quarta-feira, 8 de junho de 2011


Mamães, papais, titios e titias, vovós e dindos, todo mundo atento para esquecer: no próximo dia 18 acontece em todo país a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite 2011. Todas as crianças menores de cinco anos (ou seja, com até 4 anos, 11 meses e 29 dias) devem tomar as duas gotinhas que previnem contra a paralisia infantil. A segunda etapa da campanha acontece em 13 de agosto.

A vacina é gratuita e pode ser tomada em qualquer posto de saúde. A meta do Ministério da Saúde é vacinar, em cada uma das etapas, pelo menos 95% do público-alvo, o que corresponde a 14.148.182 crianças de zero a até cinco anos. É muito importante levar a caderneta de vacinação, para que os profissionais de saúde possam ver se a criança está com alguma dose atrasada e assim atualizar a imunização. Então, não esqueçam.

A poliomilite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, quando a criança infectada não morre, adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a infecção se dá principalmente por via oral. O último caso de poliomielite registrado no Brasil foi em 1989, no Estado da Paraíba. Cinco anos depois, em 1994, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença.

No entanto, a doença ainda está presente em outros 26 países, sendo que em quatro deles a transmissão é constante (Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão) E para que o Brasil continue com o título de livre da pólio é fundamental que todas as crianças nessa faixa etária sejam vacinadas contra a doença. Por isso é tão importante que nós, pais, façamos a nossa parte.

A vacina contra a pólio só é contraindicada para crianças que tenham problemas com imunodepressão (como pacientes de câncer e aids ou de outras doenças e ou tratamentos que afetem o sistema imunológico, de defesas do organismo) e tenha tido reação alérgica severa a dose anterior das vacinas. Os pequenos que estiverem com febre acima de 38º ou com alguma infecção no dia da imunização devem ser avaliadas por um médico antes de receberem a dose.

Livres do sarampo
Também no dia 18 crianças com idade entre um ano e menores que sete dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo devem ser vacinadas contra o sarampo. Mesmo que essas crianças já tenham sido imunizadas contra a doença antes devem receber a vacina. O objetivo do Ministério da Saúde é proteger nossos pequenos dos casos que possam vir de fora do país. Dez casos de sarampo foram confirmados este ano, até maio, no Brasil: três no Rio de Janeiro, três no Rio Grande do Sul e um em São Paulo, Bahia, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, cada, todos em pessoas não vacinadas que viajaram ao exterior ou que tiveram contato com viajantes portadores da doença.

As crianças que residem em municípios dos demais estados do país serão vacinadas contra o sarampo no dia 13 de agosto, quando tem início a segunda etapa de vacinação contra a pólio. Esta vacinação contra o sarampo é chamada “campanha de seguimento” e costuma ocorrer em intervalos de três a cinco anos, para reforçar a proteção das crianças contra a doença e manter o Brasil sem transmissão disseminada do vírus do sarampo.

O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida por vírus. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, exantema (manchas avermelhadas), coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. O período de transmissão varia de quatro a seis dias antes do aparecimento de exantema até quatro dias após o surgimento das manchas. A vacina é o meio mais eficaz de prevenção.

Então, não vamos esquecer de vacinar nossos pequenos e, assim, manter essa doenças bem longe, por que, me diga, tem coisa pior do que ver nossos filhos doentes?

Beijos

@conversinhadmae

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