quarta-feira, 20 de março de 2013

Dedo x chupeta: tem opção melhor?

Dedo x chupeta: a batalha diária. Quem vencerá?

Desvio a atenção um pouquinho e lá está ela, com seu dedinho, ops, dedinhos, na maioria das vezes, atolados na boca. É tanta vontade e parece estar tão gostoso que ela chega se esquece do mundo. O “vício” é tanto que às vezes até mamando ela aproveita um instantinho que tiro os olhos e de mansinho coloca o dedinho no canto da boca e fica com ele na boca enquanto mama. Chupeta que é bom (ou não! Sabe-se lá) não quer conversa.

Gente é um dilema, viu? Quem me acompanha no Facebook já viu meus desabafos por lá para saber o que fazer para que Rebequinha não queira, mesmo, ficar chupando dedo. Tá, pode até ser bonitinho assim enquanto ela é apenas um bebê, fofinho, carinhoso (confesso que em alguns momentos até acho isso), mas fico pensando no trabalhão que vai ser no futuro tentar tirar dela esse (mau) hábito. Digo isso porque tenho exemplos bem próximos na família dessa dificuldade.

Ela, assim como Beatriz, minha mais velha, não quer muito chamego com a chupeta. Às vezes até tento substituir pelos dedos quando ela está com eles na boca, mas, normalmente, a reação é fazer uma careta e livrar-se dela. É uma luta! Agora já com quatro meses, a pediatra disse que é normal os bebês ficarem com os dedos na boca já para coçar a gengiva, por causa da proximidade da erupção dos primeiros dentinhos. E haja babação, viu!

Nos meus desabafos no Face, percebi que esse é um dilema não apenas meu. Outras mamães de bebês e até de crianças maiores compartilharam também a mesma dificuldade que estou sentindo em não permitir que eles fiquem chupando dedo. Por conta disso, surgiu a ideia do post para tratar desse assunto, ouvindo especialistas.

A pediatra Glória Tereza Lopes, contou que os bebês apresentam diferentes fases de desenvolvimento e entre elas a fase oral. Com isso, todo o reconhecimento para sabor, calor, segurança, integração passa pela boca do bebê. “O reflexo de sucção é inato e representa a necessidade de relação com o ambiente e as pessoas. Quaisquer estímulos que toquem o resto do bebê fazem com que os mesmos girem o rosto e a boca naquela direção”, disse. Uma boa solução apontada por ela para evitar o vício de chupar os dedos até que eles fiquem maiores e possam manter suas mãos ocupadas em outras tarefas e a colocação de luvinhas.

Para a odontopediatra Cristiane Moraes de Goes, nesse caso, é preciso, primeiro, ver a criança como um todo, com suas necessidades  individuais e  diferentes umas das outras. Segundo ela, algumas iniciam o hábito por necessidade de sucção (muito comum em crianças que não foram amamentadas tempo suficiente), outras por imitação ou para chamar a atenção (como, por exemplo, o nascimento do irmão mais novo), por problemas familiares (como separação dos pais) ou simplesmente por acharem prazeroso o hábito.

Consequências
Infelizmente, seja pela utilização de chupeta ou do dedo, os efeitos desastrosos causados pelo hábito de sucção através deles aos tecidos bucais são muitos. A odontopediatra disse que o mais comum é a mordida aberta anterior (dentes inclinados para frente), lábios entreabertos, modificações no formato das arcadas e palato (céu da boca), etc.

Seja um ou outro, a questão é que depois do vício começado, difícil é fazer largá-lo. No entanto, Cristiane ressaltou que em geral o hábito de chupar o dedo é muito mais prejudicial do que a chupeta, bem como mais difícil de largar. “Abandonar um hábito não é nada fácil e os pais devem ter essa consciência para ajudar seus filhos”, disse, acrescentando que se o hábito for removido até dois anos e meio os danos são menores.

Dicas
Tcharan... Pra quem está vivendo essa batalha, o momento mais esperado. A odontopediatra Cristiane Goes dá algumas dicas que podem ser úteis nesse momento. Lá vão elas:

- Fale para as crianças que no dedo ou na chupeta ficam bichinhos que fazem mal para elas;

- Marque um prazo como: “no seu aniversário você deixa o hábito e pode escolher um presente que a mamãe compra”, ou “no Natal você deixa a chupeta que o Papai Noel leva”... Falando isso dia a dia é uma forma de conscientizá-las;

- Alguns profissionais optam por soluções de gosto desagradável (manipuladas em farmácias especializadas). Tais soluções são boas opções, desde que não causem danos como o uso da pimenta.

- Uso do esparadrapo no dedo também é usado na tentativa de conter o hábito.

- Uso de aparelho móvel (não concordo com o fixo nesses casos) com barra funcionando como lembrete, nesses casos a criança tem que concordar em cooperar.

- Em algumas situações, o profissional deve perceber a necessidade da intervenção de um psicólogo.

- Às vezes apenas uma conversa com o profissional pode ajudar muito. A pediatra disse que já teve muitos casos no consultório que o paciente deixou a chupeta lá mesmo com ela e nunca mais voltou a usá-la. 

Ah, a odontopediatra deixou um lembretinho para as mamães: “Não esqueçam de que cada caso é um caso com suas particularidades; não compare sua criança com nenhuma outra, nem com os irmãos. Antes de criticar, escute, converse, entenda, abraçe, ame!”.

Espero ter ajudado vocês e me ajudado também.

Beijos

@conversinhadmae

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