quinta-feira, 17 de março de 2011

Criança na coleira? Como assim?


Ah, me desculpe a sinceridade, mas é cada uma que a gente vê!! Essa para mim é nova, nunca tinha ouvido falar, muito menos cogitado essa possibilidade. Ontem, meu marido, Alex, me mostrou uma matéria que na internet, da jornalista Mariana Versolato, que foi publicada na Folha.com, sobre uma espécie de coleira utilizada para prender a criança à mãe. Vocês já viram isso?


Deus, que absurdo!!! (ah, eu pelo menos achei isso). O objetivo do acessório, que é tipo uma mochila que a criança põe nas costas e os pais vão levando a alça, que tem uma boa extensão, é manter a criança por perto. A “mania” está ganhando adeptos no Brasil, depois já ser utilizada há vários anos nos Estados Unidos, Europa e Japão. A matéria fala que aqui a novidade já está sendo vendida e utilizada em algumas capitais.

A mochila-coleira, como não poderia deixar de ser, divide opiniões. Os que são a favor defendem que ela ajuda a manter a criança por perto, evitando que suma. Ou seja, dá mais segurança. A matéria publicada pela Folha.com mostra a opinião de alguns pais que já usaram ou pretendem usar, contando suas experiências, incluindo os olhares atravessados de algumas pessoas.

O texto traz também a opinião do presidente do Departamento de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria, Ricardo Halpern, que disse que o acessório só vale para lugares com aglomeração. Segundo ele, a mochila-coleira não causa nenhum prejuízo à criança se usada de forma adequada.

Foto: Letícia Moreira/Folhapress

No entanto, a psicóloga e colunista da Folha Rosely Sayão diz que a guia é uma comodidade para pais que querem olhar outras coisas que não os filhos. “Querem ter filhos, mas agir como se não tivessem. Alguns podem perceber, depois, que passou o tempo de dar as mãos aos filhos, e não aproveitaram”, diz ela na matéria.


Concordo em gênero, número e grau com ela. Meu Deus, se começarmos a precisar usar esses artifícios para controlar nossos filhos eu entendo que é a prova inconteste da falta de autoridade. Sim, porque eu vejo a utilização desse acessório mais como uma comodidade, para ter tranquilidade e se eximir da responsabilidade de estar perto, de mãos dadas, do que pelo fator segurança.

Repito, essa é a minha opinião. Mas, e a sua, qual é? Conte para nós do Conversinha de Mãe, conversinhademae@gmail.com. Temazinho complicado, né?

Beijos

@conversinhadmae

7 comentários:

  1. Eu ví isso num shopping a mais ou menos 10 anos atrás. Era uma família de japoneses. Fiquei horrorizada.
    Só faltava os pais do menininho dizerem: "- Vem totó".
    Horrível.

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  2. Desculpem, meninas! Mas eu acho beeem prático! Não é o caso de usar todo dia e toda a hora, até perder o contato com as mãozinhas das crianças. Mas há situações em que pode ser bem útil, e bom para a mãe e para a criança. Por exemplo em locais de muita aglomeração, com muitas pessoas em volta. Porque a criança fica com mais liberdade e a mãe com menos dor nas costas. O problema é que a gente associa muito fácil com coleira de cachorro!
    Confesso que até procurei uma destas quando eu tinha uma menina com 5 anos, uma com 1 e a outra no colo!
    Beijo
    Marina

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  3. Menina estou balançada. Acho a ideia legal de ter o filho sob controle, mas poderia ser uma de outra maneira, sei lá! Não usaria em Maria, mas queria que inventassem alguma coisa menos louca do tipo.
    Beijos***

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  4. Então, eu já vi umas duas vezes mães circulando aqui no shopping em Aracaju. E na europa se usa muito.

    Eu sei, inicialmente é chocante você ver uma criança presa a uma coleira. A associação com o cão é imediata! Mas olhando pelo lado da segurança, do controle sobre o filho é interessante e a gente as vezes precisa de artifícios para controlar (carrinhos é um deles). Confesso que não sei se usaria, até mesmo pela nossa cultura.
    Adorei o post.

    Abordagem interessantíssima!

    Bjus

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  5. Eu usei em meu filho quando ele tava começando a andar e queria "fugir" de mim. Achei ótimo, prático e ajudou bastante a evitar quedas! Realmente as pessoas estranham, fazem gracinhas sem graça, mas eu não estava nem aí...

    Ana Patricia

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  6. Recentemente meu filho de 3 anos fugiu de mim em uma grande loja de departamentos, foi um segundo, a loja estava muito cheia, graças a Deus, uma conhecida o encontrou, foram apenas 5 minutos, mas que pareceram uma eternidade, quase fiquei louca, se eu tivesse com uma dessas tenho certeza que não passaria por isso, vou comprar uma, apenas para usar quando necessário, exemplo - quando for fazer compras de vestuário e precisar levá-lo comigo, quando sair da loja é só retirar, precisamos apenas saber fazer o bom uso do acessório. Obs.: Só conversa não adianta com ele, é muito levadinho e muito dado com todos, não estranha ninguém, por isso meu medo de que alguém pudesse roubá-lo. Silvana Lina - Uberlândia (MG)

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  7. Pra quem olha atravessado como diz minha mãe... que coma menos kkk se é prático pra mim e seguro pro meu filho eu apoio... Tem absurdo muito pior acontecendo por aí e as pessoas não vêem...

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