quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Racismo: tô fora!! Somos todos =


Os adultos – principalmente nós que somos pais e mães – devem sempre ter muito cuidado nas suas atitudes, especialmente se tiver alguma criança por perto. Somos uma espécie de espelho para os pequenos. Nas mínimas coisas percebo isso no meu dia a dia. Às vezes vejo coisas que faço ou falo serem repetidas pela minha filha Beatriz. E isso é um motivo a mais para eu me policiar.

Se as crianças fazem isso com pequenos gestos, imagine em se tratando de racismo? Aí a questão fica ainda mais delicada. Racismo é uma coisa negativa para qualquer pessoa, mas, convenhamos, é tão chato quando vemos uma criança, pequenininha ainda, já externando ações e palavras racistas com coleguinhas ou adultos. Eu mesmo, infelizmente, já presenciei cenas assim, de crianças que não queriam brincar com outra porque era negra ou pobre. Muito triste!

Mas isso, normalmente, é o reflexo do que essa criança presencia no ambiente em que convive. E, infelizmente, apesar de todos os avanços da sociedade e de racismo ser considerado no Brasil um crime inafiançável, isso é uma coisa que tem crescido no nosso país.

Hoje, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou em Sergipe a campanha “Por uma infância e adolescência sem racismo – Valorizar as diferenças é cultivar igualdades”. Achei a iniciativa o máximo. Ela tem o objetivo de alertar as pessoas sobre o impacto do racismo na vida de crianças e adolescentes, valorizar as diferenças e com isso promover a igualdade de tratamento e oportunidades para meninos e meninas, agora no presente e no futuro.

Símbolo da campanha

Dando uma olhadinha no blog da campanha (www.infanciasemracismo.org.br) vi uma coisa bem legal que compartilho com vocês abaixo:

Dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo


1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.

2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer – contextualize e sensibilize!

3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.

4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.

5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.

6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.

7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.

8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.

9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.

10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.

Então, vamos disseminar isso?

Beijos

6 comentários:

  1. Vamos sim! Como vc mencionou, é realmente horrível quando uma criança tem alguma atitude racista e logo percebemos que o problema, obviamente, não está no pequeno, mas sim nos adultos em quem ele se espelha. E pior ainda, o racismo está muitas vezes incutido na cabeça das pessoas. Atitudes racistas simplesmente saltam de dentro de muita gente. Enfim, é um coisa gigante, que precisa de muita coisa para mudar!

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  2. Concordo com tudo que foi mencionado acima e sem dúvida as atitudes das crianças são reflexos do que presenciam no ambiente em que convive... Nós mães precisamos ter ainda mais consciência dessa responsabilidade na formação dos nossos filhos. Assim é uma maneira de amenizar essa triste estatística assustadora que o racismo apresenta...

    Parabéns pelo texto.
    Bjus
    Marcela Lima

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  3. Vamos sim, Edjane. Aliás, estamos com desejo de promover uma blogagem coletiva sobre a temática. Amei seu texto e podemos contar contigo nesta grande conversa?

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  4. Celia, vamos, sim, fazer essa movivmentação. Pode contar comigo. Bjs.

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  5. Ola Edjane,
    Otimo texto! Resolvi aceitar o desafio da Celia Santos, do Blog do Desabafo de mae e escrever tambem a respeito do Racismo. Da uma passadinha la pra checar!

    http://bia-mello.blogspot.com/2011/03/racismo-vamos-discutir-respeito.html

    Um abraco,

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  6. Pois é, Bia. Temos que ensinar nossos filhos desde cedo o respeito a todos. Visitei seu blog e já estou seguindo. Siga-nos tb e apareça sempre por aqui. Será sempre bem-vinda. Bjs

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