terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Amamentação: seiva da vida

Hoje foi dia de consulta da minha pequena Rebeca com a pediatra. Confesso que espero com ansiedade a ida mensal até o consultório. Quero saber como está o desenvolvimento dela, tirar dúvidas conversar sobre as fases do crescimento dela. Acho que pra toda mãe esse momento também é muito importante para ver como está o peso, a altura, pra saber se está tudo bem com seu pequeno.

Comigo não é diferente. Do mês passado para este, minha gatinha aumentou 700g. Como disse sua pediatra, Magali Dias Carvalho, uma curva de crescimento ótima. Ela nasceu com 3,150g e já está com 6,5kg, aos três meses e uma semana, sendo alimentada, exclusivamente, com o leite materno.

Olhando pra ela com toda gordinha, fofinha e suas bochechas rosadas fico pensando como o leite materno é capaz de alimentar e contribuir tanto para o desenvolvimento do bebê. Parece uma coisa mágica, mas é divino. Eu bem sei os benefícios disso. Com a minha primeira filha consegui, mesmo voltando a trabalhar, garantir o aleitamento exclusivo nos seis primeiros meses e depois complementado com a introdução de outros alimentos.

Com Rebeca pretendo fazer o mesmo. Leite, graças a Deus, tenho o suficiente e conto também com a colaboração de minha mãe em se dispor a dar o leite a ela no período em que estiver trabalhando. Nossa pediatra sempre incentivou e ressaltou os benefícios disso para o desenvolvimento do bebê, mostrando os motivos pelos quais não se deve introduzir outros alimentos na dieta do recém-nascido antes dessa idade (ela ficou até de me passar um material para publicar aqui no blog com essas informações).

Por coincidência, hoje ao chegar do médico recebi um email com uma matéria falando sobre os benefícios do aleitamento. Uma pesquisa recente feito pela ONG Save The Children mostrou que 830 mil vidas seriam salvas a cada ano se todas as mães amamentassem seus filhos assim que eles nascessem.

Para o estudo, foram colhidos dados em vários países. Com isso, foi possível se descobrir que 16% das mortes de recém-nascidos poderiam ser prevenidas se o aleitamento materno ocorresse nas primeiras 24 horas do bebê. Além disso, crianças que são amamentadas com uma hora após terem chegado ao mundo têm três vezes mais de chances de sobreviverem, além de ficar com o sistema imunológico mais forte do que aquelas que são alimentadas só em seu segundo dia.

Nesse meu segundo parto, que foi à noite, quando retornei ao quarto estava louca para amamentar minha pequena. A enfermeira disse que não precisava me preocupar, pois quando os bebês nascem têm uma reserva alimentar e que ela poderia ficar até o outro dia sem mamar. Não aguentei. Poucos minutos depois coloquei minha neném no peito e ela mamou como se aquele já fosse um hábito seu há muito tempo. É uma sensação maravilhosa.

Entre outros fatores, o estudo da ONG Save The Children conclui que a falta de informação ainda contribui para que muitas mães não saibam da importância do primeiro aleitamento do bebê.

Confira abaixo os dez benefícios da amamentação para a mamãe e o bebê, extraídos da revista Crescer:

1. O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado, pois atende a todas as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança até os seis meses de idade;

2. Fácil de ser digerido, provoca menos cólicas nos bebês;

3. Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade, intolerância ao glúten;

4. Contém uma molécula chamada PSTI é responsável para proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos;

5. O momento da amamentação aumenta o vínculo entre mãe e filho e colabora para que a criança se relacione melhor com outras pessoas;

6. Previne a anemia;

7. A sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê;

8. Amamentar por mais de seis meses faz bem à saúde mental da infância à adolescência, segundo estudo coordenado pela Universidade do Oeste da Austrália. Segundo os pesquisadores, substâncias presentes no leite (como a leptina) ajudam a combater o estresse. O contato e o vínculo entre mãe e filho promovido pelo aleitamento também têm um efeito positivo no desenvolvimento psicológico da criança.

9. Quando o ômega 3 está presente no leite materno, o que varia de mulher para mulher de acordo com sua alimentação, ele ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida;

10. Ajuda no desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia.

Beijos

@conversinhadmae

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