segunda-feira, 6 de junho de 2011

Teste do pezinho - de grande importância

Bia em seus primeiros dias de vida fazendo o Teste do Pezinho
Assim que o bebê nasce, uma das coisas mais importantes nos primeiros dias de vida e que as mamães não podem esquecer de fazer é a triagem neonatal, o mais conhecido  Teste do Pezinho, criado há 10 anos, no dia 6 de junho. O teste é um exame laboratorial simples, mas que tem a importância de detectar de forma precoce doenças metabólicas, genéticas ou infecciosas que podem causar lesões irreversíveis no bebê. A maioria das doenças pesquisadas durante o Teste do Pezinho pode ser tratada com sucesso, se diagnosticada antes mesmo de os primeiros sintomas se apresentarem.

Toda criança deve passar pelo Teste do Pezinho. Confesso: dá uma dó danada ver a enfermeira pegar aquele objeto perfuro-cortante no calcanharzinho do nosso bebê até furar e ficar espremendo até sair a quantidade de sangue suficiente até preencher a cartelinha do exame. Mas quando a gente pensa o benefício que ele pode trazer até dá pra relevar, né mamães?! Lembro que quando minha filhota Beatriz, hoje com quatro anos, foi fazer eu não tive coragem de segurar ela no colo e dei pra minha mãe fazer isso.

O ideal é que o Teste do Pezinho seja feito a partir do terceiro até o sétimo dia de vida do bebê, gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas nada impede que seja realizado depois. Lembrando que o quanto antes for feito, melhor para descobrir se algo estiver errado. Existem três tipos de teste: Básico, Ampliado e Plus. Diversas são as doenças que podem ser detectadas através do Teste do Pezinho. Veja a seguir algumas delas e o que podem causar:

Fenilcetonúria
Distúrbio genético no qual um dos aminoácidos presentes no leite pode prejudicar a saúde do bebê causando retardo mental grave.

Galactosemia
A galactose presente no leite causa, nas crianças com galactosemia, um quadro grave marcado por catarata, convulsões e diarréia.

Hipotireoidismo
A falta do hormônio produzido na glândula tireóide causa deficiência mental e retardo de crescimento.

Hiperplasia Adrenal
Distúrbio no metabolismo que pode levar à desidratação aguda e na menina, a masculinização dos órgãos genitais.

Fibrose cística
Doença genética que causa problemas respiratórios e gastrointestinais crônicos.

Deficiência de Biotinidase
A carência da biotina pode levar a convulsões, falta de equilíbrio, hipotonia, lesões na pele, perda de audição, retardo no desenvolvimento a acidose metabólica.

Toxoplasmose
Infecção adquirida pela gestante que, se transmitida ao feto, pode causar microcefalia, lesões oculares entre outros.

G6PD
A deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase é a enzimopatia mais comum podendo apresentar grave icterícia neonatal (“amarelão”) ou anemia hemolítica (ruptura dos glóbulos vermelhos).

Rubéola
Infecção viral transmitida pela mãe ao feto que pode causar deficiência mental, retardo no crescimento, deficiência auditiva, defeitos cardíacos, catarata, lesões ósseas e outros problemas.

Anemia falciforme
As hemoglobinopatias são doenças causadas por anormalidades na estrutura molecular ou na produção da hemoglobina “S”. Crianças com hemoglobina anormal são altamente suscetíveis à anemia e infecções.

MCAD
Distúrbio Genético que interfere na utilização dos Ácidos Graxos como fonte de energia para o organismo. É uma doença genética potencialmente fatal que pode provocar o quadro de Síndrome da Morte Súbita.

Sífilis
A criança que adquire essa doença durante a gestação pode apresentar, ao nascimento, problemas de pele, ossos, baço, fígado e sistema nervoso. Em alguns casos, a doença só se manifesta após alguns anos.

Citomegalovirose
Entre as manifestações associadas à infecção congênita pelo citomegalovírus estão a hidrocefalia, calcificações cerebrais e seqüelas visuais, auditivas e mentais.

Doença de Chagas
Parasitose que, quando adquirida na gestação, pode se manifestar por anemia, febre, dores musculares, lesões ósseas e graus variados de problemas cardíacos.

Aids
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida pode ser transmitida ao feto pela mãe contaminada pelo vírus HIV.

Beijos

@conversinhadmae


Fonte: www.testedopezinho.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário