terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Funga, funga chato, mamãe!


Como falei num post há alguns dias aqui, o nosso feriado de carnaval quase foi por água abaixo por causa de um resfriado que atingiu a mim e às meninas aqui em casa. Por incrível que pareça, o funga, funga, a coriza e a tosse teimam em não nos deixar, apesar de passados mais de dez dias. O pior de tudo que eu acho não é nem em mim, nem tanto em Beatriz, minha filha de seis anos, mas em Rebeca, a pequenininha de três meses.

Dá uma dó aquele narizinho entupido, corizando. Graças a Deus, febre ela só teve uma vez nos primeiros dias. Mas mesmo assim incomoda, porque é ruim ter que ficar limpando o nariz dela a toda hora, colocando remédio. Foi o primeiro resfriado dela e a gente se assusta, é claro. Como ela está só sendo amamentada exclusivamente, não é bom ficar dando remédio. Estou apenas colocando o do nariz, porque foi orientação da pediatra dela, para desobstruir a secreção que fica.

Fui dar uma pesquisada na internet para saber se é comum bebês com essa idade terem resfriado e que consequências isso pode ter. Confesso que fiquei mais aliviada ao ler no portal BabyCenter Brasil que, sim, é comum isso acontecer e normalmente eles não trazem maiores complicações (o curioso de ser mãe depois de tanto tempo – seis anos no meu caso – é que tem horas que parece que você é mãe de primeira viagem de novo)

Não se espantem, mas especialistas dizem que nos dois primeiros anos de vida o bebê poderá ter entre oito e dez resfriados. No caso dos que têm irmãos pequenos, mas já em idade escolar (o que é o meu caso aqui) essa quantidade pode ser ainda maior: entre seis e dez resfriados até fazer um ano. Isso mesmo!!!! (já pode chorar aqui????)

O resfriado nada mais é que uma infecção das vias respiratórias superiores, causada por vários tipos de vírus. Às vezes se torna inevitável não ser contaminado por ele, porque a transmissão pode ser feita através das gotículas de saliva de quando alguém espirra, por exemplo, além do contato das mãos. Como os bebês ainda não têm o sistema imunológico completamente funcionando em toda sua capacidade, eles acabam sendo mais susceptíveis. Mais ainda depois dos seis meses, quando deixam de mamar exclusivamente no peito, pois o leite materno ajuda a imunizá-lo contra infecções.
Meu arsenal nos últimos dias
Por isso nesses últimos dias tenho lançado mão de um forte arsenal para ver se esse resfriado chato vai embora de vez aqui em casa. O leite materno é a principal arma. Várias vezes ao dia, sempre, pra deixar minha pequena ainda mais protegida. Além disso, o remedinho pra desentupir o nariz, aspirador nasal, vitamina C e aerossol com soro fisiológico antes de dormir, também para diminuir o desconforto no nariz, desobstruindo as vias aéreas superiores. Ah, e carinho, muito carinho. Porque em qualquer idade todo mundo gosta mesmo é de dengo quando se está dodói, não?
Aqui vão algumas dicas para aliviar o desconforto do seu filho durante o resfriado:

- Coloque uma toalha dobrada ou um cobertor pequeno debaixo do colchão do berço, na parte da cabeça, para deixá-la mais elevada. Dormir com a cabeça mais elevada diminuirá um pouco a congestão nasal do seu filho. Não use travesseiros dentro do berço para fazer isso. Outra opção é deixar o bebê dormir no carrinho, com o encosto meio reclinado, ou no seu colo, com você sentada;

- Use soro fisiológico para aliviar a congestão nasal. Pergunte ao pediatra qual o melhor tipo (em gotas ou spray). Um bom truque é passar o soro fisiológico um pouco antes da mamada. Existem pequenos aspiradores nasais, disponíveis nas farmácias, que tiram o catarro do nariz do bebê por sucção. É um sofrimento para o pequeno e pra gente também fazer isso, mas resolve mesmo;

- Dependendo da região em que você morar, o uso do vaporizador de ar para umedecer o ambiente pode ser benéfico, mas converse antes com o pediatra, porque esse tipo de aparelho pode acabar proliferando fungos e piorar a situação. Também é possível fazer inalação só com soro fisiológico, seguindo recomendações do médico.

- Se seu filho está com o nariz entupido, mas não tem nenhum outro sintoma, dê uma olhada nas narinas dele para ver se ele não enfiou nenhum objeto estranho nelas. Nunca se sabe: até crianças pequenininhas podem aprontar uma dessas. Quando isso acontece, pode aparecer uma coriza de cheiro ruim. Esse tipo de acidente é mais comum do que se imagina.

- Evite a presença de quem fuma perto do seu bebê. A fumaça do cigarro, além de tóxica, pode prejudicar, e muito, ele nesse período.

Beijos

@conversinhadmae

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