quinta-feira, 28 de junho de 2012

MS alerta sobre cuidados à saúde com início do inverno


Semana passada, no dia 22, começou a estação mais fria do ano, onde se intensificam as doenças respiratórias e a transmissão da gripe. Por conta disso, o Ministério da Saúde reforçou, por meio de nota técnica, os cuidados que a população precisa ter com a síndrome gripal, em decorrência da chegada do inverno. Esta é a época em que as doenças respiratórias mais se proliferam e se intensifica a circulação dos vários subtipos do vírus da gripe.

A situação também exige atenção redobrada para as medidas de vigilância epidemiológica e de assistência apropriadas, principalmente na região Sul, onde o inverno costuma ser mais rigoroso. O comunicado trouxe o alerta para os profissionais de saúde de todo o país e orienta a utilização do novo Protocolo de Tratamento da Influenza, que foi revisado no ano passado pelo Ministério da Saúde.


O protocolo tem como objetivo atualizar os profissionais de saúde com as medidas adequadas para reduzir a transmissão e evitar os casos graves pelo subtipo A/H1N1 2009. A ideia é esclarecer e destacar as recomendações do Ministério da Saúde em relação aos procedimentos que devem ser adotados em caso de suspeita de casos da gripe A/H1N1. O protocolo traz a orientação sobre o acesso rápido ao antiviral oseltamivir, medicamento usado no tratamento da gripe e que ajuda a reduzir as complicações e, até mesmo, os óbitos pela doença.


O diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, reforça a orientação do Ministério da Saúde para que os médicos prescrevam o medicamento, quando a pessoa apresentar o sintoma da síndrome gripal, independentemente de resultados de exames laboratoriais ou sinais de agravamento. “Todas as pessoas que apresentarem a síndrome gripal e que fazem parte dosgrupos mais vulneráveis paracomplicações - como as gestantes, crianças pequenas, os idosos e portadores de doençascrônicas - devem iniciar o tratamento”, observa Maierovitch. Os sintomas são surgimento simultâneo de febre, tosse ou dor na garganta, cefaleia (dor de cabeça) ou mialgia (dor nos músculos) ou artralgia (dor nas articulações).


Em caso de agravamento da síndrome gripal, mesmo não sendo dos grupos mais vulneráveis, o tratamento com o antiviral oseltamivir deve ser iniciado com urgência. O agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastro-intestinais ou dor muscular intensa.

Como forma de prevenir a população de infecções pelo vírus da gripe, o Ministério da Saúde orienta ações de higiene pessoal, como lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar tocar a face com as mãos e proteger a tosse e o espirro com lenço descartável. Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível.


As pessoas com síndrome gripal devem procurar o médico o quanto antes. Com a orientação do profissional de saúde, nestas situações, as pessoas devem permanecer em casa, afastando-se de suas atividades por pelo menos uma semana e evitando o contato próximo com outras pessoas. As medidas de higiene indicadas devem ser reforçadas também entre os familiares.


Fonte: Agência Saúde-Ascom/MS

Beijos

@conversinhadmae

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Meninas em recuperação


Esta semana, o cantor Regis Danese postou em seu perfil no Twitter foto da sua filha, Brenda, de três anos, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, juntamente com a pequena Maria Luiza, também de três anos, filha da atriz Luiza Valdetaro. As duas estão em tratamento contra leucemia. A carinha das meninas mostram que elas estão em franca recuperação, para alívio de familiares e amigos.

Brenda saiu do hospital no dia 23, depois de fazer a 3ª fase da quimioterapia contra a doença.  Ela chegou até a ficar na UTI, mas já está em casa com a família, em Belo Horizonte. O cantor postou em seu perfil no Twitter o quanto a menina já estava saudável em casa. “Hum! Acabei de comer um pãozinho caseiro delicioso que a Brendinha fez junto com a vovó Ziza hoje a tarde, que delicia, Deus seja louvado!!!”, disse.

Já Malu, a filha da atriz Luiza Valdetaro, foi descoberta a leucemia no mês de março e vem enfrentando também as sessões de quimioterapia no hospital de São Paulo. Saúde para as duas para enfrentar essa batalha e vencê-la, se Deus quiser!

Beijos

@conversinhadmae

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Como lidar com os ataques de “birra” de seu filho?

Recebi esse texto hoje e achei bem legal para trazer para vocês. Quem de nós nunca se viu numa saia justa de estar em algum lugar e se deparar com a situação de nossos pequenos darem um ataquezinho? Pois é, especialistas dizem que os ataques de birra fazem parte do processo normal de desenvolvimento, pois é difícil para uma criança pequena controlar fortes emoções. Quando elas se sentem frustradas, com raiva ou desapontadas, em geral se manifestam chorando, gritando ou batendo os pés com força no chão. Como pai, você pode ficar bravo, se sentir desamparado ou envergonhado.

Mas como foi dito, as birras são parte do desenvolvimento do seu filho à medida que ele aprende a controlar sentimentos e emoções. De fato, a maioria das crianças de 1 a 3 anos passa por este processo, às vezes conhecido como os “terrible twos” (terríveis 2 anos de idade), e, geralmente, ele acaba por volta dos 4 anos.

O que ocorre é que seu filho pequeno está ocupado aprendendo muitas coisas sobre o mundo. Está ansioso para assumir o controle, quer ser independente e pode tentar fazer mais do que suas habilidades permitem. Ele também quer fazer suas próprias escolhas e às vezes pode não lidar bem com a contrariedade. Isto se intensifica ainda mais quando ele se sente cansado, com fome, frustrado ou com medo. O autocontrole pode ser uma das lições mais difíceis que ele irá aprender ao longo de sua vida.

Como pai, você consegue, às vezes, perceber que seu filho vai perder o controle. Seu filho aparenta estar mal-humorado, irritado ou “difícil”. Ele pode começar a choramingar e se queixar. Pode parecer que nada o fará feliz. Por último, ele pode começa a chorar, chutar, gritar, se jogar no chão ou prender a respiração. Outras vezes, um ataque de birra pode parecer súbito e inesperado para você, mas certamente teve um “detonador” para a criança.

Mas você não deve se surpreender se seu filho tiver ataques de birra só na sua frente. Esta também pode ser uma forma encontrada por ele de testar as regras e limites ou receber a sua atenção. Nesse caso você pode ajudá-lo a encontrar formas mais eficientes de fazer isso, como se comunicar melhor, por exemplo.

“Não é produtivo tentar reprimir a criança por estar descontrolada. Ela está aprendendo a controlar suas emoções e o melhor que você pode fazer para ajudá-la é manter-se calma, explicar sucintamente a ela o porquê dela estar tão nervosa e ajudá-la a se acalmar. Não a ignore nem a deixe sozinha, se estiver em público leve a criança a um lugar reservado e espere ela se acalmar. Lembre-se que também é normal as crianças testarem as regras e limites estabelecidos pelos pais. Seja firme e não ceda diante do ataque de birra da criança. Com o passar do tempo ela vai aprendendo (com a sua ajuda) a lidar melhor com a frustração e as fortes emoções que isso acarreta” explica Christine Bruder, psicóloga e psicanalista do berçário Primetime Child Development.

Também não é indicado recompensar com presentes ou doces o seu filho por se acalmar. Isso pode dar a impressão a ele de que os ataques de birras são uma ferramenta de barganha. Você pode às vezes se sentir culpado por dizer não. Mas seja consistente e evite mandar sinais contraditórios. Quando os pais não exigem claramente o cumprimento de certas regras, é mais difícil para as crianças entenderem quais são e que são importantes. Pense cuidadosamente sobre cada regra que criar, e não crie regras demais.

Porém, quando os ataques de birra passam a ser intensos e acontecem com muita frequência, pode ser um sinal de problemas emocionais.  Fale com o pediatra se o seu filho se machucar, ou machucar outros; segurar a respiração até desmaiar, ou se esses ataques de birra piorarem após os 4 anos de idade.

“Aprender a administrar as próprias emoções faz parte do desenvolvimento sadio de toda criança. Os pais são importantes aliados nesse desenvolvimento ao procurar entender e validar os sentimentos das crianças antes de oferecer a eles formas mais adequadas de expressão. Os pais são modelos também, lembre-se que a reação dos pais frente ao ataque de birra da criança também ensina à criança como lidar com os próprios sentimentos.”, completa Christine.

E aí, o que vocês acharam?

Beijos

@conversinhadmae

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Alô, criançada, o Bozo voltou (ou pode voltar!)


Se vocês têm por volta da minha idade – que não vou revelar qual é, claro!!! –, com certeza se lembra do programa do Bozo, que alegrava os nossos dias na infância. O palhaço, com seu cabelo vermelho super engraçado e sua turminha de personagens como Vovó Mafalda e Papai Papudo, animou durante mais de uma década a manhã da garotada, na tela do SBT.

Agora, mais de 20 anos depois de sua ultima exibição, que foi em março de 1991, o SBT deve levar ao ar novamente a atração. A informação é que a emissora acaba de fechar contrato com a empresa Larry Harmon, que cuida do licenciamento do personagem em todo mundo, e espera estrear o programa ainda no primeiro semestre do próximo ano.

Ainda não se sabe qual ator irá interpretar o palhaço em mais uma edição da atração. Em terras brasileiras, o Bozo foi encarnado por Oliver Mark, Manoel Duarte, Luis Ricardo, Caio Machado, Diego Três, André Peixe, Edílson Oliveira da Silva, Arlindo Barreto e Décio Roberto, este o último a incorporar o personagem. Desses, Luis Ricardo ainda trabalha na emissora de Silvio Santos.

No Brasil, o programa do Bozo foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1980 e sua última exibição foi em 2 de março de1991. Bozo foi criado em 1946 por Alan W. Livingston, que produziu um álbum de discos de histórias infantis e livros ilustrativos. Em 1949, Bozo começa sua carreira na televisão. Larry Harmon, que foi um dos primeiros a interpretar o palhaço na televisão, comprou os direitos do personagem e o transformou em uma franquia, dando a ele uma personalidade engraçada, e, junto com estilistas de Hollywood, inventa um cabelo espetado para Bozo.

Nesta época Bozo fez muito sucesso na televisão americana. Larry Harmon chegou a treinar mais de 200 atores para interpretá-lo, em diferentes canais locais que exibiam Bozo nos EUA. No dia 14 de março de 2009, o criador do palhaço morreu, aos 91 anos. Em julho de 2008, Larry Harmon havia falecido, aos 83 anos.

Será que a criançada de hoje vai curtir o programa como nós, da geração da década de 80, curtimos? Fica no ar. Vamos esperar.

Beijos

@conversinhadmae

terça-feira, 19 de junho de 2012

Só na segurança


Pensou que só seu carro poderia ter itens de segurança, como airbag, por exemplo? Que nada. Os bebês e crianças também merecem toda segurança que se possa oferecer. Não é que agora até cadeirinha com dispositivo de segurança que se assemelha ao airbag existe? Pois é!

Chegou ao Brasil a cadeirinha desenvolvida na Alemanha pela Cybex. É o modelo Cybex Pallas. Ela possui uma almofada frontal que funciona como airbag em casos de colisões frontais, distribuindo o impacto no material. A informação é que ela protege mais os pequenos que o cinto de três pontos. A cadeirinha é toda acolchoada, para proteger não só a parte frontal, mas pescoço e ombros das crianças. Ela tem o encosto superior reclinável, para que proteja a cabeça da criança enquanto ela dorme.

O preço não é baratinho: pouco mais de R$ 800. Mas a vantagem é que ela pode ser usada até os 11 anos da criança, pois suporta até 36 quilos, depois que é a retirada a almofada de segurança e sua base, aos três anos de idade. O modelo possui o selo ECE 44, certificação europeia aceita no mundo todo, e foi aprovado aqui pelo Inmetro no final do ano passado. Ela já é comercializada em mais de 50 países e no Brasil está sendo vendida pelo site www.babyfamily.com.br.

Vale lembrar que no Brasil é lei: as crianças têm que ser transportadas, até os sete anos e meio, em cadeirinhas adequadas à sua idade. O descumprimento pode gerar multa de R$ 191,54, além de sete pontos na carteira de habilitação. Desde 2010, quando passou a ser obrigatório o transporte de crianças em dispositivos de segurança nos veículos, houve uma redução de mais de 40% das mortes de crianças com até sete anos em acidentes de carro no Brasil.

Mesmo assim, no país ainda morrem por ano 2 mil crianças e adolescentes de até 14 anos vítimas de acidente de trânsito. Fora essas, cerca de 10 mil crianças são hospitalizadas a cada ano também por acidentes no trânsito. Por isso, elas só devem ser transportadas nos equipamentos adequados à sua idade. Questão de segurança!

Beijos

@conversinhadmae

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Férias chegado, cuidado redobrado com as crianças



Depois de meses de aulas, estudos e muitas provas, a partir dessa semana tem início o período de férias escolares em algumas escolas da rede particular em Aracaju. A presença por mais tempo das crianças em casa significa necessidade de cuidados redobrados dos pais. Toda atenção é pouca para evitar que elas sejam vítimas de acidentes domésticos. É assustador, mas dados do Ministério da Saúde mostram que os acidentes, ou lesões não intencionais, são a principal causa de morte de crianças e adolescentes de um a 14 anos no Brasil.

Por ano, cerca de  4,7 mil crianças morrem e 125 mil são hospitalizadas por esse motivo. Geralmente quando não vêm a óbito muitas dessas vítimas ficam com sequelas, sejam físicas, emocionais ou sociais. Estudos mostram que 90% desses acidentes poderiam ser evitados com simples medidas de prevenção.

Embora sem dados exatos sobre o atendimento a crianças vítimas de acidentes domésticos em Sergipe pediatras confirmam que há um aumento no atendimento a esse tipo de casos no período de férias escolares. A presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria (Sosep), Glória Tereza Lopes, ressaltou que com criança não se pode descuidar um só minuto. Todo cuidado é pouco para evitar que elas se acidentem, até mesmo dentro da própria casa, onde os pais julgam estar seguras. Coisas simples, como o ambiente da cozinha, sacolas plásticas, baldes, bacias, um aparelho de televisão ou um simples brinquedo podem se transformar em armadilhas e acabar levando a criança à urgência de um hospital. “O principal é não deixar nunca a criança sem monitoramento de um adulto. Nunca se deve confiar que a criança é boazinha”, alertou.

A pediatra disse que são comuns nos serviços de urgência chegarem casos de crianças acidentadas com pequenos objetos introduzidos no ouvido ou nariz, quedas e queimaduras. Foi brincando que uma criança de três anos introduziu no nariz um pedaço de bola de látex (bola de assopro) no nariz enquanto brincava. A brincadeira tem causado muitos transtornos à garota, porque desde o mês de abril ela espera para fazer o procedimento cirúrgico para a retirada do material. O corpo estranho em seu organismo tem causado muita febre e dores na menina, além de dificuldade para dormir.
 
Glória Tereza acrescentou que em Sergipe como o período de férias do meio do ano coincide com os festejos juninos há um risco maior de acidentes com queimaduras. “Por isso a recomendação é não deixar as crianças brincarem com fogos, pois, além de poder causar queimadura, podem trazer lesões nos ouvidos”, disse. Para a médica, os pais devem adotar todos os cuidados necessários e estar sempre atentos a tudo dentro de casa e ao saírem para passear com os pequenos. Em casa, disse ela, devem sempre evitar que as crianças permaneçam na cozinha, supervisione a subida e descida em escadas, evitar colocação de móveis próximo a janelas.

Cozinha não é lugar de criança: cuidado ainda maior com a queimaduras


A curiosidade, tão comum a crianças e adolescentes, pode ser decisiva e levar a um acidente com eles. Foi o que aconteceu a um garoto de 13 anos, que foi parar na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital João Alves Filho com queimaduras pelo corpo causada por fogos de artifício. O vizinho havia acendido uma bomba, que não estourou. O homem jogou fora o fogo de artifício. O garoto, curioso, foi pegar e a bomba acabou explodindo em suas mãos. O adolescente teve queimaduras no rosto, braço e torax.

A cirurgiã plástica coordenadora do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital João Alves e Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ), Madeleine Ramos, disse que felizmente não houve amputação e o menino já recebeu alta médica da unidade, mas ressaltou que a curiosidade nesses casos, geralmente, é o principal causador desses acidentes entre crianças e adolescentes.

Esse ano, já foram atendidas 50 crianças na UTQ, o que representa 50% do total de pacientes que deram entrada na unidade especializada do hospital. Somente neste mês de junho três crianças foram internadas na UTQ vítimas de queimaduras causadas por fogos de artifício. Duas meninas foram atendidas logo na primeira semana com queimaduras relativamente simples e receberam alta logo em seguida. Na semana passada, foi registrado o caso desse adolescente de 13 anos, que também já recebeu alta médica.

As outras crianças atendidas foram por outros tipos de acidentes domésticos, como queimaduras elétricas e com produtos químicos. A unidade também recebeu na última semana uma criança com três anos com queimaduras causadas por produto químico. O garoto precisou realizar cirurgias por conta da queimadura. No ano passado, no período junino, entre as crianças atendidas na UTQ, três foram casos mais graves. Pacientes com idades de nove, 12 e 13 anos tiveram os dedos amputados, no ano passado no período junino.

Madeleine disse que entre as crianças até os cinco anos a principal causa de queimaduras são os líquidos superaquecidos. A partir dessa faixa etária, quando já estão caminhando e começando a “explorar” a casa, com a curiosidade aguçada, aumentam as ocorrências causadas por substâncias inflamáveis, como álcool. A cirurgiã disse que já foi atendido um caso de um irmão que tocou fogo no outro, utilizando álcool. À medida que as crianças vão crescendo aumentam também os casos de queimaduras causadas por eletricidade. “Por isso nas férias os pais devem ter atenção redobrada, pois as crianças estão mais tempo em casa. No entanto, os agentes causadores são os mesmos que estão presentes durante todo ano”.

A coordenadora da UTQ disse que, infelizmente, a ocorrência de queimaduras em crianças e adolescentes é durante todo ano. No entanto ela reconhece que a permanência dos pequenos por mais tempo em casa acaba aumentando o risco. Por isso é fundamental os pais e responsáveis terem atenção redobrada com eles e evitar ao máximo descuidos que possam levar à possibilidade de queimadura. “Queimadura é como uma tatuagem: marca para o resto da vida, tanto do ponto de vista psicológico como estético. Dependendo da gravidade da lesão, a pessoa vai precisar passar por várias cirurgias”, destacou Madeleine Ramos.

Mais vulnerável
Segundo a médica, a criança acaba sendo mais vulnerável às queimaduras e seus efeitos por alguns fatores. Entre eles, o fato de possuir os tecidos do corpo mais delicados, não terem a previsibilidade do perigo como o adulto e possuir reflexo de defesa diminuído. “O nosso alerta é no sentido de não dar fogos de artifício a crianças, mesmo os que não têm poder ou baixo poder explosivo, como chuvinhas, porque a faísca pode atingir a roupa da criança e causar queimaduras”, observou Madeleine Ramos.

Outro cuidado que os pais e demais adultos devem ter na supervisão de crianças é na cozinha, por conta dos líquidos superaquecidos. A coordenadora do serviço de Cirurgia Plástica do Hospital João Alves relatou que já chegaram casos de crianças queimadas com água de cuscuzeiro, com canjica, café. Geralmente esse tipo de acidente acontece porque são deixadas panelas sobre a mesa e a criança puxa a toalha ou panelas sobre o fogão com o cabo virado para o lado de fora.

O cuidado deve ser redobrado com fogueiras, combustíveis, principalmente o álcool líquido, e produtos químicos, como ácidos. Em casa, outro agente comum causador de queimaduras em crianças é a eletricidade, causadas quando a criança coloca o dedo na tomada ou toca fios desencapados. “A queimadura elétrica é sempre mais grave e seu potencial letal é aumentado. Por isso deve se ter muito cuidado”, alertou.

Cuidados
Se mesmo com todos os cuidados a criança ou adolescente for vítima de queimadura, a orientação é que não seja colocado nenhum tipo de produto sobre a lesão. É que muita gente tem o hábito de colocar creme dental, pó de café, manteiga, clara de ovo e até mesmo urina em cima da queimadura, para aliviar a dor no local. Mas a cirurgiã plástica Madeleine Ramos disse que nada disso deve ser utilizado.
Em caso de queimadura, a orientação é que o local afetado seja lavado em água corrente, em temperatura ambiente, para resfriar a área. Em seguida, deve se envolver o local queimado com um pano limpo. “E depois a pessoa deve ser levada para uma unidade de saúde, para que o médico possa atender e determinar a necessidade de ser avaliado por um especialista”, disse.

Prevenir sempre!!!!!

Para ajudar quem vai ficar esse período de férias com as crianças em casa, trazemos algumas dicas que podem ser adotadas não apenas nessa época, mas no dia a dia, durante todo ano, reduzindo assim os riscos de acidentes. As dicas são da Organização Não-governamental Criança Segura e falam sobre vários ambientes em que são mais comuns as crianças serem vítimas de acidentes.


Casa
- Guarde sacos e sacolas plásticas longe do alcance de crianças pequenas, para que na hora da brincadeira elas não os coloque na cabeça e cause, assim, a própria asfixia;
- Para evitar que crianças escorreguem ou tropecem no chão, evite o uso de tapetes ou opte pelas versões antiderrapantes;
- Armazene baldes e bacias, vazios ou em uso, sempre de cabeça para baixo e longe do alcance de crianças. E não se esqueça de manter a bacia vazia após o uso.

Brinquedos
- Embora proporcionem diversão e estimulem o aprendizado, os brinquedos também devem ser alvo de cuidados. O primeiro deles é observar se o modelo possui o selo do Inmetro na embalagem, indicando a faixa etária adequada;
- A brincadeira deve ser sempre supervisionada à distância por um adulto.  Observe a presença de potenciais riscos, como partes pequenas que podem se soltar, pontas afiadas e arestas. Conserte o brinquedo imediatamente ou mantenha-o fora do alcance da criança;
- Evite utilizar balões de látex (bexigas). Se realmente precisar utilizá-los, guarde-os fora do alcance das crianças e supervisione-as durante toda a brincadeira. Não permita que crianças encham balões e tenha muito cuidado com os pedaços de bexigas estouradas, pois podem ser acidentalmente ingeridos pelas crianças e ocasionar sérias consequências. Após o uso, esvazie as bexigas e descarte-as juntamente com eventuais pedaços;
- Brinquedos com correntes, tiras e cordas com mais de 15 cm devem ser evitados para reduzir o risco de estrangulamento;
- Brinquedos elétricos podem causar queimaduras. Evite brinquedos com elementos de aquecimento, como baterias e tomadas elétricas, para crianças com menos de oito anos;
- Certifique-se de que os brinquedos serão usados em ambientes seguros. Brinquedos conduzidos pela criança não devem ser usados próximo a escada, rua, piscina, lago, etc.;
- Presentes como bicicletas, patins, patinetes e skates são boas oportunidades para ensinar às crianças sobre segurança na diversão. Presenteie a criança com os equipamentos de segurança necessários como capacete, joelheira, cotoveleira, luvas e buzina. O capacete pode reduzir o risco de lesões na cabeça em até 85%;
- Ensine a criança a guardar os brinquedos depois de usá-los como atitude de prevenção aos acidentes.


Envenenamento e intoxicação
- Com as crianças mais tempo em casa, cuidado redobrado, porque a tendência é que elas procurem explorar o espaço. A curiosidade é comum nessa fase. Colocar objetos na boca ou tentar pegar frascos com líquidos coloridos são comportamentos característicos das crianças, mas que também podem colocá-las em grande risco de envenenamento e intoxicação não intencional. O envenenamento é a quinta causa de hospitalização por acidentes com crianças de um a quatro anos;
- Guarde todos os produtos de higiene e limpeza, venenos e medicamentos trancados, fora da vista e do alcance das crianças;
- Mantenha os produtos em suas embalagens originais. Nunca coloque um produto tóxico em outra embalagem que não a de origem. Isso pode confundir a criança;
- Cuidado com produtos caseiros, que vêm em embalagem que elas conhecem como de refrigerante e em apresentação colorida, que atraem sua atenção;
- Dê preferência a embalagens com tampas a prova de abertura por crianças. Essas tampas de segurança não garantem que a criança não abrirá a embalagem, mas podem dificultar bastante, a tempo de que alguém intervenha;
- Nunca deixe produtos venenosos sem atenção enquanto os usa;
- Nunca se refira a um medicamento como doce. Isto pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer. Como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomar medicamentos na frente delas;
- Jogue fora medicamentos com data de validade vencida e outros venenos potenciais. Procure por produtos de limpeza que você não utiliza mais e desfaça-se deles;
- Mantenha telefones de emergência (Samu: 192 e Corpo de Bombeiros: 193) próximos aos aparelhos de telefone de sua casa. Peça para os avós, parentes e amigos fazerem o mesmo;
 - Em caso de intoxicação, entre em contato imediatamente com o pronto-socorro ou Centro de Informação e Assistência Toxicológica (3259-3645 e 3216-2677) para receber orientações adequadas.


 Parquinho
- Conheça os parquinhos onde as crianças brincam. Procure equipamentos apropriados para a idade das crianças e verifique se os equipamentos estão enferrujados, quebrados ou contêm superfícies perigosas. Denuncie qualquer problema à escola ou ao órgão responsável;
- O parquinho dever ser instalado em piso que absorva impacto, como um gramado, um piso emborrachado ou areia fina. Jamais deve ser instalado em piso de concreto ou pedra;
- Tire o capuz e o cachecol de todas as crianças para evitar perigos de estrangulamento nos parquinhos.
- Ensine à criança as regras de comportamento nos parquinhos, como não empurrar, não dar encontrões e nem se amontoar. Mostre quais são os equipamentos apropriados para a faixa etária dela.

Queda
- As quedas representam a principal causa de internação entre os acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil. Por isso, as crianças devem brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são lugares para brincar;
- Use portões de segurança no topo e na base das escadas. Caso a escada seja aberta, instale redes ao longo dela;
- Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos. As redes devem ter espaços de no máximo 6 cm;
- Crianças com menos de seis anos não devem dormir em beliches. Se não tiver escolha, coloque grades de proteção nas laterais;
- Mantenha camas, armários e outros móveis longe das janelas, pois podem facilitar que crianças os escalem e se debrucem para fora do prédio ou casa. Além disso, verifique se os móveis e o tanque da lavanderia estão estáveis e fixos;
- Crianças devem ser sempre observadas quando estiverem brincando nos parquinhos. O risco de lesão é quatro vezes maior se a criança cair de um brinquedo com altura superior a 1,5 m. Verifique se os brinquedos estão em boas condições e se são adequados à idade da criança. O piso deve ser de absorção para a queda, como gramas, areia e borrachões com espessura acima de 3 cm;
- Crianças não devem brincar perto de barreiras e barrancos.
- A queda de objetos pesados sobre a criança, como televisores, por exemplo, também pode causar lesões graves e até a morte. A televisão costuma ser muito atrativa para os pequenos, com tantos botões, imagens e sons. A criança pode tentar mexer sozinha no eletrodoméstico ou mesmo equilibrar-se nele para levantar do chão, causando a queda da TV - ou qualquer outro objeto pesado – sobre ela. Por isso, supervisione sempre a criança, mesmo que em uma atividade a princípio sem riscos como assistir TV. Certifique-se de que os móveis, além de fixos e estáveis, podem suportar bem o peso do aparelho.

Beijos

@conversinhadmae

Esta matéria feita por mim foi publicada na edição dos dias 17 e 18 de junho de 2012 do Jornal da Cidade

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Gotinha para nossos super-herois



Sábado é dia de levar a criançada para tomar gotinha. É que tem início a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite. Até o dia 6 de julho, crianças com até cinco anos incompletos devem tomar a primeira dose da vacina. Este ano, a novidade é que na segunda fase da campanha ocorrerá a Campanha Nacional de Multivacinação. Em agosto, todas as crianças nessa faixa etária devem voltar aos postos levando o cartão de vacinação. O documento será avaliado para que a criança receba as doses de qualquer vacina que estiver em atraso.

Outra novidade no combate à pólio introduzida este ano é a vacina injetável com vírus inativado, que já era usada em outros países que erradicaram a doença. Essa forma será aplicada a partir do segundo semestre nas crianças que estiverem começando o calendário básico de vacinação. As doses devem ser aplicadas aos dois e aos quatro meses de idade.

Aqui para Sergipe foram disponibilizadas 260 mil doses da vacina. A meta é vacinar 164.852 crianças, o que corresponde a 95% da população infantil na faixa etária até os cinco anos, que é de 173.529.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é considerada erradicada no Brasil desde o início dos anos 1990. O último caso registrado no país foi em 1989 e no continente americano em 1991, no Peru. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da doença continua circulando em 25 países da África e do Sudeste asiático, com os últimos surtos registrados, até 2009, na Nigéria, no Congo, em Myanmar, no Niger, Camboja e na Indonésia. A poliomielite é considerada endêmica na Nigéria, Índia, no Paquistão e Afeganistão.

Então, mamães, papais, tios, tias e vovôs e vovós: não podem esquecer. Sábado o primeiro compromisso do dia é levar os pequenos aos postos de vacinação e deixar nossos pequenos herois prontos para enfrentar o dia a dia com muita saúde.

Beijos

@conversinhadmae