quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desabafo de Mãe

Tinha prometido novidades em breve aqui no blog, não? Pois, então, hoje o Conversinha de Mãe lança sua primeira seção, que pretende ser semanal. Estamos estreando a coluna Desabafo de Mãe. Este é um espaço para que nossas seguidoras possam, realmente, fazer um desabafo, relatando com suas próprias palavras alguma situação que tenham vivido, que se refira aos seus filhotes.

E, inaugurando esse espaço especial, temos Marcela Lima, a mamãe da fofíssima Sophia, de um ano e três meses de idade – xodó também do papai Flávio Vasconcelos, pra ele não ficar com ciúmes. Ela conta para nós um pouco desse momento novo que está vivendo: o início da vida escolar de sua filhinha. Em seu relato, Marcella fala sobre como foi o processo de primeira semana de adaptação. Confiram a seguir.

“O primeiro dia de aula de Sophia no maternalzinho da Escola Jardim Espírito Santo, começou na noite anterior: dormir cedo para acordar cedo! Mas isso não aconteceu. Ela dormiu tarde e na hora de acordar resistiu exatos 18 minutos para abrir os olhinhos. Rsrsrs – acostumada a acordar às 9h, realmente era um sacrifício acordar às 6h30. Porém, etapa vencida! Acordou, tomou banho animada e seguimos  para o nosso destino.

A escolinha estava em festa, muita gente recepcionando – sempre com o ‘sorrisão’ no rosto e chamando a criança pelo nome. Muita cor, muitos brinquedos e musicalização. O primeiro dia estava sob os cuidados dos meus olhos. Observava de longe todos os passos da minha pequena.  Ela brincou, dançou e tentou abraçar muitos coleguinhas. Rsrsrsrs. Porém não chorou e nem quis ficar comigo (Oh! Sensação estranha). Em alguns instantes ela olhava e sorria, na sensação de que a ‘mamãe está ali então posso continuar brincando’. Nesse dia a adaptação foi das 8h às 9h.

A pequena Sophia interagindo com os novos coleguinhas

Já no segundo dia o ‘acordar’ foi mais tranquilo. Na escolinha a mesma recepção: muita cor, muitos brinquedos, musicalização e agora com teatrinho. O legal é que os bichinhos no final da história sempre tiravam a máscara e mostravam o rosto. Diferente do primeiro dia, o horário foi das 8h às 9h, sendo que 30 minutos antes eu tive que me afastar e ficar fora do campo de visão dela. Porém observava todos os passos. Nesse momento ela foi para a salinha de aula e voltou de lá com uma ‘obra de arte’ feita com massa de modelar. Rsrsrs

O terceiro dia de adaptação inicialmente aconteceu igual ao dia anterior – mesma recepção, muita cor, muitos brinquedos, musicalização, teatrinho, mas incluíram a oficina de artes. Toda criança que chegava produzia uma peteca. O horário foi das 8h às 10h, sendo que a minha observação agora era só de 1h. Sophia nesse dia continuava tranquila e sem choro. Aproveitando tudo. ‘A menina não para, rsrs’, essa foi a frase de uma professora.

No quarto dia tudo ocorreu como nos dias anteriores com um diferencial: na quadra de esportes incluíram cama elástica, pula-pula e muitos carrinhos. Nem preciso dizer que Sophia adorou não é?! O horário foi das 8h às 10h30. Brincaram muito por 30 minutos e em seguida foram para a salinha de aula. Naquele momento dava-me conta de que o cordão umbilical era cortado, pois foi o momento da separação. Todas as crianças saíam dos nossos cuidados e nós mamães ficamos afastadas completamente delas. Confesso que foi o dia em que me senti mais estranha, - liguei para o marido, para a minha irmã e mãe, tentando preencher alguma coisa que estava vazio – minha pequena me mostrou que estava crescendo.

Isso é que é diversão, não?

O quinto dia ocorreu da mesma forma, o horário foi das 8h às 11h. Brincou e sem dúvida adorou tudo. O momento da separação foi das 9h às 11h. Nesse dia começava a ouvir choros de crianças, mas logo a traziam para a sua mamãe, daí tudo resolvido. Porém, me surpreendeu positivamente a quantidade de crianças que passou por essa situação: quatro no máximo!
No sexto e último dia a recepção foi como os dias anteriores. Deram ênfase maior ao teatro. O horário foi da 8h às 11h30. Às 9h aconteceu a primeira reunião de pais. A direção da escola explicou muita coisa importante sobre a instituição.

A conclusão que tirei dessa semana de adaptação foi que de fato ela é necessária e funciona, muito. A socialização e o começo da rotina são importantíssimos. Surpreendeu-me a quantidade de crianças que não choraram. Para nós, mães, não é fácil. Imagine: primeiro entregar o nosso maior tesouro aos cuidados de alguém que ‘não conhecemos’; segundo, ficar longe e sem observar o que ocorre e por último surge a dúvida: será que estão cuidando direito?

Antes tinha aquela imagem de crianças se agarrando e escandalizando ao serem deixadas na escola. E quando paravam de chorar? Quando elas cansarem ou dormirem. Grande trauma e com certeza um dos grandes motivos para muitos adultos de hoje não gostarem de estudar e atrasarem a entrada de seus filhos à escola.

Sophia totalmente à vontade na escolinha

O conselho que digo às mães que passarão por isso é que conheçam antes a escola que pretendem educar seus filhos. Não se prendam somente à estrutura física oferecida e dê mais atenção à proposta pedagógica. Isso é importantíssimo! – Marcela Lima”

Nossa amiga Marcela se empolgou tanto com o desempenho de Sophia que esqueceu de tirar uma foto com ela. Rsrsrs. Faz parte da empolgação de mãe. Quem quiser fazer também seu desabafo pode enviar para o e-mail conversinhademae@gmail.com. Ah, e não esqueçam: agora vocês também podem nos seguir no Twitter: @conversinhadmae.

Beijos

Um comentário:

  1. Que lindo adorei! Sophia é uma fofinha mesmo! Estava toda linda no passeio ciclístico! E o que Marcela falou realmente é importante nós mães ficarmos atentas: não se prender as estruturas físicas e sim a proposta pedagócica da escola onde dixamos nossos filhos! Melhor coisa do mundo é ver que ele gosta realmente de ir para escolinha e que lá são tratados com muito carinho e dedicação.

    ResponderExcluir