sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Esporte como inclusão social

Que a prática de esportes é fundamental para o desenvolvimento de qualquer criança, isso ninguém tem dúvidas. Ele estimula faz bem para o corpo, para a saúde, para a integração com outras crianças, para a disciplina, enfim, para tantas outras coisas.  E quando o esporte é usado como ferramenta de inclusão social, ele traz ainda mais benefícios.


Foi com essa missão que surgiu o projeto Estrelas do Mar, que é desenvolvido aqui em Aracaju, no Estado de Sergipe. A iniciativa é da Waves Escola de Bodyboarding, entidade vinculada à Organização Beneficente Estrelas do Mar (O BEM), que busca direcionar suas ações ao ensino da prática do bodyboarding, tendo como finalidade a difusão da prática esportiva sendo usada como ferramenta para interação e inclusão de pessoas com necessidades especiais.

O projeto surgiu de fuma forma bem inusitada. Tudo é uma homenagem ao atleta de bodyboarding José Ailton Sebastião Santos Silva, conhecido como “Ailton Kostela”. Ele era amigo, daqueles amigos que são como irmãos, do idealizador do Estrelas do Mar, Byron Silva, e tinha o sonho de criar uma escola de bodyboarding que atendesse a jovens carentes da periferia da capital sergipana e vinha buscando meios para colocá-lo em prática. No entanto, antes de realizar esse sonho, ao tentar evitar que um adolescente que ele nem sequer conhecia fosse assaltado Ailton Kostela foi assassinado.

Sensibilizado pela tragédia que atingiu o amigo e considerando que as políticas públicas eram insuficientes para incluir pessoas com necessidades especiais em práticas lúdico desportivas desenvolvidas no meio aquático e no intuito de manter viva a filosofia de Kostela de que “todos os jovens são especiais” foi idealizado então, através da Waves Escola de Bodyboarding, o projeto Estrelas do Mar.

Atualmente, o projeto Estrelas do Mar atende cerca de 50 crianças e jovens portadores de necessidades especiais como Down e autismo que são assistidos por organizações sociais existentes em Sergipe e também aquelas sem limitações psíquicas ou motoras. Segundo os participantes do Estrelas do Mar, a missão do projeto é promover a assistência social, a cultura, a preservação do meio ambiente e a conservação do patrimônio histórico; desenvolver ações nas áreas de educação e saúde, projetos na área de segurança alimentar e nutricional; promover o desenvolvimento sustentável e, principalmente, desencadear nos assistidos o interesse pelos esportes, com foco no bodyboarding, aprimorando o desenvolvimento individual através do lazer e da inclusão.
Cada aluno tem supervisão individual
Integração
A coordenadora e diretora de Publicidade do projeto, Anne Christiane Bastos, disse que entre os objetivos desse trabalho está apresentar às crianças e jovens portadores de necessidades especiais uma modalidade esportiva em contato com a natureza, realizando as aulas com outras crianças e na companhia de seus pais, com o intuito de fortalecer e desenvolver as relações afetivas entre os alunos e seus pais, uma vez que por conta da rotina de trabalho nem sempre têm tempo necessário para desenvolver uma atividade tão prazerosa na companhia dos filhos. “Tal interação visa à construção e solidificação de valores humanos como amizade, respeito, companheirismo e solidariedade proporcionados pela prática coletiva do desporto”, disse.
             
As aulas acontecem uma vez por semana. Num período médio de três horas eles têm palestra, apresentação de vídeo-aula, momento lúdico, aquecimento, alongamento, aprendizagem técnica, incluindo apresentação dos equipamentos que serão utilizados. Tudo supervisionado por uma equipe especializada, com educador físico. É esse profissional que observa o nível de natação de cada um dos alunos. Já na água, onde são passados os princípios básicos para prática do bodyboarding, cada aluno recebe uma prancha e é sempre supervisionado pelos instrutores e/ou monitores (um para cada aluno). Isso para garantir a segurança.

Qualquer pessoa que se interessou pelo projeto Estrelas do Mar pode ajudar. Empresas ou mesmo pessoas físicas, que queiram ser voluntárias ou doar algum tipo de equipamento para as aulas. Para isso, basta entrar em contato com os integrantes do projeto: Byron Silva, diretor da Waves e idealizador do projeto, nos telefones (79) 8808-3797 e (79) 9912-9201; Kamila Kandy Silva, pedagoga especialista em Educação Inclusiva, no (79) 8823-3598 e (79) 9997-8387; ou Anne Christiane Bastos, diretora de Publicidade e coordenadora, no (79) 8804-5111.

Beijos

@conversinhadmae

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