quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Cartilha sobre como lidar com o consumo infantil

Em meio a tantos apelos publicitários, difícil é as crianças não se influenciarem e ficarem pedindo tal brinquedo, aquela roupa, aquele calçado, aquele biscoito novo, o sanduíche que está com tal promoção, etc. foi pensando em situações como essas que o Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Instituto Alana em parceria lançaram recentemente a cartilha “Consumismo Infantil: na Contramão da Sustentabilidade”.

O livreto apresenta dicas para pais e educadores lidarem com as crianças, cada vez mais expostas aos apelos da mídia para o consumo. Ela faz parte do Projeto Criança e Consumo desenvolvido desde 2006 pelo Instituto Alana, que tem agora o apoio do Ministério do Meio Ambiente. Ao todo, serão distribuídos 95 mil exemplares nos Procons e nas escolas pelo Ministério da Educação. O material também está disponível no site do Ministério do Meio Ambiente.

A secretária de Articulação do Ministério, Samyra Crespo, explicou que a ideia de apoiar o projeto surgiu da necessidade de se manter um trabalho de conscientização infantil sobre o consumo sustentável. “O Ministério não poderia ficar de fora de um projeto de instrução para essas crianças. A criança brasileira é a que mais tempo permanece em frente à televisão: são cinco horas por dia. Consequentemente, essa criança fica mais exposta aos anúncios e a publicidade, que estimulam o consumir pelo consumir”, destacou a secretária.

Para a secretária nacional do Consumidor, Juliana Pereira, é preciso modificar esse quadro do consumismo infantil. “A criança aprende desde cedo que ela só é alguém se tiver o tênis de marca, ou o celular do momento. É isso que temos de mudar”, explica.

A coordenadora do Instituto Alana, Gabriela Vuolo, salientou a importância da parceria com o Ministério para a ampla divulgação do projeto a fim de amenizar os efeitos da publicidade excessiva na infância. “Crianças de 12 anos ainda não têm discernimento para diferenciar entretenimento de publicidade. Por isso, é importante a participação direta dos pais, professores e educadores nessa fase.”

Para dimensionar os impactos da publicidade na infância, o Ministério da Saúde informou que 95% dos anúncios alimentícios feitos no país se referem a produtos não saudáveis. O dado, de acordo com o ministério, pode ter ligação com o fato de mais da metade das crianças matriculadas no ensino básico estarem acima do peso. Isso é preocupante.

No site do Ministério do Meio Ambiente é possível visualizar a cartilha.

Beijos

@conversinhadmae

Com informações da Agência Brasil

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