sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Catapora: cuidados na primavera

 
Ah, ela chegou! A mais esperada, bonita, colorida e cheirosa estação do ano começou hoje. Mas a primavera, a preferidinha entre as estações, não traz consigo apenas a beleza e o agradável perfume das flores. Nessa época do ano, com a mudança de estação, é mais comum a incidência de catapora, também conhecida como varicela. Portanto, é bom os pais ficarem atentos, pois as crianças são as principais vítimas da doença, que é altamente contagiosa, principalmente as que estão em idade escolar.

O blog Conversinha de mãe tratou de ouvir uma especialista para falar um pouco mais sobre a doença e como a gente pode se prevenir ou até mesmo minimizar os sintomas da catapora. Segundo a médica e presidente da Sociedade de Pediatria de Sergipe (Sosep), Glória Tereza Lopes, a catapora, como as outras viroses (porque ela é uma também), é sazonal. Nessa época do ano, quando a temperatura começa a subir um pouco, há um aumento no número de casos.
Ela disse que geralmente há uma incidência maior de ocorrência da doença nas crianças justamente porque o contágio acontece na escola. Por isso a faixa etária com maior incidência da catapora é entre crianças com idade entre três e sete anos. Já falei aqui que no início do semestre na sala onde minha filha estuda várias crianças tiveram a doença e tiveram que ficar afastadas. No entanto, a médica Glória Tereza ressaltou que o contágio da catapora pode acontecer a pessoas de qualquer idade.
A princípio, o vírus da catapora tem um período de incubação. Quando os primeiros sintomas começam a se manifestar, podem ser confundidos com os de uma gripe: dor e febre. Em seguida começam a aparecer pontinhos vermelhos, em seguidas bolhas transparentes por todo corpo, que começam a coçar. “A partir disso, elas acumulam uma secreção purulenta, quando fica mais fácil identificar a presença da doença”, revelou a pediatra.

As lesões da catapora coçam, coçam muito (eu já tive!), mas é muito importante evitar que as crianças coçem, para evitar agravamento e feridas na pele. De acordo com a médica, a catapora tem vários graus, dos mais leve até quadros mais severos que podem se complicar e evoluir para outros casos, até mesmo como encefalite (inflamações agudas no cérebro, causadas por infecção viral).

Normalmente a catapora tem duração de uma a duas semanas e enquanto as lesões estiverem em atividade pode haver contágio da doença. A transmissão do vírus da catapora acontece por contato direto, seja pela saliva ou secreções respiratórias, como por contato com o líquido do interior das bolhinhas. Por isso no caso de criança com a doença ela deve permanecer afastada da escola até que não haja mais lesão, para não contaminar outros coleguinhas.

“O problema é que muitas vezes, ainda no estágio inicial, sem saber que ainda estão contaminadas, as crianças continuam indo à escola e assim, contagiando outras crianças”, disse. A médica recomenda que antes das crianças iniciarem na escola sejam vacinadas contra a catapora, bem como contra outras doenças preveníveis, como a hepatite A e meningite, que também não fazem parte do calendário oficial (esta última apenas para crianças menores de dois anos). “As outras doenças que têm vacina no calendário oficial a gente fica mais tranquilo”, disse. A pessoa que tem catapora adquire imunidade duradoura contra a doença.

Glória Tereza disse que o surgimento da vacina fez com que hoje haja um número menor de casos. Lembro que quando era pequena parecia lei, todo mundo tinha catapora. No entanto, a vacina não está disponível no calendário oficial de vacinas disponibilizadas gratuitamente pelo Ministério da Saúde. Ela só é ofertada na rede particular. O Conversinha de mãe fez uma pesquisa em clínicas aqui em Aracaju (SE) e constatou que a vacina está disponível ao preço entre R$ 120 a R$ 130.

Veja algumas recomendações para evitar complicações com a catapora:

*Corte sempre as unhas e deixe-as limpas;
*Evite contato com pessoas com baixa capacidade de defesa;
*Use roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;
*Use luvas na hora de dormir, se a coceira incomodar muito;
* Não arranque as crostas que se formam quando as vesículas regridem;
* Mantenha-se em repouso enquanto tiver febre;
* Consuma alimentos leves e muito líquido.

Beijos

@conversinhadmae

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