da prefeitura do Rio. Mais informações podem ser obtidas na página oficial do evento na internet: www.salaofnlij.org.br.

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Vladimir Platonow, repórter da Agência Brasil

Mais bebês fazem Teste do Pezinho

Hoje, dia 6 de junho, é comemorado o Dia Nacional do Teste do Pezinho. E pra ser comemorado é preciso ter motivo pra comemoração, não é mesmo? Pois então. Um dado divulgado pelo Ministério da Saúde dá razões para isso. No ano passado, 2,4 milhões de recém-nascidos realizaram o Teste do Pezinho, primeira etapa da Triagem Neonatal. Desse total, 70,1% das coletas aconteceram entre o terceiro e o quinto dia de nascido, que é a faixa etária ideal.

Em 2010, essa porcentagem foi de 57,6% e em 2011, 62%. Aumentou também a cobertura de doenças genéticas identificadas pelo exame. Em maio deste ano, o Ministério da Saúde incorporou a Fase IV no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). Com isso, o exame passou a detectar, tratar e acompanhar mais duas doenças (hiperplasia adrenal congênita e a deficiência da biotinidase), passando das atuais quatro (que já eram hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria, doença facilforme e outras hemoglobinopatiase fibrose cística) para seis.

O Teste do Pezinho, que é obrigatório no país, foi instituído no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2001 com objetivo de possibilitar a detecção precoce de pelo menos quatro doenças - hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística e doença falciforme. O programa abrange, além da realização dos exames e detecção de doenças, o acompanhamento e o tratamento dos pacientes, muitas vezes, durante toda a vida. “O recém-nascido com doença genética, que inicia o tratamento em até 20 dias, após o nascimento, reduz ou até evita consequências clínicas da doença, como sequelas e lesões”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A Triagem Neonatal alcançou, no ano passado, 84% de cobertura nacional. Em 2000, o índice de cobertura nacional era de 56%. Todos os estados contam com Serviços de Referência em Triagem Neonatal e postos de coleta (de sangue) para realização do teste – são 30 serviços de referência e 17.774 postos. Nos últimos oito anos, pelo SUS, foram realizados mais de 19 milhões de exames.

Estão inseridos na Fase IV os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. O Ministério da Saúde prevê que, ainda este ano, nove estados estejam na Fase IV e todos os outros 18 estados na Fase III.  A meta é universalizar a Fase IV até o final de 2014. Na Fase I são detectadas duas doenças: hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria. Essas doenças são triadas atualmente nos 26 estados e no Distrito Federal. Quatro estados permanecem nessa fase: Amapá, Paraíba, Piauí e Roraima. A previsão é de que migrem para a Fase III até julho deste ano.

Os estados habilitados na Fase II incorporam, além das duas doenças previstas na fase anterior, a triagem neonatal para a doença facilforme e outras hemoglobinopatias. Nesta fase estão habilitados 23 estados, dos quais Amazonas, Rio Grande do Norte e Tocantins se mantêm, os demais já encontram-se na fase subsequente. Na Fase III inclui a detecção da fibrose cística ao rol da triagem neonatal. Os estados que permanecem exclusivamente nesta fase são: Acre, Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Sul, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catariana e Sergipe.

Beijos

@conversinhadmae

terça-feira, 4 de junho de 2013

Sábado é dia de vacinar a criançada

Próximo sábado, dia 8, é dia de levar a criançada de seis meses a menores de cinco anos de idade às unidades de saúde para ser vacinada. É que começa mais uma Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que foi lançada hoje pelo Ministério da Saúde. A meta é vacinar pelo menos 95% dos 12,9 milhões de crianças nessa faixa etária. Os pais podem levar os pequenos para receber a dose até o dia 21 de junho

Serão distribuídas 19,4 milhões de doses da vacina oral nos 115 mil postos abertos em todo o país para a vacinação. Embora o Brasil esteja livre da doença, como em muitos países o vírus da paralisia infantil ainda circula é preciso que as crianças estejam protegidas contra a doença.

Em 2012 foram vacinadas mais de 14 milhões de crianças. Isso significa 99% do público alvo. Desde o ano passado que o Ministério da Saúde passou a realizar apenas uma etapa exclusiva da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, no mês de junho. No ano passado, todas as crianças até cinco anos incompletos participavam da campanha.

Mas neste ano o público alvo a ser vacinado na campanha é a partir dos seis meses, com a vacina oral, as chamadas gotinhas. Isso porque as crianças menores de 6 meses já estão sendo vacinadas com a injetável (VIP) nos postos de vacinação. Os pais não devem esquecer de levar o cartão de vacinação da criança, par que o profissional de saúde possa avaliar a situação vacinal da criança.

Se a criança menor de cinco anos nunca tiver tomado nenhuma dose injetável, não tomará as gotinhas neste momento. Deverá iniciar o esquema vacinal com a injetável. Por esse motivo, o Ministério da Saúde recomenda que os estados e municípios disponibilizem também a injetável nas suas unidades básicas de saúde, embora nesta campanha sejam utilizadas as duas gotinhas. O objetivo é evitar que crianças que estejam com o esquema vacinal contra a poliomielite atrasado percam a oportunidade de vacinação.

Não existe tratamento para a poliomielite e somente a prevenção, por meio da vacinação. A vacina protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3. A eficácia da imunização é em torno de 90% a 95%. Ela é recomendada mesmo para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. A vacina é segura e não há contraindicações, sendo raríssimas as reações associadas à administração da mesma. Em alguns casos, como, por exemplo, em crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, recomenda-se que os pais consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser aplicada.

Beijos

@conversinhadmae