quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Por todas as crianças

Combater a mortalidade infantil. Este é o objetivo da campanha “Por todas as crianças”, apresentada na última quarta-feira, dia 5, na sede da Fundação Abrinq, em São Paulo. A campanha global Every One, que no Brasil ganhou o nome de “Por todas as crianças”, visa salvar milhões de vidas de crianças, com foco na redução da mortalidade infantil (de zero a um ano) e na infância (de zero a cinco) por doenças evitáveis, além de melhorar a saúde de gestantes e parturientes, além da diminuição da mortalidade materna.

A campanha foi desenvolvida pela organização internacional Save the Children para fazer com que vários países consigam cumprir as metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) nos Objetivos do Milênio. A meta da campanha é que os Objetivos 4 e 5 sejam alcançados. Isso significa que é preciso reduzir as taxas de mortalidade infantil e na infância à metade entre 2011 e 2015. A mortalidade materna é outro desafio. A meta é reduzi-la em 3/4 até 2015. No Brasil, o foco da campanha é o semiárido nordestino, buscando diminuir os índices de mortalidade materna, neonatal e infantil nessa que é uma das regiões mais pobres do país.

No Brasil, as estatísticas mostram que em 2009 morreram 50.033 crianças de zero a cinco anos. Isso representa que, diariamente, 137 crianças nessa faixa etária vêm a óbito. Desse total, 85% das mortes aconteceram entre menores de um ano e 52% dos recém-nascidos não chegaram a completar sequer sete dias de vida.

Segundo o Ministério da Saúde, as mortes ocorridas na primeira semana de vida estão atreladas às precárias condições socioeconômicas e de saúde da mãe, bem como à inadequada assistência pré-natal, ao parto e ao recém-nascido. Isso significa dizer que são óbitos que poderiam ser evitados diante da oferta de serviços de saúde com qualidade e políticas de enfrentamento às desigualdades sociais e a pobreza.
No Brasil, o foco será
o semiárido nordestino
As ações de combate à mortalidade infantil e materna serão focadas em 47 municípios das regiões Norte e Nordeste, que apresentaram os piores indicadores do país. As ações ainda estão sendo planejadas, mas a Fundação Abrinq pretende intensificar a mobilização da sociedade por meio das redes sociais e articular projetos com governos, organizações e empresas para que o Brasil consiga cumprir as metas estabelecidas pela ONU. Para isso, a fundação quer concentrar os programas principalmente nas mortes que são evitáveis, provocadas, em geral, por falta de pré-natal de qualidade e alimentação inadequada.

A Fundação Abrinq espera aumentar o número de consultas pré-natais, reduzir os partos feitos por meio de cesáreas, estimular o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, reduzir a deficiência nutricional de crianças menores de cinco anos e beneficiar cerca de 26,4 mil crianças das regiões Norte e Nordeste do país.

Beijos

@conversinhadmae

Com informações da Agência Brasil

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