quarta-feira, 6 de abril de 2011

Perguntas difíceis

Como vocês sabem, tenho uma filha com quatro anos, a Beatriz. Apesar da pouca idade, a menina é conversadeira ao extremo (ô, que o digam suas professoras), esperta e ligada em tudo que se passa ao seu redor. Até as coisas que a gente pensa que passaram despercebidas, lá está dona Bia fazendo seus comentários e pedindo explicações. E sempre foi assim, desde que ela começou a deslanchar a falar.

E, como toda criança na faixa etária dela, gosta de fazer umas perguntas que a gente fica se perguntando de onde saiu tal curiosidade. Outro dia, do nada, ela veio me perguntar o que era bactéria. Pois, então, imagine, o que eu, que nunca nem fui ligada em biologia, iria responder para uma criança de quatro anos o que é uma bactéria. Pensei por alguns segundos (sim, você que é mãe sabe que eles querem respostas imediatas) e a primeira coisa que me veio à mente foi dizer que eram bichinhos bem pequenininhos que a gente não vê. Que me perdoem os médicos, biomédicos e biólogos pela qualidade da resposta.

Ela quis detalhar o assunto e foi perguntar ao pai. Aí Alex explicou que as bactérias são seres vivos bem pequenos que podem transmitir doenças e por conta de seu tamanho só podem ser vistos através de microscópio. Vocês já imaginam, né? Surgiu então outra pergunta: o que é um microscópio? Aí, novamente, foi a vez do papai explicar. Mas o fato é que nós, que temos filhos, diariamente devemos estar preparados para essas inevitáveis perguntinhas. É fato!

Outro dia, minha amiga Cristine Britto, mãe de Luiza e Clara, também jornalista, me perguntou qual tinha sido a pergunta mais inesperada que Bia já tinha me feito, pois a sobrinha dela tinha perguntado quem tinha acendido a Lua (dá pra acreditar nisso?). Pensei, pensei e no momento só me veio à mente o dia que eu pensei que ela ia me perguntar o que era sexo.

Estávamos só nós duas assistindo TV e estava passando o comercial do programa Amor&Sexo. A chamada poderia passar despercebida se eu estivesse sozinha. Mas com ela parecia que a única palavra que falavam era “sexo”. E de tanto repetirem fiquei pensando: “Não tem jeito, ela vai me perguntar agora o que é isso”. Confesso que gelei porque não sabia o que iria responder se ela disparasse essa indagação.

Só lembrava do que dizem pedagogos e psicólogos: responda sempre, mas somente até onde vá a curiosidade da criança. Ela não perguntou, mas se ela tivesse feito isso, iria tentar seguir esse conselho. Sei, no entanto, que mais cedo ou mais tarde essa pergunta virá. Sobre como ela saiu da minha barriga ela já perguntou.

Depois que falei isso, Cristine deu uma pesquisada na internet e me mandou um email com um artigo publicado no portal UOL, da psicóloga Arlete Gavranic, onde de forma bem simples ela diz que é comum as crianças desde muito pequenas fazerem perguntas relativas à sexualidade, mas que os pais muitas vezes temem responder. Ela falou que para essas perguntas é fundamental não mentir.

A psicóloga disse que a gente deve explicar o que a criança pede, sem muitos detalhes, mas nada de falar da cegonha, da sementinha que a mamãe comeu ou que papai do céu mandou. Falar que duas pessoas adultas quando se gostam se beijam, se abraçam, que os corpos ficam juntos.

“Muitos terapeutas infantis afirmam que o melhor é falar para crianças que 'a sementinha' que sai do pênis do pai entra na vagina da mãe e faz um bebê. Livros ilustrados como 'De onde vem os bebês' ou 'Como nascem os bebês' sempre ajudam.”, orientou a psicóloga

E vocês, já foram “sabatinadas” com perguntinha desse tipo. Conte para nós.

Beijos

@conversinhadmae

Um comentário:

  1. Olá, convido você a conhecer o blog que eu e meu esposo criamos para ajudar futuras mamães, venha fazer parte dessa corrente de amor e solidariedade. chabebevirtual.blogpot.com

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