quarta-feira, 13 de julho de 2011

Berço, agora, só certificado!

Uma boa notícia para deixar os futuros papais mais tranquilos. Foi publicada hoje no Diário Oficial da União a portaria 269 do Inmetro que trata sobre a certificação dos berços que serão comercializados no Brasil. Com medida, o berço, a exemplo das cadeirinhas e bebê conforto, terão que ser vendidos com selo do orgão, comprovando que foram testados e aprovados. O objetivo é prevenir acidentes dos recém-nascidos e crianças nos berços.

No ano de 2007, o Inmetro fez um teste e todos os berços disponíveis no mercado foram reprovados. 100% das 11 marcas analisadas apresentarm algum tipo de problema. Por isso, o Inmetro decidiu incluir o berço na relação de produtos que precisam de certificação compulsória.

A mudança não será imediata, mas já representa um avanço. A partir da publicação da portaria, os fabricantes nacionais e importadores terão prazo de 18 meses para se adequarem às novas normas. Depois desse período, serão mais seis meses para a comercialização de produtos fabricados sem a certificação e que restaram em estoque, somando, então, 24 meses. Para os comerciantes, o prazo será de 36 meses, para que possam vender o produto sem a certificação. Depois disso não será mais possível.

Para a adoção das novas regras, o Inmetro levou em consideração o aumento evidenciado na incidência de acidentes de consumo provocados por produtos de uso infantil, incluindo os berços, e a necessidade de zelar pela segurança de crianças e bebês visando à prevenção de acidentes, fora o péssimo desempenho das marcas disponíveis no mercado depois dos testes realizados em 2007. Alguns fabricantes já vendem berço com o certificado do instituto. Mas agora, com a portaria, todos serão obrigados a isso.

Alguns cuidados que os pais devem observar na hora de escolher um berço:

- observar a presença do Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro, que deve estar exposto no berço e na embalagem do produto;

- verificar se as bordas e partes salientes são arredondadas ou chanfradas e isentas de quaisquer rebarbas e arestas;

- rótulos e decalques colados não podem ser utilizados nas superfícies internas das laterais e extremidades do berço;

- uma vez dentro do berço, a criança não pode conseguir levantar a base do colchão ou a base do berço;

- as laterais móveis devem ser equipadas com um sistema de travamento;

- as instruções de uso devem ser estar em língua portuguesa;

- todos os berços devem ser permanentemente marcados com informações sobre a razão social, nome ou marca comercial registrada do fabricante, distribuidor ou varejista, juntamente com meios adicionais de identificação do produto;

- caso o colchão não seja uma parte integrante do berço, deverá existir uma marcação, na base do berço, recomendando o uso de colchões com espessura máxima permitida de 120 milímetros.

Então, mamães e papais atenção na hora da compra do bercinho onde seu bem precioso vai passar boa parte do tempo (pelo menos nos primeiros meses).

Beijos

@conversinhadmae

Com informações Inmetro e G1

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