segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pelo fim da publicidade infantil


Gente, já falei aqui sobre o quanto às vezes beira o absurdo a quantidade de propaganda veiculada, principalmente na televisão, voltada para as crianças. Quase não tenho tempo de assistir TV, especialmente durante a semana e pela manhã (quando a programação nas emissoras de sinal aberto é maior para os pequenos), mas aos sábados o que vejo é uma avalanche de comerciais: são calçados, mochila, iogurte, biscoito, brinquedo e mais um catatau de coisas que deixam qualquer um maluco.

Outro dia, estava no mercado com Alex e Beatriz tomando uma água de coco. Nos cinco minutos que passamos lá, num boxe vizinho tinha uma TV sintonizada num canal que tinha uma programação infantil. Estava no intervalo e num espacinho de dois ou minutos – sem exageros – parecia uma lavagem cerebral de comerciais de mochila escolar para meninas. Que é isso, gente?! Na hora entendi por que foi tão difícil convencer minha filha que este ano ela não precisava de uma mochila nova, porque a do ano passado dava pra usar.

É uma coisa séria isso. Por isso que não pensei duas vezes e assinei o manifesto pelo fim da publicidade dirigida ao público infantil, que está disponibilizado na internet (www.publicidadeinfantilnao.org.br). Já foram colhidas mais de 13,2 mil assinaturas. O objetivo é que a publicidade de produtos e serviços dirigidos à criança seja voltada para os pais e responsáveis e não a elas, pois estas não possuem desenvolvimento bio-físico e psíquico para discernir o que realmente precisam. Pelo contrário, são um público vulnerável aos apelos mercadológicos.

O movimento já conta com o apoio de mais de 150 instituções, como o Movimento Nacional de Direitos Humanos, Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub), Childhood Brasil - Instituto WCF Brasil, União Nacional dos Estudantes (UNE), Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo, entre vários outros.

O manifesto é mais uma forma de tentar proteger as crianças dos apelos mercadológicos. O movimento acredita que a utilização da criança como meio para a venda de qualquer produto ou serviço constitui prática antiética e abusiva, principalmente porque 27 milhões de crianças brasileiras vivem em condição de miséria e dificilmente têm atendidos os desejos despertados por essas propagandas.

E você, o que acha disso? Dê sua opinião. E, se concorda, assine também o manifesto no site.

Beijos

@conversinhadmae

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