quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sergipe é o 3º do Nordeste em afogamento de crianças


Período de carnaval, muita gente vai aproveitar o feriadão na praia ou em hotéis e resorts com aquele maravilhoso mundo de piscinas. Gente, principalmente quem tem criança, tem que ficar atento. Todo cuidado é pouco, porque basta um descuido e o risco é enooorme. Se for em praia, então, Deus me livre!!! Vocês sabiam que, no Brasil, o afogamento é a segunda causa de morte, entre os acidentes de crianças e adolescentes até 14 anos? Pois é. Fica atrás apenas dos acidentes de trânsito.

Os afogamentos representam 28% dos óbitos por acidentes. A Organização Não Governamental Criança Segura fez um estudo com base nos números de mortalidade de 2009, que são os mais atuais divulgados pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de alertar a população e incentivar a adoção de políticas públicas voltadas à prevenção desse tipo de acidente, e constatou que foram 1.376 mortes por afogamentos no total nesse ano.

O risco é maior em rios, mares e lagos. O levantamento apontou que 45% das mortes aconteceram em águas naturais somando-se ainda mais 6% relacionados a quedas em águas naturais. Em segundo lugar aparecem as piscinas, que foi responsável por 7% das mortes – somando a este número quedas em piscinas também. Outros 37% dos afogamentos não tiverem local identificado e 5% foram classificados como outros.

A maior incidência de morte no público infantil por afogamento foi entre as que têm idade entre dez e 14 anos (36%). Outros 35% das vítimas tinham entre um e quatro anos e 26% estava na faixa dos cinco aos nove anos e 3% das vítimas tinham menos de um ano. Os meninos foram vítimas duas vezes mais que as meninas, sendo 67% das mortes por afogamentos com garotos e 33% envolvendo garotas.

Nesse estudo, a ONG Criança Segura divulgou o ranking dos Estados com maiores taxas de morte por afogamento em crianças. Meu Estado, Sergipe, ficou na 11ª colocação geral e 3ª entre os Estados da Região Nordeste, com uma taxa de 3,67 mortes por 100 mil habitantes, empatado com o Maranhão. O “campeão” foi o Amapá, com taxa de 14,28 mortes por 100 mil habitantes e em último lugar aparece o Distrito Federal com taxa de 1,65.

Confira abaixo o ranking completo:

Colocação
Estado
Taxa por 100 mil habitantes
Amapá
14,28
Amazonas
6,92
Rondônia
6,52
Mato Grosso do Sul
5,84
Espírito Santo
4,88
Alagoas
4,78
Mato Grosso
4,52
Roraima
4,19
Pará
4,12
10ª
Maranhão
3,67
11ª
Sergipe
3,67
12ª
Piauí
3,46
13ª
Tocantins
3,44
14ª
Bahia
3,42
15ª
Acre
3,38
16ª
Goiás
2,90
17ª
Ceará
2,88
18ª
Paraíba
2,77
19ª
Paraná
2,75
20ª
Pernambuco
2,66
21ª
Rio Grande do Sul
2,62
22ª
Santa Catarina
2,59
23ª
Rio de Janeiro
2,43
24ª
Rio Grande do Norte 
2,05
25ª
Minas Gerais
1,92
26ª
São Paulo
1,75
27ª
Distrito Federal
1,65

Fonte: ONG Criança Segura com base em dados do Ministério da Saúde
                         
Além das mortes, 231 crianças foram hospitalizadas em 2009 vítimas de afogamentos. Para o tratamento e recuperação dos sobreviventes foram gastos R$ 254.787.

Mas, infelizmente, na maioria das vezes o afogamento é um acidente fatal. O pior é que além de praias e piscinas ele pode acontecer em casa. Por incrível que pareça, em locais que talvez não se imagine, como um balde com água ou mesmo o vaso sanitário. No caso da criança, cerca de quatro minutos sem respirar já são suficientes para causar lesões graves no cérebro ou a morte.


Alguns cuidados podem reduzir os riscos de isso acontecer. A Criança Segura dá algumas dicas de prevenção:

- Supervisão total do adulto;
- Uso de colete salva-vidas pelas crianças em piscinas, mares e rios;
- Armazenamento de baldes e banheiras com água no alto e virados para baixo, quando vazios;
- Banheiros e vasos sanitários fechados;
- Esvaziar piscinas infantis e tampar com lona bem presa as piscinas “regan” após o uso.

Não dá pra descuidar mesmo. Então, todo cuidado é pouco quando se trata de segurança.

Beijos

@conversinhadmae

Com informação da ONG Criança Segura

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