quinta-feira, 16 de junho de 2011

Esperança e arte como alternativas de vida


Imagino o friozinho na barriga que os adolescentes do projeto Esperançarte estão sentindo, a poucas horas do tão esperado momento de subir ao palco para mostrar um pouquinho do que aprenderam durante as oficinas de teatro, dança e música. Já é amanhã a estreia do espetáculo “Os Saltimbancos”. O musical, que ganhou versão brasileira de Chico Buarque, se tornou um clássico que encantou e continua a encantar não apenas crianças (eu mesma sou uma fã, confesso) e será apresentado no palco do Teatro Tobias Barreto, aqui em Aracaju (SE), às 19 horas, pelos 110 adolescentes que fazem parte do projeto Esperançarte.

O projeto, idealizado pelo Ministério Público estadual, através do Núcleo de Apoio à Criança e ao Adolescente (Naia), tem buscado, através da arte, dar esperança para crianças e adolescentes que vivem em abrigos da capital, na sua maioria vinda de problemas familiares, por terem sido vítimas de vários tipos de violência, como negligência ou mesmo violência sexual dentro da própria família, tornando-os protagonistas de sua própria história.


O Esperançarte oferece, uma vez por semana, oficinas de teatro, dança e música a adolescentes que vivem em nove abrigos de Aracaju – Centro de Estudos e Observação, Casa Santa Zita, Oratório de Bebé, Lar Infantil Cristo Redentor, Casa de Acolhimento Caçula Barreto, Lar Meninos de Santo Antônio, Casa de Acolhimento Izabel Abreu, Projeto Esperança e Nova Vida. O projeto tem duração de seis meses. O Esperançarte tem o patrocínio da Petrobras e parceria do Instituto Canarinhos de Sergipe (Incase) e de várias entidades públicas, como a Funcaju, Secretaria de Cultura e Fundação Renascer. 


Um dos ensaios do espetáculo (Foto: Maria Odília)
Eu tive a felicidade de acompanhar um dos ensaios do espetáculo e pude ver com meus próprios olhos o entusiasmo, a ansiedade e o empenho dos adolescentes. Em cada olhar, a expectativa de subir ao palco, mostrar um pouco do que aprenderam e, assim, fazer bonito. Mais do que falar, vale a pena mesmo é ir conferir o resultado desse projeto ao vivo, na plateia do teatro. O espetáculo tem direção geral da atriz e bailarina Tetê Nahas e direção do ator e professor de teatro André Santana, que dispensam comentários pela competência que têm. A entrada é gratuita. Fica então o convite.

Beijos

@conversinhadmae

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