quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

“Posso ter um bichinho de estimação?”

Depois de muito pedir um irmãozinho, minha filha Beatriz agora está numa fase de querer um bichinho de estimação. Não sei se isso é porque já perdeu as esperanças mesmo de ganhar um irmão e aí partiu para essa empreitada. Mas a verdade é que eu não sei qual dos dois pedidos está mais difícil de ser atendido.

Nunca me passou pela cabeça termos um animal de estimação em casa. A lista de motivos para isso é extensa. 1º moramos em apartamento. 2 º passamos muito tempo fora de casa e não teríamos tempo suficiente para dar a atenção que um animalzinho requer. 3º não tenho muito traquejo para lidar com animais e plantas, por isso prefiro deixá-los vivendo em seu habitat natural... Enfim, são esses e mais outros tantos motivos.

Quando Bia me veio tão cheia de argumentos para me convencer, tentei dissuadi-la da ideia, mas a bichinha é insistente e sei que vai voltar ao assunto muito em breve. Um dos argumentos dela é que o priminho Tavinho (filho do meu irmão mais novo) tem dois coelhinhos e ela gostou muito quando eles ficaram um tempo na casa da vovó. Detalhe: Tavinho mora em casa, com um quintal que parece um sítio, com espaço suficiente para os animais.


Falei pra ela do trabalho que é cuidar de um bichinho, que os coelhos roem tudo em casa, que fazem xixi e cocô em cima das coisas, usei até uma historinha da Turma da Mônica que tem numa revistinha dela, em que o Cebolinha faz de conta que transforma o Sansão em um coelho de verdade e a Mônica passa sufoco tentando ter que “educá-lo” até que morre de saudade do seu coelhinho de pelúcia. Mas ela queria me convencer a todo custo que criaríamos o “seu” coelhinho numa gaiola ou na casa da minha mãe.

Pensem, além dos netos, agora um animalzinho. Coitada!!! Ela chegou até a falar com a avó, que apresentou o mesmo cenário mostrado por mim sobre o que encontraria se tivesse um bichinho. Sei que muitos de vocês devem estar me achando um coração duro demais, não é? Mas é melhor ser realista do que pegar um bichinho e não tratá-lo como merece.

É claro que ter um animalzinho traz benefícios, e vários! Estudiosos dizem que um animal de estimação ajuda a diminuir a solidão, os níveis de estresse, depressão e ansiedade. Para as crianças, ajuda até a criar um senso de responsabilidade e a desenvolver suas habilidades cognitivas e socioemocionais.

Mas quem tem animal sabe (sim, eu já tive gatos, quando solteira) que, embora eles alegrem o ambiente e as pessoas, precisam de muuitos cuidados. Atenção é apenas um deles. A família tem que estar disposta a dividir as responsabilidades na hora de criá-lo, oferecer alimentação saudável e adequada, levá-lo para passear, ao veterinário, dar as vacinas periódicas obrigatórias, entre tantos outros cuidados. Além de tudo isso, estar disposta a encontrar um objeto rasgado ou sujo pelo animalzinho, a casa cheia de pelos ou penas. rsrsrs

Então, antes de tomar essa tão importante decisão de trazer um novo membro para a família é importante pesar os prós e os contras e só aí então decidir. Ah, ao invés de comprá-los, que tal dar uma passada nas entidades que cuidam de animais abandonados. Lá existem tantos sem lar, apenas à espera de uma família que só queira lhe dar amor e carinho.

Beijos

@conversinhadmae

Fotos: internet

Um comentário:

  1. joao victor gomes9 de março de 2012 15:05

    primeiro!!!
    coelho e muito maneiro kabuloso sinistro e fofinho!!!
    tenho um preto com pescoço e listra no rosto no nariz, da cabeça ate o pescoço,as patas dianteiras(da frente) na pontinha e branco
    LINDO!!!!!!

    ResponderExcluir