quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Momentos (e gestos) que emocionam


Vou confessar: agora que minha filha está crescendo, tenho começado a sentir o peso das cobranças, não apenas por parte dela, mas também da minha parte, no sentido de estar próximo em todos os momentos importantes da vida dela. E, em se tratando de filho, momentos importantes nem sempre são aqueles importantes do nosso ponto de vista, mas do deles. E isso muitas vezes significa coisa simples.

Hoje, por exemplo, na escola de Bia, aconteceram as apresentações de encerramento do ano, a da salinha dela e a do balé. Agora, poxa vida, no horário das 10h30, bem no meio do horário do expediente de trabalho, é dose, não? Ainda mais se os eventos foram avisados de véspera, sem ter condições nenhuma de se programar para dar uma “escapadinha” antes.


A Bia Noel mais linda da mamãe

Pois bem, para não causar tanta expectativa nela, não prometi que iria estar presente. Mas vá fazer uma criança de 4 anos entender que sua mãe não vai poder estar, como a de todos os outros coleguinhas, na platéia assistindo ela apresentar a coreografia e a música que passou meses ensaiando, na expectativa de fazer uma surpresa no grande dia? É complicado!

Mas não podia – nem deveria – deixar de estar presente nesse momento. Eu e o pai, Alex, corremos para sair do trabalho, sem deixar lacunas por lá, e chegar a tempo. Nessa hora, parece que as coisas não ajudam. Aparece uma caminhada no caminho, o trânsito não flui, não se acha vaga de estacionamento, enfim, acontece de tudo. Mas, finalmente, literalmente, corro para chegar e ainda pegar a apresentação do balé já na metade.

Família suuuper feliz. Obrigada, Senhor!

Ver aquele rostinho fazendo a coreografia com o sentido na música para não errar os passos e, ao mesmo, tempo procurando na platéia o pai e a mãe que não chegam e, de repente, numa passada de olho ela te notar e abrir um sorriso enorme e acenar as mãozinhas é mais que uma recompensa. É a certeza de que a melhor coisa na vida que se tem é o amor de filho.

Melhor que isso é perceber a compreensão de quem tanto esperou e que, sem mágoa nenhuma, chega e diz: “Mamãe eu te amo, pensei que a senhora não ia vim. Eu já tava chorando”. Filha, mamãe também te ama, hoje, amanhã e sempre!

Alex orgulhoso com o desempenho de sua bailarina

São esses momentos que têm me feito cada vez mais refletir o quanto é importante estar próximo a ela o máximo de tempo que puder, porque o tempo passa e não volta. Assim é a vida. Desses momentos é que ela é feita e por isso devemos valorizá-la tanto. Pense nisso também.

Beijos

4 comentários:

  1. Que Bia é essa! Vou criar uma comunidade "Bia, a gente fala muito pq é sua fã"

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  2. Elis, ela não pode nem reclamar de falar muito, pq ela é mestre nisso. rsrsrs
    Beijos

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  3. Amiga, adorei o blog. Que bom. Vamos pensar em coisinhas legais para mães blogueiras.
    beijocas***
    Ka

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  4. Edjane,

    Sempre assisto filmes em que no final há aquela apresentação infantil e os pais quase nunca conseguem chegar, deixando os filhos tristinhos. Mas, eles chegam na metade da apresentação e o final é uma festa e todo mundo vive feliz para sempre... Sempre achei um grande clichê de filme americano.

    E não é que você vem me provar que o cinema apenas reproduz o que acontece em nossas vidas?

    Não se preocupe que sua filha sempre vai recompensar cada esforcinho que tu faz por ela.

    Lembrei disso porque ontem assisti ao filme "Imagine Só", com Eddie Murphy. É sobre a relação difícil entre ele e a filha após o divórcio. Inclusive, recomendo. Assisti sem vontade e me impressionei: http://www.cinepop.com.br/filmes/minhafilhaeumsonho.htm

    bjocas
    ;)

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