quinta-feira, 30 de junho de 2011

Filhos crescendo e se desenvolvendo

Com quase cinco anos, percebo que minha filha Beatriz a cada dia acha que já pode ir fazendo algumas coisas sozinhas. É a sandália que já sabe calçar, as roupas que já tira sem a ajuda de um adulto, os dentes que quer escovar sozinha, fora as atividades de casa que quer ajudar. Aos poucos vou percebendo que minha pequena está crescendo. É, é a lei da vida: as crianças nascem, são totalmente dependentes de nós, vão crescendo, se desenvolvendo e cada vez mais se tornando autônomas, independentes. Ao mesmo tempo em que a gente fica feliz, porque vê que os filhos estão realmente crescendo no sentido mais amplo da palavra, percebe também que vai meio que perdendo as “rédeas” deles, né?

Dia desses, li uma matéria no portal BabyCenter Brasil falando dos marcos do desenvolvimento das crianças, mostrando algumas fases o que em cada uma delas as crianças já vão fazendo. É bem interessante. Vejam a seguir:

Quando acontece

Seu filho provavelmente vai começar a fazer coisas sozinho depois de completar um ano de idade. E, por volta de um ano e meio, ele dispara – os avanços acontecem rápida e furiosamente. Embora as crianças precisem de muita ajuda e atenção durante anos, a maioria já saberá fazer o básico – vestir-se, escovar os dentes, lavar as mãos, comer e ir ao banheiro – com por volta dos quatro anos.

Como acontece

Os sinais surgem relativamente cedo, embora seu filho não vá fazer progressos significativos até ficar maiorzinho. Lá pelos oito meses, seu bebê vai começar a entender como os objetos se relacionam entre si, e pode começar a usá-los para os fins para os quais são feitos – balbuciando no telefone de brinquedo, por exemplo.

Um pouco depois, já pode começar a aprender a beber no copo, e em poucos meses conseguirá segurar o copo sozinho (segurar com uma mão só acontece lá pelos dois anos). Aos 11 meses, ele vai até começar a esticar o braço ou perna para ajudar você a vesti-lo.

Seu filho vai começar a desenvolver seu senso de individualidade, a sua noção de “eu”, nos primeiros meses após completar um ano. Com um ano e três meses, ele vai se reconhecer no espelho – e não vai mais tentar tocar o “outro” bebê que estiver vendo.

Logo depois disso, seu filho provavelmente vai passar por uma fase de silêncio. É seu jeito de afirmar seu novo sentimento de individualidade. Com a noção do “eu” crescendo, também vão aumentar as tarefas que ele fará sozinho. Nos três anos seguintes, a criança vai:

- Usar garfo e colher: algumas crianças começam a querer usar talheres cedo, logo depois do primeiro aniversário, e a maioria consegue fazer isso até um ano e meio. Aos quatro anos de idade, seu filho provavelmente conseguirá segurar os talheres como um adulto, e estará pronto para aprender boas maneiras à mesa.


- Tirar a roupa: isso leva a muitas “caças” a crianças correndo nuas pela casa, mas é um feito importante para elas. Elas começam a fazer isso a partir de um ano, ou até um ano e oito meses.


- Escovar os dentes: a criança pode querer começar a fazer isso com mais ou menos um ano e quatro meses, mas provavelmente só conseguirá escovar os dentes sozinha entre o terceiro e o quarto aniversário. E vai precisar de supervisão até por volta dos sete anos.


- Lavar e secar as mãos: esta habilidade se desenvolve entre um ano e meio e dois anos e meio, e é algo que ela aprende antes ou junto com o uso da privada.

- Vestir-se: seu filho pode aprender a colocar roupas fáceis de vestir antes dos dois anos de idade, mas precisará de mais alguns meses até conseguir lidar com uma camiseta. Um ou dois anos depois disso, ele conseguirá se vestir sozinho de verdade. Depois do segundo aniversário, ele provavelmente conseguirá tirar os sapatos.


- Usar a privada: a maioria das crianças só está fisicamente pronta para começar o desfraldamento quando tem no mínimo dos mínimos um ano e meio. Algumas não estarão prontas mesmo aos dois anos e meio.

São bons sinais de que a criança está pronta para usar a privada: ser capaz de levantar e abaixar a calça sozinha, saber identificar a sensação de vontade de ir ao banheiro e ter uma boa comunicação verbal.

- Pegar um lanchinho sozinha: Crianças pequenas, de três anos, podem ser capazes de se servir com uma tigela de cereal matinal quando estão com fome, ou de pegar uma bolacha dentro de uma lata. A maioria consegue fazer isso aos quatro anos e meio. Se seu filho já está tentando fazer isso, ajude-o deixando o cereal e o leite em recipientes pequenos.


O que vem pela frente

Conforme os meses e anos vão passando, seu filho vai ficar cada vez melhor em cuidar de si próprio. Antes que você perceba, ele estará amarrando o cadarço do sapato e tomando banho sozinho – e daí é só questão de tempo até ele conseguir lavar a roupa e preparar o jantar, sem falar em dirigir!

Seu papel nisso tudo

Como sempre, os pais devem estar lá para incentivar. Toda vez que seu filho tentar algo novo, com sucesso ou não, diga a ele que você está orgulhoso pelo esforço que ele fez, e o estimule a tentar de novo.

Por outro lado, contenha seu impulso de correr para ajudar; é essencial que a criança tenha tempo suficiente para lidar com o que estiver fazendo sozinha, no seu próprio ritmo. Também não vale pressioná-la antes de ela estar pronta para aquela tarefa.

Seja flexível – não se preocupe tanto se o banheiro ficar uma bagunça por dias, enquanto a criança tenta lavar as mãos sozinha. Nem se desespere se, ao tentar se vestir sozinha, ela ficar andando uma semana pela casa usando combinações estranhas ou camisetas do lado contrário. Quanto mais a criança treinar, mais rápido vai aprender.

Fique de olho quando seu filho começar a tentar executar tarefas sozinho. Imponha limites, mas explique por quê: por que não é seguro ele acender o fogão ou cortar a carne no prato, por exemplo. Ele não vai gostar muito, mas no final vai acabar entendendo (ou não, mas vai ter de obedecer do mesmo jeito).

Quando se preocupar

Cada criança desenvolve as habilidades de um jeito diferente, algumas mais rápido que as outras. Se aos dois anos seu filho não demonstrar nenhum interesse em fazer pelo menos algumas coisas sozinho, converse com o pediatra. Tenha em mente que bebês que nascem prematuros podem atingir marcos do desenvolvimento um pouco mais tarde.

E aí, gostaram? Espero que sim.

Beijos

@conversinhadmae

Fonte: Portal BabyCenter
Fotos: Grupo Keystone

quarta-feira, 29 de junho de 2011

De cabeça no mundo da imaginação



Seu filho é igual à minha Beatriz que não dorme se ouvir uma boa história e folhear por alguns minutos algum livro? Se for, então tenho certeza que ele – assim como minha filhota – amaria ter uma cama como esse modelo todo especial criado pelo designer e fotógrafo japonês Yusuke Suzuki. A cama em formato de um livro gigante é um convite não só à leitura, mas a um mergulho no mundo da imaginação que as histórias contidas nos livros nos proporcionam.

Em formado de madeira, a cama-livro tem suas páginas confeccionadas em fofinhos edredons. Ela pode parecer grande, mas tem a vantagem de poder ser fechada quando as crianças não estão dormindo. Os divertidos travesseiros se transformam em marcadores ou ilustrações para as crianças compor suas histórias. Uma coisa é certa, com uma cama dessas em casa, difícil ia ser os pequenos pegarem no sono, não é? Mas que é uma fofura é!!! #fato

O que vocês acharam?

Beijos

@conversinhadmae

Com informações do blog NMagazine

terça-feira, 28 de junho de 2011

Férias: o que fazer?


Mês de junho e julho é sempre complicado para as mamães que não conseguem conciliar as férias do trabalho com as férias escolares dos filhotes. Este é o meu caso e de vááááárias outras mães que conheço. Aqui em Aracaju, as férias das crianças iniciaram há pouco mais de uma semana. Eu mesmo estou (como sempre) recorrendo à minha mãe e à minha sogra para deixar minha pequena com elas enquanto eu e meu marido trabalhamos.

Sei que nem toda mamãe tem essa sorte que eu tenho de poder deixar os filhos com as vovós ou não têm babá e aí, as que não têm férias nesse período, acabam por se descabelar, sem saber o que farão com as crianças durante 30 loooongos dias. As colônias de férias acabam por ser uma ótima opção para ocupar o tempo e gastar as energias que os pequenos têm de sobra – é ou não é?

A empresária e jornalista Karine Barbosa era uma das mamães que estavam de cabelo em pé sem saber o que fazer com a filha Malu, de cinco anos, durante os dias de férias. Ela soube de uma colônia de férias, foi lá conhecer e aprovou. Quando contou sobre as atrações à filhota, aprovação confirmada. Resultado: matriculou a garota durante as duas semanas de programação. Ela nunca havia colocado Malu antes em colônia de férias. Agora, com ela já maiorzinha, decidiu testar. “Quando expliquei como seria, ela não se conteve. Passou a contar os dias para ir”, contou.

Pela quinta vez será realizada a colônia de férias coordenada pela Tia Denise, do Colégio José Olino. Com o tema “Oficina das brincadeiras” a colônia acontece no próprio colégio, do dia 4 a 16 de julho. No período serão desenvolvidas atividades para crianças de dois a 12 anos, distribuídas por faixas etárias, como cama elástica, dança das cadeiras, show de talentos, bola maluca, confecção de fantoches, bambolê, competições esportivas, entre várias outras. As atividades acontecem das 13h30 às 17h30 e serão supervisionadas por professores da Educação Infantil do José Olino e professor de educação física.

A loja de brinquedos Zastras realiza no seu Espaço Crescer Brincando uma colônia de férias bem divertida. Todos os dias uma atração diferente: show de mágica, teatro de fantoches, salão de beleza e desfile, contadores de história, cine e pipoca, arte em bexigas, além de brinquedos bem legais e recreação, tudo com a orientação psicológica e psicopedagógica. As inscrições são limitadas, no máximo 40 crianças, de quatro a nove anos. Os pais têm a opção de deixar os pequenos uma ou duas semanas. A primeira iniciou na última segunda-feira e vai até a sexta-feira, dia 1º. A outra semana tem início no dia 4 e vai até dia 7.

Também no dia 4 tem início a colônia de férias “Levados da Breka”, realizada no Iate Clube de Aracaju, coordenada pela Tia Rosa, um espaço para o desenvolvimento de atividades recreativas. Até o 15 de julho serão várias atividades voltadas para crianças de ambos os sexos, com idade entre dois e 12 anos. Jogos recreativos, incentivo à arte, desenvolvimento da criatividade, gincana, leitura e conversas sobre temas atuais (meio ambiente, desperdício de alimentos, a importância da água, alimentação saudável, cuidados com o fogo e noções de trânsito) são alguns dos atrativos para a criançada. A colônia de férias acontece no horário das 13h30 às 17h30.

Para a as crianças que gostam de um pouco mais de aventura, uma ótima dica é a colônia de férias do grupo Peregrinos – Esportes de Aventuras. Voltada para crianças de seis a 12 anos, a proposta é tornar cada dia um dia inesquecível. A colônia acontece de 4 a 16 de julho, de segunda a sábado. O próprio grupo pega a criança em casa e de lá todos partem para uma aventura diferente a cada dia. No roteiro, Parque da Cidade, Parque da Sementeira, hotel Parque dos coqueiros, Parque dos Falcões, passeio a Lagoa Redonda, na cidade de Pirambu, entre outros, e em cada lugar são realizadas várias atividades. A colônia de férias do Peregrinos acontece nos dois turnos e há a opção de participar em uma ou duas semanas. As vagas são limitadas, pois cada monitor fica responsável por, no máximo, cinco crianças.

Minha amiga Sheyla Fonseca também não terá férias agora no meio do ano, já tinha até “ajeitado” algumas atividades para os filhos Dimitri e Hellena, de cinco e três anos, para eles aproveitarem as férias, com direito a passeios ao shopping, ida à casa do primo, entre outros programinhas. De última hora também optou por matriculá-los na colônia de férias Brincar e Aprender, da Tia Adriana, no Colégio Jardins, que acontece de 4 a 15 de julho. Ela contou que eles estão na maior expectativa.

Se você não é de Aracaju, tenho certeza que na sua cidade há também um montão de opções pra oferecer para os seus filhos. Mas, com ou sem colônia de férias, o que vale é preparar uma programação bem legal pra criançada nesse período, para que possa relaxar, curtir muito e voltar revigorada para o reinício das aulas.
E você, vai fazer o que com seus pequenos nessas férias? Não se esqueça de contar pra gente do Conversinha de Mãe. Se quiser, mande-nos fotos também, para fazermos um mural bem legal das férias. Fico esperando: conversinhademae@gmail.com.

Beijos

@conversinhadmae

Contatos:

Colônia de férias Tia Adriana - (79) 9957 5776 / 8835 4140
Colônia de férias Tia Denise – (79) 9948-8645 / 8836-8220 / 3042-6218
Iate Clube – (79) 9878-1050/ 9972-5951
Peregrinos – (79) 3043-1614 / 9920-2293
ZasTras – (79) 3246-2350

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Presente pras crianças: 15 anos do Cocoricó

"Dia de chuva": episódio inicial da nova temporada do Cocoricó
“Quem conhece a gaita já sabe quem está chegando...”, “Nos dias quentes de verão, a gente vai lá no pomar...”. Se você tem filho, sobrinho ou afilhado com até perto dos 15 anos de idade com certeza já ouviu pelo menos algumas dezenas (na melhor das hipóteses) um desses, entre tantos outros, hits do Cocoricó. Pois é, a turminha da fazenda do Júlio, que já tem amiguinhos na cidade, está completando este mês 15 anos. Estão crescendo né? Mas a amizade entre o Júlio, o cavalo Alípio, as galinhas Lola, Lilica e Zazá, o papagaio Caco, o porquinho Astolfo e seus tantos outros amiguinhos continua a mesma. Cada vez mais fortalecida.

E para comemorar a data, a TV Cultura preparou uma nova temporada da série. Os novos capítulos estão sendo exibidos sempre aos sábados, às 11h15. São 26 episódios semanais nessa nova, inclusive clipes musicais. Ao invés da fazenda, a turminha continua na cidade, hospedada no apartamento do primo do Júlio, o João, que mora com seus pais, Dora e Noel, e seu irmão Rodolfinho. Ao redor do edifício, que tem como porteiro Dorivaldo, há um beco, onde acontecem muitas brincadeiras.

Embora estejam na cidade grande, o Cocoricó não perdeu sua essência rural, pois o Júlio sempre se lembra dos queridos que deixou lá, como a Avó, o Avô, a galinha Lola, o porquinho Astolfo, a indiazinha Oriba, entre tantos outros. Uma das grandes novidades dessa nova temporada da série é um novo personagem: o Mauro, que é deficiente visual. Amigo de Júlio, ele mora na fazenda vizinha ao Paiol e visita seus amigos na metrópole, quando aproveita para brincar e jogar bola com a Turma. É uma forma que os escritores da série encontraram de estar abordando com as crianças a questão da inclusão social.

Desde que nasceu, a série Cocoricó encanta crianças de todas as idades.  O programa, que conta as histórias de um garoto do campo e sua turma em grandes aventuras, sempre educativas, foi ao ar em 1996. A atração exibida pela TV Cultura é sinônimo de sucesso. Já ganhou oito prêmios, sendo três internacionais. Ganhou a premiação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 1996, como Melhor Programa Infantil de TV. Em 1997 foi o vencedor do 4º Festival Internacional de Cinema para Crianças e Jovens do Prêmio Unesco.

Em 2004 arrematou o 7º Festival de Cinema Infantil da Cidade de Guayana, na Venezuela, nas categorias Melhor Série de Televisão e Melhor Música. No ano de 2003 o Cocoricó foi vencedor do 1º Festival Prix Jeunesse Ibero-americano. Atualmente, a série é exibida em pelo menos quatro países além do Brasil, e comercializou, apenas no ano passado, 6,5 milhões de produtos com a sua marca.

Desejamos vida longa ao Júlio e sua turma, que venham sempre com histórias novas e novidades educativas para as crianças. A nossa televisão (em especial a de programação aberta) agradece.

Beijos

@conversinhadmae

Com informações da TV Cultura

domingo, 26 de junho de 2011

O pior dia de minha vida

Última foto publicada pelo cantor no blog que tem
sobre seu relacionamento com o filho Gabriel

Passei esses dias todos sem postar nada aqui no blog porque aproveitei o feriadão e me mandei com Alex e Bia para o interior, para o sítio do meu avô. Mas ontem, pelo Twitter, vi que o vocalista Bruno Gouveia, do Biquini Cavadão –, que na semana passada perdeu, seu filho de 2 anos e 10 meses tragicamente (se é que tem alguma forma de se perder um filho que não seja trágica) num acidente de helicóptero – havia postado no blog do grupo um texto sobre essa perda. Não pensei duas vezes em compartilhar com vocês aqui do Conversinha de Mãe. É, realmente, emocionante. Leiam.

“O pior dia de minha vida
Caros amigos, parentes e fãs

Queria começar este post agradecendo a todos pela solidariedade, pelas mensagens de carinho, força, amor, fé, esperança por dias melhores. Em especial, meus familiares e toda equipe de minha banda, o Biquini Cavadão. Meu irmão Fábio e meu amigo Antônio Bindi conseguiram me isolar enquanto eu estava nos Estados Unidos para compor músicas pro novo disco. Sem celular e acesso a internet, não soube do ocorrido. Tinha acabado de chegar de Los Angeles em Nova Iorque. Eu e Coelho pegamos vôos diferentes e nos encontramos no aeroporto. Era para ficarmos três dias na cidade compondo com uma artista neozelandeza. Entretanto, ao encontrar meu guitarrista ele me avisou que tínhamos de voltar para “fazer um show muito importante”. Era cedo em Nova Iorque e passamos o nosso único dia na cidade perambulando pelas ruas até a hora de voltar para o aeroporto. Foi fundamental o seu cuidado comigo, me isolando de possíveis brasileiros que pudessem me dar a trágica notícia. Até no aeroporto, ele conseguiu que eu ficasse em uma sala VIP sem que eu desconfiasse de nada. Ao mesmo tempo, minha namorada Izabella me ocupava o tempo todo, distraindo-me com intermináveis ligações. Ela, cantora da banda Menina do Céu, enviou uma substituta para seus shows e ficou falando sem parar comigo, me distraindo carinhosamente. Por vezes, eu dizia que estava cansado de falar e queria aproveitar a cidade. Ela então enviava mensagens de texto para Coelho: “Ele cansou, agora, segure as pontas!”. E assim, longas horas se passaram até que o avião finalmente decolasse com destino ao Rio.

Ao chegar, fui recepcionado por uma delegação que cuidou de acelerar os tramites com imigração e alfândega (agradeço ao Governador Sergio Cabral por todo este cuidado). Nem assim, desconfiei. Pensava apenas “Nossa, este show deve ser importante mesmo!”. Para evitar sair pela porta principal, onde jornalistas nos aguardavam, me fizeram passar por trás, saindo pelo desembarque doméstico, onde fui recebido pelo meu produtor. Ele me recebeu correndo e me disse para entrar numa sala. Achei que, pela pressa toda em me retirar do local, eu devesse entrar num taxi ou ônibus para o local do show. Ouvi apenas, você tem que dar uma entrevista para a TV Globo. E foi então que notei, ao entrar na sala, que não havia show algum para ser feito, muito menos entrevista.

O primeiro que vi foi Miguel, tecladista do Biquini, mas logo estranhei a presença de Izabella. Numa rápida passada de olhos, notei que meus familiares estavam ali. Todos, menos meu pai.

- Eu já sei porque estou aqui. – tentei adivinhar

- Você sabe? – perguntou minha mãe, chorando

- Bruno, sente-se por favor – pedia meu irmão

- Meu pai….. – balbuciei

- Ele está bem, Bruno, seu pai está bem. – alguém que não me lembro, me avisou

Meu irmão insistiu para que eu sentasse enquanto começava a me dizer que uma imensa tragédia havia se abatido sobre nós.

- Gabriel ? – temi acertar

Então, meu irmão respirou fundo e me contou que Gabriel e a minha ex-mulher Fernanda haviam morrido num desastre de helicóptero em Trancoso. A irmã de Fernanda, Jordana, e seu filho Lucas, também pereceram. Me contou tudo que houve, que Fernanda ainda chegou com vida à praia mas faleceu no hospital.

- Eu não estou ouvindo isso – repetia

E os detalhes eram falados como um esparadrapo arrancado da pele: rapidamente e com muita dor.

- Meu anjinho…. – eu só conseguia dizer isso

E neste momento, Miguel, Birita, minha mãe, Izabella, todos me abraçaram e choraram muito. Eu continuava com os olhos arregalados em total choque. Magal, baixista, não parava de soluçar. Minha tia avó estava inconsolável. Cada um ali sofria minha dor que estava apenas começando.

Com a fala ofegante, eu recusei os remédios, queria ter consciência dos meus atos, e apenas pedi: por favor, me levem a eles. Uma van nos esperava e fomos direto ao Cemitério São João Baptista. Fernanda e Gabriel seriam sepultados juntos no jazigo da minha família.

Permaneci em total estado de choque. Pessoas me cumprimentavam. Colegas de estrada, amigos de longa data, diversos parentes. Minha prima Regina Casé me consolava, mas não era capaz de assimilar o que ela dizia. Sheik, da primeira formação da banda, com quem não falava há muitos anos, se reencontrou comigo. Jornalistas, músicos, primos que vieram de outras cidades, além da sofrida família de minha ex-mulher velavam os dois caixões. Não podia abri-los. No topo, apenas as fotos dos dois. O dia estava bonito e tudo parecia uma cidade cenográfica. Eu certamente acordaria deste sonho, acreditava. Em vão. A coroa de flores do Biquini dizia “Hang on, Be Strong”. Que ironia! Eram os versos de uma música em inglês que fizemos com a cantora Beth Hart em Los Angeles que diziam

Hang on, be strong/ sometimes life can slip away/

Segure firme, seja forte / Às vezes, a vida pode te escapar

Sem saber, havia composto nesta viagem a letra da música para me amparar!

Gabriel viveu 2 anos e dez meses. Tive a felicidade e honra de ser mais que um pai. Eu me apelidava de “pãe”. Logo que ele nasceu, pedi à mãe que, uma vez que a amamentação era um privilégio dela, que o banho dele fosse o meu. E todos os dias eu o banhava, trocava suas fraldas, ninava e o colocava para dormir. Viajava muito mas, em seguida, pegava o primeiro voo para vê-lo acordar e poder passear na pracinha. Eu era o único homem em meio a tantas mães e babás. Tive noites mal dormidas, traduzi-lhe com beijos o que diziam as palavras. Igualmente era o único pai nas aulas de natação para bebês. Participei de cada momento de sua vida com um mergulho intenso e de cabeça.

Fernanda foi minha mulher e companheira por dez anos, convivendo numa querida família. Em 2007, decidimos ter nosso filho e ele nasceu no dia dos pais – o maior presente que poderia receber. Por sorte ou coincidência, não tive show no dia e pude vê-lo nascer. Infelizmente, nosso relacionamento passou por crises que culminaram com nosso afastamento como casal. Divórcios sempre são estressantes mas acreditava que o tempo curaria as feridas e seríamos bons amigos.

Nós dois éramos muito ligados ao Gabriel e eu era um pai coruja que beirava o chato. Meu único assunto era ele. Os fãs se deliciavam, enquanto eu mostrava fotos mais recentes. Também fiz vários videoclipes e, junto com minha ex-mulher, postamos tudo no blog http://mimevoce.blogspot.com contando desde a gestação, passando pelo nascimento e por todos os detalhes do seu dia a dia.

Perdi duas pessoas que marcaram minha vida. E quando o padre perguntou no velório se alguém queria dizer algo, eu levantei o braço. Tirei todas as forças de dentro de mim e cantei:

Tudo que viceja, também pode agonizar… e perder seu brilho em poucas semanas….
E não podemos evitar que a vida / trabalhe com o seu relógio invisível/ tirando o tempo de tudo que é perecivel

Entre soluços e lágrimas, muitos presentes me acompanharam ao som de Impossível, sucesso do Biquini Cavadão.
O detalhe é que cantei “é impossível esquecer vocês”

Ao enterra-los, veio então a difícil tarefa de voltar pra casa e ver seus brinquedos, roupas, abrir a mala e ver tudo que comprei para ele. A palavra para definir o sentimento desde então é DOR. Não uma dor latente, insistente ou aguda. É uma dor que te assalta, te maltrata e te exaspera.
Continuava chorando pouco. Só dizia para todos: “O que está acontecendo comigo? Dediquei minha vida a alegrar as pessoas, por que motivo agora tiram de mim a maior alegria de minha vida”? Incapaz de desabafar, decidi provocar o meu choro. Vi vários vídeos de meu filho, um após o outro, até que veio o grito, a dor, como uma erupção vulcânica. Urros ensurdecedores. Os vizinhos batiam à porta perguntando o que fazer para me consolar. Minha mãe em prantos, Izabella me confortando sem parar. Foi horrível, mas me senti aliviado ao conseguir. Outros descarregos deste tipo vieram ao longo da semana.

Tenho dois shows neste sábado e domingo. Depois de muito pensar, decidi fazê-los. Chamei meu amigo Marcelo Hayena, do Uns e Outros. Ele estará por perto, caso me falte a voz. Ainda assim, estou confiante em cantá-lo até o fim. O motivo é simples. Meu filho nunca viu um show meu, por ser muito pequeno. Agora, ele tem cadeira cativa. E quero fazer para o meu Gabriel, o show mais lindo do mundo. E assim serão todos que eu puder fazer pro resto de minha vida!

Obrigado a todos pela força. Não consegui ler nem metade dos recados, mas deixo aqui o meu muito obrigado emocionado e meu consolo a todos que pereceram no desastre, em especial minha querida Jordana e meu sobrinho Luquinha.

Foi o pior dia de minha vida, mas cada reza, energia, força, recado, me amparou muito. Ainda sofro mas, de agora em diante, terei de viver um dia de cada vez.

Beijem seus filhos com carinho e fiquem com Deus.

Bruno Gouveia”

Gente, difícil ler isso tudo e não pensar (mesmo pedindo a Deus com todas as forças que isso nunca nos aconteça): “E se fossem comigo?”. Mas a única coisa que podemos fazer é pedir a Deus que dê muita força, para o Bruno conseguir passar por esse momento.

Beijos

@conversinhadmae

terça-feira, 21 de junho de 2011

Quem brinca com fogo acaba se queimando

Eles podem ser bonitinhos, engraçadinhos, coloridos, virem travestidos de novidades, mas por trás há sempre um grande perigo. Sim, estou falando dos fogos de artifício. Nessa época do ano, eles acabam trazendo mais perigo, por conta dos festejos juninos. Aqui na região Nordeste, onde moro, a tradição junina é muito forte e, por consequência, a da queima de fogos também.

Por mais que se façam campanhas de alertas, todos os anos a situação se repete. Centenas de pessoas, durante as comemorações de Santo Antônio, São João e São Pedro, terminam vítimas de queimaduras por fogos de artifício, muitas delas são crianças. Pessoinhas de quatro, cinco, oito anos que pensavam que estavam apenas brincando com um “foguinho inofensivo”. O que acho um absurdo maior ainda é que na maioria das vezes são os próprios pais ou familiares que compram os fogos com a intenção de fazer a crianças se divertirem. Ah, me desculpe se você pensa diferente, mas não entendo como diversão uma coisa tão perigosa, que pode fazer tanto mal. 
Já cansei de, nessa época do ano, ir para urgência de hospital para fazer matéria e encontrar, em meio aos adultos, crianças que ficaram gravemente feridas por conta de fogos, quando não mutiladas. Aí, gente, não dá mais pra voltar atrás, né? Além do longo e doloroso período de tratamento e recuperação, as queimaduras deixam sequelas para vida toda. Vale lembrar que o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 81, proíbe a venda de fogos de artifícios a menores de idade.

Aqui em Sergipe, temos uma das melhores Unidades de Tratamento de Queimados (UTQ) do país, no Hospital João Alves Filho, o maior hospital público do Estado. Quando chega esta época do ano, ela já está preparada para atender à demanda que cresce consideravelmente, por conta, principalmente, de queimaduras com fogos de artifícios, alimentos e líquidos quentes. Segundo a direção, com a proximidade dos festejos juninos, há um aumento em torno de 200% dos casos de queimados.

Este ano, a estrutura de atendimento foi ampliada para atender a tantos casos. Além da UTQ e do pronto-socorro, uma ala com oito leitos de retaguarda e uma equipe especializada composta por dois cirurgiões plásticos, enfermeiros e técnicos, foi preparada para atender queimados. Na UTQ, são mais 14 leitos, sendo quatro deles para crianças.

Os casos mais graves de queimaduras que chegam são os que acontecem em fábricas clandestinas de fogos, além das pessoas que se queimam quando vão “brincar”, com bombas, bombinhas, espadas, buscapés, rojões, entre outros tipos. Mas há também muitos casos de queimaduras ocorridas durante a preparação de alimentos típicos desse período, líquidos superaquecidos e substâncias inflamáveis, muitas vezes usadas para acender as fogueiras.

Em caso de queimadura, deve-se evitar colocar qualquer tipo de produto sobre o local. A primeira e fundamental medida é lavar a área com muita água e envolver a região com um pano úmido e encaminhar a vítima imediatamente para o hospital. Nunca coloque na parte queimada produtos como leite, manteiga, óleo de comida, cebola ou clara de ovo, tampouco por pomadas sobre a área queimada, sem orientação médica, pois piorar a lesão.

Não esqueçam: quem brinca com fogo, quase sempre acaba se queimando!

Beijos

@conversinhadmae

Dicas de prevenção - queimadura


A queimadura é um dos tipos de acidentes em crianças que mais deixam sequelas permanentes. As crianças são mais vulneráveis à queimadura, pois têm a pele mais fina que a dos adultos. No corpinho delas, o alta temperatura atinge mais rapidamente.
O tratamento, na maioria das vezes, é dolorido e demorado. 

Às vezes alguns descuidos ou mesmo uma pequena falta de atenção podem causar uma tragédia. É uma tomada sem proteção, o cabo da panela que ficou para fora do fogão ou materiais inflamáveis que deixamos ao alcance das crianças. A cozinha é a grande área de risco no que se refere a queimadura em crianças.

Então, a atenção deve ser redobradíssima no local. Na hora de preparar os alimentos, deve ser lei: CRIANÇA FORA DA COZINHA, para evitar acidentes, não só agora no período junino, mas sempre.

A ONG Criança Segura dá algumas dicas de como proteger as crianças de queimaduras e o blog Conversinha de Mãe traz algumas delas para vocês. Mais informações no site www.criancasegura.org.br:

Como proteger a criança de uma queimadura

• Mantenha a criança longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições;

• Cozinhe nas bocas de trás do fogão e sempre com os cabos das panelas virados para trás, para evitar que as crianças virem os conteúdos sobre elas. O uso de protetores de fogão é um cuidado a mais para evitar que a criança tenha acesso às panelas;

• Evite carregar as crianças no colo enquanto mexe em panelas no fogão ou manipula líquidos quentes. Até um simples cafezinho pode provocar graves queimaduras na pele de um bebê;

• Quando estiver tomando ou segurando líquidos quentes, fique longe das crianças;

• Não utilize toalhas de mesa compridas ou jogos americanos. As mãozinhas curiosas podem puxar estes tecidos, causando escaldadura ou queimadura de contato;

• Durante o banho do bebê: coloque primeiro a água fria e verifique a temperatura da banheira com o cotovelo ou dorso da mão;

• Não deixe as crianças brincarem por perto quando você estiver passando roupa nem largue o ferro elétrico ligado sem vigilância. Cuidado com os fios dos outros eletrodomésticos. Se possível, mantenha-os no alto;

• Fogos de artifício devem ser manipulados por profissionais e NUNCA por crianças.
Nas festas juninas não permita brincadeiras com balões ou de saltar fogueira.

• As tomadas devem estar protegidas por tampas apropriadas, esparadrapo, fita isolante ou mesmo cobertas por móveis;

• Fios elétricos devem estar isolados e longe do alcance das crianças;

• Só permita que as crianças empinem pipas em campos abertos, com boa visibilidade, sem a presença de fios e postes de eletricidade. Oriente-as quanto aos riscos do uso do cerol e de retirar a pipa caso enrosque na rede;

• Não deixe fósforos, isqueiros e outras fontes de energia ao alcance das crianças;

• Guarde todos os líquidos inflamáveis em locais altos e trancados, longe do alcance das crianças;

• Muito cuidado com o álcool. Ele é responsável por um grande número de queimaduras graves em crianças. Guarde o produto longe do alcance delas. Não deixe que ele faça parte da brincadeira, principalmente quando já houver alguma fogueira ou chama por perto. O mais seguro é substituir qualquer versão de álcool por outros produtos de limpeza doméstica, como água e sabão;

• Nunca jogue álcool engarrafado sobre chamas ou brasas, nem utilize este produto para cozinhar. O álcool poderá explodir, provocando queimaduras graves ou até fatais;

• Velas ou candeeiros acesos em móveis de madeira, perto de cortina, mosquiteiro ou colchões podem causar incêndio em poucos minutos;

• Só acenda velas em recipientes fundos (como jarros de vidro) ou num prato fundo com água;

• Apague velas e candeeiros quando sair de casa, mesmo que seja uma ida a casa da vizinha;

• Deixe itens inflamáveis como roupas, móveis, jornais e revistas longe da lareira, do aquecedor e do radiador;

• Tire todos os aquecedores portáteis do alcance das crianças;

Fonte: ONG Criança Segura

Hoje é o seu dia – Yasmin


Oba, hoje é dia de aniversário na família. Melhor ainda: aniversário de criança. É que hoje é o niver de dois anos de minha sobrinha (a única menina) Yasmin, que completa dois anos. Ela é filha de minha irmã Darlene e irmã de Yan, que completou 10 anos também este mês.

Não contem pra ela, viu, mas a data vai ser comemorada logo mais só entre nós da família. É que é surpresa para ela. Rsrsrs. Queremos ver a carinha dela quando vir todo mundo de noite em sua casa.

Yasmin é daquele tipo de criança que parece que vive direto ligada na tomada de 220v. Não para um minuto e não se pode perder ela de vista. Digo a minha irmã que ela veio por encomenda. Que o diga minha mãe, né? Rsrsrs. Mas neste dia o que eu e o blog Conversinha de Mãe desejamos é que ela possa crescer cada dia mais uma criança com saúde, inteligente, obediente e cercada pelo amor de sua família e seus amiguinhos. Parabéns, Mimim.

Beijos

@conversinhadmae

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Vem aí Aline Barros & Cia 3. Oba!!!


Quem acompanha o Conversinha de Mãe regularmente sabe que eu sou fã (assumida) da cantora Aline Barros. Acho que tenho todos os CDs, DVDs, normais e infantis. São bons demais! Sim, mas a grande novidade é que ela está gravando a nova edição do CD e DVD da série “Aline Barros & Cia”. Eba, mamães, já podem soltar fogos. Todas amigas que têm o DVD dizem que os filhotes amam e ficam de olhos vidrados na telinha quando ela solta a voz. Nem mesmo o barrigão da sua princesinha que está a caminho tem diminuido o pique da cantora.

“Dança do Pinguim”, “Homenzinho Torto”, “Pula, pula”, “Som da Alegria, “Dança do Quaquito”, “Melô do sapo”, entre outros, são alguns dos hits mais conhecidos pela criançada. Pelo que a gravadora tem adiantado (quase nada, é verdade, para não estragar a surpresa), o Aline Barros & Cia 3 promete manter a linha. A cantora já colocou voz em todas as músicas do novo disco e já iniciou as gravações do DVD.


Em seu Twitter, a diretora da gravadora MK Publicitá, Yvelise de Oliveira (yveliseoliveira), soltou algumas coisinhas sobre a gravação do DVD e, o melhor, com fotos. Claro que o Conversinha de Mãe mostra um pouquinho disso tudo aqui. No microblog, Yvelise adianta que Aline vai usar vááááários penteados. “Mas quem disse que é moleza? São 15 cabelos diferenteeeeeeees! E @aline_barros se divertindo! Kkkkk.”.



Então, vamos ficar com água na boca e esperando o DVD chegar às lojas pra saber todas as novidades, tin tin por tin tin.

Beijos

@conversinhadmae

domingo, 19 de junho de 2011


A gente que é mãe sabe que às vezes tem que usar estratégias diferentes para convencer os filhos. Às vezes o resultado é bem melhor do que mandar, não é mesmo? Bia, minha filha de quatro anos, desde pequena gosta muito de suco, de quase tudo que é fruta. Diferente de algumas crianças, ela sempre gostou de suco de jenipapo, uma fruta típica aqui do Nordeste. Mas depois da última vez que ficou doente percebi que ela enjoou um pouco.

Ontem, o suco que tinha pronto para ela tomar no almoço era de jenipapo e, como não estava a fim de fazer outro, acabei oferecendo a ela esse mesmo. Na hora ela fez uma carinha feia, de quem não queria, e eu sai com essa:

- Mas filha, você sempre gostou de suco de jenipapo. E você não quer ficar bonita e inteligente assim como a mamãe, que gosta tanto de suco de jenipapo, desde pequena?

E ela...

- Ah, se eu soubesse disso antes...

E prontamente tomou todo suco e depois ainda repetiu.

Viu como e para que servem os exemplos. Rsrsrs

Beijos

@conversinhadmae

De outro país

Essa tirada não foi da Bia, minha filha. Foi enviada por minha amiga e seguidora do blog Sheyla Fonseca. Ela nos conta uma das deduções de seu filho mais velho, o Dimitri. Leiam a seguir.

Dimitri e suas deduções

“Lendo o post tiradas da Bia, lembrei de um episódio recente que aconteceu lá em casa. Meu filho Dimitri, de cinco anos, é um prodígio e precoce em tudo. É tanto que a coordenadora da escolinha comentou comigo que pensa em colocá-lo no segundo semestre no primeiro ano e a tia do Inglês também pensa em avançá-lo uma turma, mas ainda estamos conversando para ver se ele está realmente preparado para isso. 

Sou muito rigorosa na educação dos meus filhos – tenho também Hellena, com três anos. Sempre que eles falam alguma palavrinha errada tento corrigir falando a correta. Faço isso desde que eles começaram a falar as primeiras palavrinhas. Claro que até cinco anos as crianças trocam letras e falam “erradinho”, mas, segundo os fonoaudiólogos, os pais têm papel importante nesse processo. Devemos ficar atentos, pois muitas vezes a criança tem mesmo algum problema que precisa ser avaliado.

Não concordo com pais que acham normal quando o filho fala errado e nunca corrigem por achar bonitinho. Dimitri desde que aprendeu a falar, muito poucas vezes falou errado – até mesmo aqueles erros comuns que toda criança comete, como trocar o “R” pelo “L” ou não falar palavras no plural ou inventar o plural de algumas – e ainda corrige quando alguém fala alguma palavra errada perto dele, seja criança ou até mesmo adulto. 

Ele vive questionando porque as pessoas daqui de Aracaju falam “peithu”, “oithu”, “sabeno”, “andano”, “falano”, não entende e fica dizendo que na escolinha alguns coleguinhas falam assim. Tento explicar que está errado e que os coleguinhas logo aprenderão a falar corretamente. E nisso ele também não perde a oportunidade de corrigir a irmãzinha, que ainda troca algumas letrinhas.

Quando não estão na escola, os dois ficam com minha mãe. Outro dia ele veio me perguntar:

- Mãe, por que vovó fala errado?

Pensei: “Ai meu Deus, como explicar a meu filho de cinco anos que a vó quando criança não teve oportunidade de estudar e por isso não fala corretamente algumas palavras?”.  Então comecei dizendo que vovó não sabia falar direito porque quando era pequena não teve como ir para escolinha. Fui na verdade tentando achar a melhor forma de dizer e antes que eu concluísse ele me saiu com essa: 

- Mãe, não precisa explicar não. Eu já sei porque vovó não sabe falar direito: ela é de outro país. 

- Outro país? Como assim? 

- É, mãe, você não sabe que minha vó é africana, por isso que ela é da cor de café sem leite e fala errado o português.

Nesse momento olhei para William (pai dos meninos) e ficamos pasmos, sem ação e nenhuma palavra veio à minha boca para dar continuidade ao assunto.”

É, às vezes essas coisinhas pequenas nos deixam sem palavras com suas tiradas.
Faça como Sheyla, mande as tiradas dos seus pequenos também para nós: conversinhademae@gmail.com.

Beijos

@conversinhadmae

sábado, 18 de junho de 2011

Realmente um espetáculo!!!


Fiquei com o coração na mão pensando que não fosse conseguir chegar a tempo para assistir o tão esperado espetáculo “Os Saltimbancos”, com os meninos do Projeto Esperançarte. Mas, graças a Deus, apesar da correria de ontem, cheguei ao Teatro Tobias Barreto logo no iníciozinho do musical. Gente, foi lindo! Lindo mesmo!!! Que resultado bonito ver aqueles mais de 100 adolescentes e crianças no palco mostrando tudo que aprenderam.

Se a história dos Saltimbancos já é uma lição de superação e amizade, vê-la sendo interpretada por meninos e meninos que, apesar da pouca idade, já vivenciaram (ou ainda vivenciam) uma história de vida tão difícil, marcada por problemas familiares, violência, negligência, é ainda mais emocionante. Foi, realmente, comovente.

O figurino foi um detalhe à parte. Que esmero, que primor a produção teve em levar ao palco o melhor. Coisa bem a cara de Tetê Nahas – atriz, bailarina e coordenadora do projeto e do espetáculo –, de André Santana – ator que participou da coordenação – e também do meu amigo jornalista Pedro Carregosa. Apesar de encenada por amadores, a peça não deixou a desejar em nada a certos espetáculos de companhias de fora que vêm se apresentar aqui em Sergipe.


O espetáculo “Os Saltimbancos” foi a primeira apresentação pública do grupo formado por crianças e adolescentes que vivem em nove casas de acolhimento de Aracaju (SE) e participam do Projeto Esperançarte, idealizado pelo Núcleo de Apoio à Infância (Naia) do Ministério Público estadual, e patrocinado pela Petrobras, que tem apoio de diversas outras instituições, como o Incase, Secult, Funcaju e Fundação Renascer. Ao final do projeto, em outubro próximo, eles irão apresentar outro espetáculo. Com certeza esse deixou todo mundo que lotou o TTB com água na boca, com gostinho de quero mais. E eu quero ir novamente!!

Bia fez questão de tirar fotos com os atores da peça



Beijos

@conversinhadmae

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ela foi assim – encerramento das aulas


Depois de uma semana cheia de provinhas – português, matemática, ciências e história e geografia –, hoje foi o último dia de aula de minha pequena Beatriz. Um dia mais light, onde eles só iam mesmo para pegar o resultado e participar da confraternização de encerramento do semestre. Pela primeira vez vi minha filha tão ansiosa por uma festinha. Ah, meu Deus, será o prenúncio de que ela, beeem diferente da mãe, irá gostar tanto de festas?

Desde que a “tia” mandou o comunicado na agenda informando sobre a comemoração que ela não falava em outra coisa. Ontem, a história se agravou. A toda hora era uma “perguntação” só sobre o que ela iria vestir, como iria arrumar o cabelo. Me veio até com uma de que eu não inventasse de mandar ela com calça, repare?! Queria até que eu fosse ao shopping comprar uma roupa nova – pior, uma bendita de uma fantasia de Princesa que ela cismou que “precisa” usar um dia. Tive que dar uma freada para acalmar um pouco os ânimos dela.


Enfim, optei por uma roupa mais leve e confortável para que ela pudesse brincar bem à vontade. Vesti uma camisa xadrez – tudo a ver com esse período junino –, um short jeans e um tênis da Moranguinho que ela gosta muito. Nos cabelos (ah, quanta vaidade com essas madeixas!), fiz duas tranças pra deixá-los domados e ela com carinha de caipira. No final, ela acabou gostando e aprovando o resultado. Pra minha sorte.

Beijos

@conversinhadmae