quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Desabafo de Mãe

O nosso Desabafo de Mãe desta semana tem a participação de minha amiga Sheyla Fonseca, mãe de Dimitri, 4 anos, e Hellena, 2, e esposa do radialista William Fonseca. Ela nos conta um momento muito especial que está vivendo com sua filhinha, depois que descobriu um probleminha de saúde que é comum acontecer em crianças, mas que precisa que os pais estejam atentos. Confiram a seguir.

Hellena e Sheyla
“Às vezes no corre-corre diário da nossa vida não paramos para dar um pouco mais de atenção aos nossos pequenos, não porque queremos, mas por falta de tempo mesmo. Muitos pais acham que deixar a responsabilidade de educar 100% para escola é mais fácil ou nos momentos em que as crianças estão em casa deixam com babá, no computador ou jogos eletrônicos (eu sou totalmente contra) e tratam o filho muitas vezes como bichinho de estimação, de vez em quando chega perto e coloca um pratinho de comida e olhe que isso acontece também com pais e mães que não trabalham o dia inteiro, tem gente que acha que é mais fácil criar um filho assim, eu discordo!

Tento ser uma mãe sempre presente e atenta a todas as mudanças e rotinas dos meus filhos (tenho dois: Dimitri de 4 anos, e Hellena de 2 anos). Mas como trabalho o dia inteiro às vezes algumas coisas realmente não tenho como acompanhar, por exemplo, levar e buscar na escolinha (isso quem faz é o pai ou quando ele não pode, por algum motivo, aciono meus irmãos ou meu pai, que são as pessoas com quem posso contar a qualquer momento e jamais se negam a fazer qualquer coisa que seja para meus filhos).

Até as festinhas de aniversário que faço na escolinha eu não participo. Vou no horário do meu almoço, arrumo tudo e na hora da festa o pai está lá e os amigos fiéis Luiz Prado (dindo de Dimitri) e Luciana (dinda de Hellena), que nunca faltaram e tentam fazer tudo para que as crianças não sintam tanto minha falta, se é que isso é possível. Afinal, é incomum a mãe não participar da festa de aniversário dos filhos. Sempre explico que a mamãe arruma tudo lindo para eles, mas não vai poder ir por conta do trabalho.

Como não tenho babá e eles estudam no período da tarde, pela manhã ficam com minha mãe, que é a melhor avó do mundo! Ela cuida deles com o maior carinho que uma avó pode dar aos seus netos, sem preferências. E ainda tem meus irmãos (tenho três, todos homens), que quando estão em casa nesse horário ajudam minha mãe a cuidar deles. São tios muito carinhosos e atenciosos.

De uns 20 dias para cá meu irmão mais velho começou a perceber que Hellena estava ficando com o olhinho diferente, “zarolhinha” como se diz normalmente, e passou a observá-la mais. Depois disso comentou comigo, então passei a prestar mais atenção e realmente percebi que ela estava estrábica, e não era em apenas um olho, como costuma acontecer. Às vezes era o esquerdo, outras vezes o direito e isso passou a ficar mais visível com o passar dos dias. É como se o problema tivesse crescido depois da descoberta.

Resolvemos mais que a depressa procurar um oftalmologista para ver o que estava acontecendo. Ouvir um especialista é sempre importante, não dá para ficar no “achismo”. Como estávamos no período de férias foi difícil encontrar um oftalmologista com horário disponível. Todos que eu ligava só tinha vaga para março, a não ser que fosse urgência e eu sempre dizia a mesma coisa para as atendentes: para uma mãe o caso é urgente! Passei dois dias tentando até que quando liguei para o Hospital de Olhos de Sergipe (HOS) consegui um que é especialista em Estrabismo e atende crianças. Foi um alívio em meu coração e tinha vaga para o dia seguinte, nem perguntei o valor da consulta. Marquei e pronto! 

Ela foi atendida pelo oftalmologista Joaquim Barros, que fez todos os testes nos olhinhos dela e o foi descoberto que o problema é Estrabismo Divergente Intermitente.  Eu logo pensei: nossa, que nome imenso! Mas ele, muito atencioso, nos explicou o que isso significava. De forma superficial, pois não sou especialista, isso é quando os olhinhos têm o desvio para fora e também não é tipo aquele que fica parado o tempo todo, o olhinho fica tortinho às vezes, como o nome diz intermitente (vai e volta).

Eu perguntei logo: tem cura? Qual o tratamento? Bom, como até os seis anos de idade a criança não está com a visão totalmente formada, os especialistas não aconselham cirurgia antes dessa idade. O tratamento é uso de protetor ocular (tampão) durante quatro horas por dia, cada dia um olho diferente e os óculos com grau para forçar os olhinhos a convergirem. Esse é o tratamento que ela está fazendo nesse primeiro momento e dentro de quatro meses ela volta ao doutor Joaquim, para fazer uma nova avaliação.

"Novidades" não impedem Hellena
de brincar à vontade

Foi um momento delicado para nós que amamos tanto nossa pequena Hellena, mas ela está se adaptando tão bem ao tratamento que nem parece que só tem pouco mais de dois aninhos. O tampão ela só reclama um pouco na hora tirar. Comprei na internet, por indicação do oftalmologista, uns coloridinhos para facilitar a aceitação do tratamento, (www.aftam.com.br).

Tampões coloridos que Sheyla adquiriu na
internet, para facilitar a adaptação

A escolha dos óculos foi um pouco mais complicada, porque é difícil encontrar modelos que sejam ideais para o rostinho de uma criança de dois anos. Não foi tarefa fácil. Esses que ela está usando são da Turma da Mônica. Ela ainda está resistindo um pouco em usá-los, mas já usa durante o dia um bom tempo e a noite também. Só não foi para escolinha ainda com eles, pois acho que só é bom ela ir quando estiver totalmente adaptada.

Hellena toda elegante com seus óculos

Agora, como tratamento está sendo feito direitinho, tanto eu como William, meus pais e meus irmãos estamos dando muito carinho para que ela tire tudo de letra e não fique se sentindo diferente por isso, principalmente na escolinha. E eu só tenho que agradecer a Deus por ter ao meu lado pessoas como meus pais e meus irmãos que estão sempre presentes na vida dos meus filhos, dando amor e carinho de forma tão sincera e verdadeira, se preocupando com eles e prestando atenção a tudo mesmo, muitas vezes suprindo essa minha ausência, que não é por omissão e sim por conta do trabalho.

Aproveito também para citar aqui pessoas que são amigas de verdade e quando souberam fizeram questão de dar atenção e ficaram preocupadas com Hellena se mostrando prestativas e muito carinhosas com ela: como Karine (Prosigns), Rose (Jovem Pan) JK, Marinho, Josy e minha querida amiga Edjane Oliveira, que abriu esse espaço aqui para que eu pudesse compartilhar com as seguidoras do blog esse momento.”

Emocionante, não, a história de Sheyla. E, querida, não precisa agradecer nada. Sua experiência serve para que nós, mães, possamos estar mais atentas a nossos filhos, principalmente à saúde deles.

E você, tem alguma experiente para nos contar. Pode entrar em contato conosco, através do email conversinhademae@gmail.com.

Beijos

@conversinhadmae

13 comentários:

  1. Amei o post. É super importante ficar de olho nos nossos pequenos.Helena vc ficará bem. Beijinhos pra vc.

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  2. O blog é muito bom e esse post é emocionante!
    Parabéns Sheyla pois tanto você quanto sua filha são vencedoras!
    Na vida acontecem esse pequenos imprevistos mesmo, mas o mais importante é o carinho e amor que você e toda família estão dando a pequen Hellena.
    A equipe da Webfilhos deseja melhoras para Hellena e que Deus a abençõe sempre e ela conseguir superar logo tudo isso.
    E parabéns Edjane pela iniciativa em contar essa história para os leitores do seu blog!
    Muito bem escrito e muito bem feito.
    Obrigado por compartilhar conosco .
    Ficamos felizes em passar por aqui.
    Em nosso site você encontrará muitos videos com especialistas renomados falando sobre vários assuntos como saúde, educação, enfim tudo que seja relacionado a família!
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    Até breve.

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  3. Mais uma vez: Amo ler esse blog!

    É muito importante para nós mães essa troca de informações e experiências. Parabéns Edjane pela iniciativa e pelo espaço dado!

    Sheyla, a gente que é mãe sabe muito bem o quanto é difícil passar por esse tipo de obstáculo (quando envolve nosso bem mais precioso), porém o amor que sentimos é o mais eficiente dos remédio. A Helena vencerá esse "probleminha" brincando...

    Adorei a cara da Helena fazendo biquinho! rsrsrs

    Bjão

    Marcela Lima

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  4. Opa, deixa eu me meter aqui na conversinha de mãe com papo de pai (risos). Primeiramente, obrigado a todas vocês pelo apoio e preocupação com nossa garotinha. O melhor de tudo é que Hellena não dificultou em nada o início do tratamento. Na primeira vez em que colocamos o tampãozinho ela apenas choramingou, talvez imaginando algo dolorido. Na segunda vez em diante já colaborou com a colocação sorrindo. Costumo ver ela e o irmão brincando de "pirata" e ela diz que é o Capitão Tapa-olho. Um exemplo pra nós adultos que levamos tudo muito a sério: As vezes um problema fica menor quando o encaramos de frente, quando somos positivistas e quando fazemos dele fonte de força para o crescimento. Vivendo e aprendendo. As vezes me lembro bastante de uma música do Marcelo D2 "Eu e Meu Filho", que fala muito desse aprendizado que vivemos ao conviver com crianças.
    Certamente irei aprender ainda muito mais com eles. Dimitri é um capítulo à parte. Me dá uma lição de moral por semana (risos). Gente, desculpe-me mais uma vez a intromissão. Obrigado!

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  5. Rsrsrs William, sem problemas. Os papais podem, sim, se meter nessa Conversinha de Mãe. A gente até agradece, né meninas? Fique sempre à vontade. Bjs

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  6. Ola, so hj conheci esse esse blog e ja add aos meu favoritos. Muito legal, divertido e interessantes para maes que sempre tem novidades com os nossos pq, as vezes coisas t'ao simples, mas que por n'ao termos conhecimento, acabamos por nos embaracar... Voltarei sempre por aqui.

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  7. Queee Lindaa... meu bebê de quase 3 aninhos tem o mesmo probleminha, está tratando desde que completou 2 anos, primeiro o tampão e agora além do tampão tb usa o óculos...Parabéns pelo Blog!

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  8. Minha filha está com esse mesmo problema, ela tem 2 anos também, o primeiro especialista em estrabismo que a levei mandou usar o óculos nela e quando estiver maior fazer exercicios, mais não me aguentei e fui procurar outra opnião, levei em outro especialista e passou pra ela usar esse tampão 3 horas por dia,cada dia num olho e voltar depois de 3 meses pra ver como esta sendo o resultado. Achei que ela melhorou bastante, fazemos a maior festa pra ela usar, ficamos falando que ela ta linda que ta igual o piratinha, e ela se amarra, fica toda boba...

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  9. ola meu filho tem 5 anos e esta iniciando o tratamento agora.
    sua postagem é antiga então gostaria de saber se ela ainda usa tampão. ou quanto tempo ela usou. grata. vanesca

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  10. Boa Noite Mamães,estou no inicio da jornada com o meu caçula. Aos 4 meses foi descoberto o estrabismo no meu principe Carlinhos. A indicação do uso de tampões 2 horas por dia durante dois meses está valendo. Hoje meu pequeno completou 5 meses, logo temos um longo mês pela frente e a torcida diaria de que tudo se reverta o mais rápido possivel. Espero que a Helena tenha melhorado, pois noticias de tratamento que estão propiciando uma vida mais independente e normal aos pequenos é confortante e me dá esperanças de que meu lindinho ficará bom logo. Beijos a todas as mães. Hellô

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  11. Mas que menina linda, parabens pela princesa que vc tem.

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  12. Meu filho está com 4 anos recém completados e com um probleminha muito parecido. A médica disse que inicialmente com e não tem problemas para enxergar seria necessário apenas o tampão. O problema foi "apenas o tampão" ele chorou muito ontem quando coloquei e eu junto. Ai que dó. Estou com meu coração partido. Vai ter que usar por 4 horas todos os dias por dois meses intercalando os olhinhos, um dia um e dois dias outro. não sei como vou conseguir contornar essa situação. Comprei um tapa olho de piratinha e ainda assim ele não achou legal.

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