segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Agendinha da folia: roteiro de bailinhos para a criançada

Tem filhote por aí que adora Carnaval pra cair na folia? Então, prepara a fantasia, separa o confete, a serpentina e muita animação que hoje o Conversinha de Mãe traz o roteiro para os pequenos foliões caírem na folia. É só acompanhar e se divertir!!!

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Desfazendo o tabu da primeira consulta ao ginecologista

Saber o momento ideal para levar a filha ao ginecologista é uma dúvida muito comum a muitas mãe e pais. Acostumados a fazer o acompanhamento da saúde e desenvolvimento das meninas com o pediatra, muitos acreditam que apenas depois da primeira menstruação ou caso surja algum problema genital seria necessário a procura de um especialista. Na verdade, a primeira consulta ginecológica ainda é um grande tabu.

A ginecologista e professora do curso de Medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Júlia Dias, explica que no início da adolescência, entre os 9 ou, 10 anos, é extremamente importante que a menina seja levada ao ginecologista. “Essa consulta no início da puberdade é muito importante, até para quebrar aquele tabu que existe com relação à consulta ginecológica”, disse. A médica acrescentou que esse especialista ainda é visto com muita resistência, ainda há entre muitas pessoas a ideia de que a área genital não deve ser mexida. “Mas é justamente por causa desse desconhecimento que a paciente cresce com alguns conceitos e não faz seus exames preventivos, não procura uma contracepção adequada, não conhece seu corpo e isso traz problemas futuros”, alertou, acrescentando que o ginecologista é o médico da mulher como um todo.

A gravidez na adolescência e a exposição a doenças sexualmente transmissíveis, seja por falta de informação ou de acesso a métodos preventivos e contraceptivos, são alguns desses problemas. Para a médica, é preciso que os pais tenham consciência de que, antes mesmo da primeira menstruação e do início da vida sexual as garotas precisam de um ginecologista. “Nosso papel enquanto profissional é preparar a menina para a adolescência”, ressaltou.
 
Dra. Júlia Dias e seus alunos de Medicina no HU
Aqui em Sergipe, somente na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, unidade especializada no atendimento a parturientes de alto risco, no ano de 2016 foram realizados 1.288 partos de adolescentes entre 13 e 18 anos, número elevado que mostra o quanto as meninas estão engravidando numa idade em que seu corpo não está preparado para a maternidade, nem maturidade e condições suficientes para ter um filho. O número foi superior ao ano anterior (1.281 partos em pacientes nessa faixa etária).

Hoje com 19 anos, Rita Santos (nome fictício) já é mãe de duas meninas, uma com quase quatro anos e uma bebê de 6 meses. Mas o papel de mãe não era algo que ela esperava tão cedo na sua vida. A jovem reflete bem o perfil das adolescentes que veem a maternidade chegar de maneira inesperada na sua vida, fruto da desinformação. Antes da consulta pré-natal, Rita nunca tinha entrado num consultório ginecológico. “Para minha mãe, criança não precisava ir ao ginecologista, nem falar muito sobre isso. Muita coisa aprendi na escola, conversando com as colegas”, disse a jovem, que precisou largar os estudos para cuidar das filhas.

Visão equivocada
Por incrível que pareça, observa a ginecologista Júlia Dias, o receio de que a consulta ginecológica desperte na paciente o interesse pela sexualidade ainda é um fator que faz com que muitos pais adiem essa ida ao consultório. Mas a médica alerta que a descoberta da sexualidade é natural, está muito mais presente hoje, pois as crianças e adolescentes têm uma rede de informação muito grande e não há como fugir disso. “Não dá para fechar os olhos diante disso. O que se tem a fazer é orientar, porque a orientação é que vai permitir que a menina tenha informação e saiba como não adquirir uma doença sexualmente transmissível ou uma gravidez. A internet está aí. Se você não orienta, eles vão aprender de forma errada”, disse.

Muitas vezes essa nova paciente quando chega ao consultório vem, juntamente com mãe ou pai, cheia de dúvidas, desinformação, algumas delas fantasiosas, oriundas de crenças populares. “E com relação à contracepção a gente vê um despreparo enorme e isso é preocupante, porque continuamos tendo níveis elevados de gravidez na adolescência e isso hoje é um problema mundial que traz sequelas muito grandes na vida dessas meninas”, destacou a ginecologista.

BOXE

Importância de vacinar

Desde o ano de 2014, quando a vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) foi instituída no Programa Nacional de Imunização no Brasil, o tema encontrou resistência e levantou muita polêmica sobre a real necessidade de vacinar meninas com idade entre 9 e 13 anos, antes de iniciarem a vida sexual. Boa parte dessa polêmica suscitada girava em torno do fato de se achar que a vacina poderia estimular o início da vida sexual. 

No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) defende que a vacinação é a principal forma de prevenção contra o HPV entre meninas nessa faixa etária. Recentemente, a ginecologista Júlia Dias publicou um trabalho na revista Femina, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasco), sobre a importância da vacinação contra o HPV. Para ela, esse é um tema muito importante, que precisa ser debatido e mostrada a necessidade de vacinar, principalmente meninas (e agora também meninos) que ainda não tiveram relação sexual e nenhuma exposição ao vírus HPV.

No entanto, a vacinação, que iniciou com a imunização de meninas entre 9 e 13 anos e recentemente foi ampliada para meninos com idade entre 12 e 13 anos, não vem tendo uma adesão significativa. Segundo a médica, aqui Sergipe, a primeira dose da vacina para meninas foi dada de uma maneira muito eficaz, mas a na segunda dose houve 50% de perda, porque as meninas não voltaram às unidades de saúde. “Essas vacinas estão lá esperando pelas meninas e as mães não estão levando. Em contrapartida, temos tido uma incidência muito alta de HPV. No ano de 2016 tivemos 18 mil casos de câncer de colo de útero, com 4 mil mortes. Essa é uma estatística extremamente preocupante”, afirmou.


A médica alertou que vacinação é uma política de saúde e é preciso que as pessoas tenham acesso a informação sobre o quanto ela é importante. “Precisamos divulgar, desmistificar, para que as pessoas percam o medo. Isso é proteção, não é estímulo. O estímulo o adolescente já vai ter naturalmente, independente de ela vacinar ou não”, disse. Júlia acrescentou que, comprovadamente, seis tipos de câncer estão relacionados ao vírus HPV: de colo do útero, de vulva, vagina, de ânus, de laringe e de pênis. “Então a vacina traz um benefício inestimável”, disse. Ela acrescentou, entretanto, que para que a vacina tenha efeito é preciso que a imunização seja completa, com a segunda dose seis meses depois da primeira e a terceira dose cinco anos depois.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Cuidados com as crianças no verão

Com a temperatura ultrapassando fácil os 30 graus aqui em Sergipe, esses dias de verão são um convite ao ar livre, a um mergulho na piscina ou o frescor de um banho de mar. Se nós, adultos, gostamos disso, as crianças, então, fazem disso uma festa. Mas é preciso muito cuidado para que esses momentos prazerosos não tragam danos à pele e à saúde dos pequenos.

Nunca é demais lembrar que a exposição ao sol em excesso causa sérios danos à pele. No caso de crianças e bebês, ainda mais. A exposição deve ser evitada a partir das 10 horas e antes das 16h. Mesmo nos períodos adequados, as crianças devem usar protetor solar indicado para essa faixa etária, e reaplicar com frequência, sempre que mergulharem ou suarem.

Não esqueça de aplicar em partes que às vezes não lembramos, como orelhas, joelhos, pés e até mesmo cabeça, no caso de crianças com cabelo ralinho, para evitar que o couro cabeludo seja queimado. Lembrando que bebês com até seis meses não devem usar nenhum tipo de protetor/bloqueador solar, por ter a pele muito sensível.

O protetor solar não deve ser a única proteção. O uso de chapéus e roupas hoje disponíveis no mercado com proteção contra raios UV também é muito importante. Hoje até roupas de banho têm essa proteção.

No mar, proteja-se também dos efeitos tóxicos das queimaduras causadas por águas-vivas e caravelas. Caso isso ocorra, a pessoa deve ser retirada do mar. A área atingida deve ser lavada com a água do mar, sem friccionar, para que não o veneno não penetre na pele. Os médicos recomendam usar vinagre para lavar o local, para neutralizar o veneno e ajudar a diminuir a dor. Já em contato com a água doce o veneno é facilmente liberado.


O veneno das águas-vivas tem ação tóxica na pele humana, podendo causar inflamação extensa e até necrose. Em casos mais graves, pode provocar ainda arritmias cardíacas, alteração no tônus vascular e insuficiência respiratória por congestão pulmonar. Há também relatos de dor de cabeça, náuseas, vômitos, febre e espasmos musculares.

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sábado, 21 de janeiro de 2017

Todo cuidado, sempre!

A notícia da morte de um bebê de um ano, essa semana aqui em Aracaju, depois que um aparelho de televisão caiu sobre ele, certamente deixou todos estarrecidos. A gente não consegue mensurar a dor que essa mãe está sentindo, por saber que seu filho morreu por causa de um acidente ocorrido dentro de casa. A informação é que, possivelmente, a criança tenha puxado o fio do televisor que estava em cima de um móvel e o aparelho (daqueles grandes, ainda de tubo) caiu sobre ela, que sofreu traumatismo craniano e não resistiu.

Acidentes são hoje a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos no Brasil. São aproximadamente 4,5 mil crianças dessa faixa etária que, todos os anos, morrem e outras 122 mil são hospitalizadas devido a essas causas no país. Esses dados e esse caso local só vêm reforçar a necessidade de a gente estar sempre atenta para evitar que acidentes dessa natureza aconteçam e continuem vitimizando nossas crianças. Já falamos sobre esse assunto aqui, mas, como disse, nunca é demais reforçar a necessidade de pequenos cuidados que fazem muita diferença.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Festa infantil: criatividade para driblar a crise e manter comemoração

Mesmo em meio à crise econômica, se tem um mercado que dá sinais de que não parece ter sido atingido por ela é o de festas infantis. No último ano, esse segmento registrou um crescimento de 30%, movimentando quase R$ 20 milhões. Muita criatividade, tecnologia, novos produtos e serviços agregados fazem de uma simples festinha de parabéns um verdadeiro evento social.

No entanto, como a gente sabe, o mar não está para peixe, dinheiro não anda caindo do céu... Mas quem disse que só porque você não está com alguns reais sobrando na conta precisa deixar o aniversário de seu filho ou filha passar em branco? Na-na-ni-na-não! Criatividade para achar novas alternativas é fundamental para que essa data tão especial não deixe de ser lembrada.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Memórias da 5ª série



Enquanto passava ferro no uniforme dela da escola, ontem à noite, um filme passava na minha cabeça. Eu também tinha 10 anos. Tudo era novidade para mim. Naquela época, ainda era a 5ª série. Escola nova, primeira vez em colégio público, primeira vez que ia usar calça jeans. Caderno de matérias, usar caneta, ter professores diferentes para cada disciplina, quatro intervalos e vários desconhecidos para dividi-los comigo. Seria a primeira vez que iria estudar uma língua estrangeira. Francês! "Comment vous appelez-vous? Je m'apelle Edjane". Nunca esqueci a expressão do professor (que não me recordo o nome) ao pronunciar essa frase, que ficou tão gravada em minha mente quanto a imagem engraçada do seu cílio avantajado.

domingo, 15 de janeiro de 2017

2017 chega com deliciosas novidades no McDonald’s

Turma que foi conhecer as novidades no McDonald's
O que seria da vida sem aquelas brechas que nos trazem uma dose de satisfação a mais? Então, me permiti uma delas esses dias. Não podia ser diferente. Recebi o convite para conhecer as novidades do McDonald’s nesse início de ano e fui lá. 2017 começou com o Mc apesentando o retorno do Grand Big Tasty e do Big Tasty Bacon ao cardápio. Mas, prepare-se, ele é, realmente, um grande matador de fome! Eu que o diga!!!

E a dupla volta agora bem acompanhada pelas McFritas Tasty, que são nada mais que as tradicionais McFritas regadas ao molho Tasty e com pedaços de bacon. É, realmente, uma (deliciosa) perdição! E as fritas são uma verdadeira paixão dos brasileiros. Sabiam que, só em 2016, foram consumidas 32 mil toneladas de batata pelos consumidores do McDonald’s no Brasil? As McFritas servidas no Brasil são produzidas na Argentina.

Grand Big Tasty: o matador de fome
Big Tasty Bacon
O Big Tasty está no cardápio desde 2005 e é um dos sanduíches mais vendidos em todo o Brasil. Conhecido pelo molho saboroso e o generoso hambúrguer, os novos sanduíches da “família Tasty” apresentam duas opções. A versão Grand Big Tasty, que contém dois suculentos hambúrgueres, molho Big Tasty, cebola fresca, alface americana, tomate e queijo servidos no pão com gergelim, e a versão Big Tasty Bacon, montado no pão quadrado do CBO e que adiciona três fatias de bacon à receita do tradicional Big Tasty, que inclui hambúrguer, molho Big Tasty, cebola fresca, alface americana, tomate e queijo. 
Muito boa essa sobremesa
E quando eu pensava que as novidades já tinham cessado, eis que chega o grand finale com uma sobremesa irresistível. Diga-me se tem como recusar algo com chocolate Kopenhagen? Pois é, a rede apresenta em seu cardápio o delicioso McFlurry Kopenhagen Nhá Benta, composto pelo delicioso mix de baunilha com calda de chocolate, marshmallow e bolinhas de chocolate Kopenhagen. Comi de olhos fechados!

E você sabia que, como cliente, você pode saber, tintim por tintim, como são preparados os lanches do McDonald’s? Pois é! A rede mantém em todo país o programa Portas Abertas. Desde o ano passado, em todas as lojas do país é possível que o cliente possa conhecer a cozinha e as instalações das unidades, sabendo como são preparados os sanduíches, as fritas e as sobremesas. São visitas guiadas pela equipe do Mc. Mais de um milhão e meio de visitas já foram realizadas em todo Brasil. Na próxima visita a um McDonald’s que tal acompanhar de perto esse processo? Fica a dica!

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Pais devem observar selo do Inmetro em artigos escolares

Artigos escolares também devem ter o selo do Inmetro O período que antecede a volta às aulas é marcado pela intensa procura dos pais por artigos escolares. Na hora da compra, um fator importante precisa ser observado: a presença nos produtos do selo de avaliação da conformidade, popularmente conhecido como selo do Inmetro.

A certificação do Inmetro garante a segurança das características originais aprovadas por normas estabelecidas pelo Inmetro. O selo atesta que o produto foi submetido e aprovado, a depender de sua natureza, em testes químicos, mecânicos, toxicológicos e biológicos.

É considerado artigo escolar qualquer objeto ou material com motivos ou personagens infantis projetados para uso em ambiente escolar ou atividades educativas, com ou sem funcionalidade lúdica, por crianças menores de 14 anos. Ao todo, são 25 itens, entre eles, apontador, borracha, caneta hidrocor, giz de cera, lápis, compasso, régua, estojo, massa de modelar, lancheira, tesoura sem ponta, marcador de texto, pasta com aba elástica e tinta.
Além do selo do Inmetro, o consumidor deve observar se os artigos escolares trazem na embalagem informações em língua portuguesa. O selo é de responsabilidade do Inmetro, mas o fabricante é quem deve colocar na embalagem seu CNPJ, nome, razão social e endereço. “O fabricante também deve colocar em língua portuguesa o prazo de validade de produtos, a exemplo de tinta e massa de modelar, e a composição química quando o material for em líquido, pó ou gel. Isso porque determinados itens podem causar intoxicação ou alergia e as mães precisam saber se a criança pode ou não usar aquele produto”, explica Maria Inêz Almeida, gerente de qualidade e produtos certificados do ITPS, órgão executor das atividades do Inmetro em Sergipe.
O ITPS alerta aos comerciantes e consumidores que os artigos escolares vendidos a varejo, como canetas, lápis e borrachas, devem ser expostos dentro da embalagem original, já que esta contém o selo do Inmetro e informações do fabricante. Para os consumidores, outra recomendação é evitar as compras no mercado informal. “Neste tipo de mercado é comum encontrarmos embalagens com informações em língua estrangeira e até mesmo sem os dados do fabricante. Geralmente são produtos que não passaram pelos testes do órgão regulamentador, que é o Inmetro”, alerta Maria Inêz.

Fiscalização

Comerciantes cujos produtos estiverem sem o selo do Inmetro poderão ser penalizados, com advertências, apreensão do produto e multas que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, de acordo com o estabelecido na Lei n.° 9.933/99. O consumidor que encontrar irregularidades pode denunciar na Ouvidoria do ITPS por meio do telefone (79) 3179-8055 e do email ouvidoria@itps.se.gov.br.

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Fonte: Ascom ITPS

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Visão: importância dos cuidados desde a infância

Com a proximidade da volta às aulas, alguns pais acabam lembrando da necessidade de observar se está tudo bem com a saúde dos olhos dos filhos. Assim como a gente aproveita esse período de férias para um check-up médico e odontológico, é bom também colocar na listinha de prioridades uma visita ao oftalmologista, mesmo que a criança não apresente nenhum problema aparente. 

Em alguns casos, elas dão alguns sinais de que algo pode não estar bem com seus olhinhos. Mas nem sempre isso é tão perceptível. Por isso é imprescindível atenção redobrada tanto dos pais como das pessoas que estão mais perto da criança, como professores ou avós, tios, babás, para que, se houver algo, seja detectado logo no início. Uma boa visão é fundamental para o desenvolvimento dos pequenos e, no caso daqueles que já estão na escola, para que não traga prejuízos ao aprendizado.

Para esclarecer algumas dúvidas e dar algumas orientações, o Conversinha de Mãe entrevistou a médica especialista em Oftalmologia Pediátrica, Catarata Congênita e Estrabismo, Lusa Reis. Ela esclarece que não existe uma frequência exata para que os pais levem as crianças ao oftalmologista. Isso vai depender da existência ou não de alguma doença oftalmológica na criança. Para aquelas que tiveram seu último exame normal, a orientação é um retorno anual.

“O que percebo no dia a dia é que alguns pais são fiéis ao retorno. Outros, nem tanto. Então, estabelecemos um prazo padrão para que mesmo aqueles ‘atrasados’ não sejam tão prejudicados com isso”, disse. No entanto, se a criança apresenta algum problema como miopia, hipermetropia, astigmatismo ou estrabismo os retornos têm que ser mais frequentes: a cada dois, três ou seis meses, dependendo de cada caso.

Primeira consulta
A médica observa que é importante que a primeira consulta oftalmológica da criança seja ainda na maternidade ou até o primeiro mês de vida do bebê, nos consultórios oftalmológicos, para que ele seja submetido ao Teste do Olhinho ou Teste do Reflexo Vermelho. “Após esse teste deve ter outra consulta com oftalmologista especialista em crianças com seis meses a um ano, depois com três a cinco anos e depois dos sete anos anualmente, supondo que todas as avaliações foram normais”, esclareceu.

Se esses prazos de ida ao oftalmopediatra forem seguidos, não há necessidade de levar os pequenos ao médico para uma revisão de volta às aulas, pois a criança estará com certa segurança de ter algum probleminha nos olhos diagnosticados precocemente. “Ou seja, não precisa esperar o início das aulas para ir ao oftalmologista. Esse acompanhamento deve ser feito durante toda vida, e com especial cuidado na primeira e segunda infância (dos zero aos sete anos). No período da alfabetização a exigência visual se torna maior, então, se os pais ainda não levaram seus filhos em consulta antes, esse período é momento”, observou Lusa.

Consequências
Os problemas de visão podem causar algumas dificuldades no aprendizado. A criança que não vê bem pode ter prejuízos em vários âmbitos da vida, além do aprendizado. A depender do grau de baixa visual a criança pode até ter seu desenvolvimento neuropsicomotor atrasado. “Como diz o filósofo: ‘Os olhos são a janela da alma e o espelho do mundo’. Ele não estava errado, pois realmente é através da nossa visão que recebemos todo aprendizado de vida e com isso expressamos através de atos e pensamentos”, destacou. 


A boa notícia é que as doenças que causam cegueira são raras na infância. Lusa disse que, dentre as doenças raras, mas que podem causar baixa visual, destacam-se a desnutrição (principalmente deficiência de vitamina A), catarata congênita, glaucoma congênito, opacidades de córnea causada por ulceras decorrentes de conjuntivite bacterianas, retinopatia da prematuridade e cicatrizes na retina. Por isso é tão importante esse acompanhamento oftalmológico desde a primeira infância.

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domingo, 8 de janeiro de 2017

Estreia exposição “O Fantástico Corpo Humano” em Aracaju

Foi aberta neste sábado, dia 7, em Aracaju, a exposição internacional “O Fantástico Corpo Humano, da Artbhz. A mostra, considerada o maior laboratório de anatomia itinerante do mundo, vai possibilitar uma verdadeira viagem pela anatomia humana, permitindo que os visitantes entendam mais sobre seus próprios corpos e, assim, ensinar como cuidar da saúde e optar por estilos de vida mais saudáveis. A exposição acontece no Shopping Riomar Aracaju, a partir das 14 horas.

O “Fantástico Corpo Humano” é uma viagem fascinante pelo próprio corpo. E a exposição é desenhada justamente para isso, pois sob a pele, uma série de sistemas intrigantes e órgãos trabalham segundo após segundo, para nos manterem vivos. A exposição já passou por países como Alemanha, França, Portugal, Estados Unidos, Argentina, México e viaja pelas principais cidades do Brasil, totalizado mais de 20 milhões de visitantes.

A visita não tem tempo limitado e não são guiadas, os visitantes poderão percorrer os salões livremente, mas existem monitores de plantão para dar informações adicionais quando solicitado. As galerias serão divididas pelos sistemas do corpo e por cores: esquelético, muscular, nervoso, respiratório, digestivo, cardiovascular, circulatório e reprodutivo, além de mostrar a vida fetal e a medicina moderna. Ao longo da exposição, os visitantes descobrem os detalhes do funcionamento dos órgãos.

A exposição é um mergulho tridimensional para dentro desses sistemas. “Os corpos não estão protegidos por nada. Os visitantes poderão observar todos os detalhes sem nenhuma vitrine, mas os órgãos estão todos dispostos em vitrine em razão da delicadeza e tamanho das peças. Vale lembrar que todas as peças são de corpos de verdade. Apenas os olhos são de acrílico”, diz Ruth Carvalho, responsável pelo gerenciamento da mostra. 
Os corpos são reais e foram doados à ciência para fins didáticos. Tudo passou por um complexo processo chamado plastinação, que substitui toda água e gordura do corpo por polímeros plásticos. Dessa forma, os corpos não cheiram e nem se decompõem, e até retêm a maioria de suas propriedades originais.

A exposição ajuda a ver e compreender as doenças de maneira nova, pois enfatiza problemas de saúde como câncer de mama, câncer de cólon, cirrose hepática (do fígado), gravidez ectópica, artrite, osteoporose e fraturas ósseas. A exposição também ilustra danos ou lesões a órgãos, como os causados por tabagismo e obesidade.

Em curta temporada em Aracaju, a exposição acontece de segunda a sábado, das 14h às 17h, e aos domingos e feriados, das 12h às 19h. os ingressos custam, de segunda a sexta: R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira). Aos sábados, domingos e feriados, R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira). A meia-entrada é válida para estudantes, professores, doadores de sangue, maiores de 60 anos e os ingressos estão à venda na bilheteria da exposição.

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Fotos: Mário Águas

sábado, 31 de dezembro de 2016

Cuidado com as crianças durante o Réveillon

Últimos instantes do ano, todo mundo já nos preparativos para a festa da virada de ano e, em meio a tanta empolgação, a gente pode esquecer de alguns cuidados com as crianças e bebês. Normalmente, o Réveillon é uma comemoração mais festeira que o Natal, que geralmente é num ambiente mais fechado e familiar. Então, se você vai passar a virada fora de casa e em um local aberto, é recomendável tomar alguns cuidados para que os pequenos se sintam bem e seguros.

Se você tem um bebezinho em casa, com certeza ele será o centro das atenções na festa que você for participar. Ele não vai entender nada e é bem possível que ainda estranhe aquele monte de gente em cima, querendo beijar, fazer gracinhas com ele ou mesmo colocá-lo no colo. Cuide para que ele não fique nesse passa passa de braço, para não ficar estressado e, antes mesmo da virada, já estar sem conseguir ficar na festa.

No caso de ter bebês ou crianças pequenas, é bom pensar muito no local em que pretende virar o ano. Festas bem animadas podem ser legais para as mamães e papais, mas será que os pequenos vão curtir mesmo? Às vezes o som alto da música e das conversas também pode estressá-los. Por isso, procure um lugar mais calmo para ficar com eles.

Hoje, a maioria dos restaurantes e das festas de Réveillon oferecem “espaço kids”. Antes de decidir por um deles, procure saber qual a real estrutura que vão oferecer para que as crianças tenham o máximo de conforto e possam estar ao lado dos pais nesse momento.

É interessante também se manter longe do local dos fogos de artifício para não assustar os pequenos na chegada do novo ano. Especialistas recomendam que, se você morar próximo a um local onde acontece queima de fogos na hora da virada, procure fechar janelas e portas para tentar abafar a intensidade do som. Ah, por algodão no ouvido da criança para amenizar o som não adianta e além do mais há o risco de um corpo estranho ficar esquecido no local.

Se seu filho já tiver uma rotina certinha de horário de dormir, é provável que ele acabe dormindo antes da meia-noite. Não adianta insistir em mantê-lo acordado. Aos primeiros sinais de que o soninho está chegando, procure colocá-lo em um local mais tranquilo, para que possa repousar.

Quem tem criança um pouquinho maior muito cuidado na hora da contagem regressiva para a chegada do novo ano. Mantenha-a pertinho de você e longe do local da queima de fogos. Não esqueça: são explosivos e há riscos. Procure de alguma forma deixar a criança com alguma identificação e com seu telefone ou endereço de casa ou de onde está hospedado. Por mais cuidado que se tenha, é melhor estar prevenido para um eventual desencontro.


Aproveite esse momento de chegada de um novo ano para ficar em família, todos juntinhos, fazer uma oração, entregar os dias do ano novo nas mãos de Deus. Proteção divina nunca é demais!!!

Beijos

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

10 sugestões de decoração para mesa de Ano Novo

A poucos dias do novo ano, talvez você também esteja aí sem saber ao certo o que fazer para decorar a mesa da ceia ou de um simples jantar para receber amigos ou familiares na virada do ano. Então, para te ajudar e dar algumas ideias práticas, trazemos 10 sugestões de decoração para sua mesa de Reveillon. Espero que te inspire!
Aquele jarro transparente que você tem aí na sua casa pode ganhar uma nova cara sendo decorado com frutas, água e algumas flores de sua preferência. Esses com rodelas de laranja ou pequenos limões e alguns tipos de flores mesclados com folhagens podem ser o centro da sua decoração.
Seguindo essa mesma proposta, algumas taças também se transformam em pequenos arranjos
E que tal a carcaça daquele abacaxi que você vai usar a polpa para as delícias da noite servir como um jarro para um belo arranjo de flores? Decoração bem tropical, hein!
Os potes também podem ser utilizados na decoração
Garrafas vazias podem receber alguns arranjos e plaquinhas com desejos de bons sentimentos para 2017
Taças (dos mais variados tipos) podem se transformar em belos castiçais. O detalhe desses aqui são as lentilhas, alimento associado à sorte financeira
Aquelas garrafas vazias que você tem pena de desapegar porque acha que mais cedo ou mais tarde iria usá-las enfim podem dar o ar da graça na sua mesa de Ano Novo. Basta dar uma nova cara com tinta spray em tons dourados e até mesmo um pouco de glitter
Aproveite aqueles famosos bombons de avelã que você ganhou no Natal e ainda não devorou para decorar algumas taças e deixar a mesa de Reveillon com um "tchan" especial. Uns toppers com desejo de bom ano novo darão um charme especial
Letras e números de papelão decorados com dourado podem dar um bom painel de Ano Novo. Você pode lançar mão de glitter, papel laminado ou mesmo paetê

E então, deu para se empolgar? Espero que tenham gostado das nossas dicas.

Beijos

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Fotos: Pinterest

domingo, 18 de dezembro de 2016

Férias escolares: vamos passear em casa?

Não falei que voltava para trazer mais dicas de férias? Então, a coluna essa semana vai dar mais algumas sugestões. E antes que se assuste com o título acima, não vou sugerir que você pegue a garotada e faça um tour pela sala, cozinha, banheiro, quartos... Não é nada disso. Mas já pensou em aproveitar as férias para conhecer (ou revisitar) alguns espaços aqui mesmo em Sergipe, em Aracaju, mostrando as coisas boas que temos na nossa casa? Afinal, pra ser férias não precisa ter, necessariamente, viagem! Espero que gostem das dicas.

Museu da Gente Sergipana
Se tem um local nessa cidade em que pulsa nossa cultura e tradição, esse lugar é o Museu da Gente Sergipana. Mas, se quem nunca foi acha que vai encontrar lá só coisas antigas, empoeiradas contando a nossa história, está bem enganado. A tecnologia está presente em cada pedacinho do museu. Se prepare para interagir em todos os seus espaços. Lá você vai conhecer mais sobre a linguagem típica do sergipano, sua culinária, cultura, economia, turismo, artesanato, entre tantas outras coisas. O museu fica localizado na Av. Ivo do Prado, 398, Centro, e funciona de terça a sexta, das 19h às 16h, e nos sábados, domingos e feriados das 10h às 15h. Nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de Janeiro o local estará fechado.

Orla de Atalaia
Que tal dar uma de turista e ir curtir os encantos da nossa Orla? Pode ser para uma caminhada, um passeio de bicicleta, um piquenique nos gramados próximo aos lagos ou mesmo para brincar no Maravilhoso Mundo da Criança, tirar fotos no caranguejo gigante ou no monumento que declara seu amor por Aracaju, na região dos arcos. O certo é que esse ambiente próximo ao mar oferece várias possibilidades de passeios. E o que é melhor, sem pagar nada para isso.

Oceanário de Aracaju
Também na Orla, você pode levar as crianças para visitar (ou voltar ao) Oceanário de Aracaju. O local possui cerca de dezenas de espécies marinhas diferentes, todas nativas de Sergipe, expostas em aquários, o maior deles, o aquário oceânico, fica localizado na entrada e possui 150 mil litros, com aproximadamente 30 espécies, incluindo arraias, tubarões, moreias, Os visitantes podem ainda participar do momento da alimentação dos tubarões, que acontece sempre às 16h30. Os mais corajosos não vão querer perder essa parte do passeio. O Oceanário está aberto de terça a domingo e nos feriados, das 9h às 21h. Informações sobre valores de ingressos no 3243-3214.

Parque Aquático Timbó
Localizado a 50km de Aracaju, no município de Salgado, o parque aquático está numa área de preservação permanente e tem uma grande área verde, com muita água corrente e natural onde seus frequentadores podem desfrutar do turismo ecológico, rural e de aventura. Piscina, toboáguas, trilha ecológica, rampa deslizante, tirolesa seca e molhada, pesque e pague e passeio de cavalo são algumas das várias opções do local. O parque funciona aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 17h. Mais informações pelos telefones 79 99972-2835 / 99950-9394 / 99134-6500.

Parque da Cidade
Se o dia não estiver tãããão quente, sugiro fazer um passeio até o Parque da Cidade. Gosto do local, mas confesso que nos dias de calor intenso me causa incômodo, embora seja uma área de reserva de Mata Atlântica. O local é convidativo a um piquenique em família e você ainda pode dar uma volta pelo zoológico que reúne cerca de 400 animais de diversas espécies. Há ainda o teleférico, para quem quiser avistar nossa Aracaju do alto. O parque funciona de terça a domingo, incluindo feriados, a partir das 6h e o zoológico abre às 9h.

Parque da Sementeira
Esse é outro espaço de lazer bem legal para curtir com a criançada. Dá para descansar, andar de bicicleta, fazer esportes, piquenique, enfim curtir a natureza. Lá dentro, você acaba perdendo a noção de que está no meio da cidade, de tão agradável que é. Aberto sempre a partir das 6h.

Parque Aquático Boa Luz

Maior complexo de turismo rural do Nordeste, este parque está localizado no meio das serras de Itabaiana e Laranjeiras. Tenha certeza que a criançada vai amar a estrutura de lazer oferecida pela Boa Luz, como parque aquático temático, toboáguas, playground molhado e piscina de ondas. Tem ainda zoológico e fazendinha. O parque está aberto de sexta a domingo e também feriados. Através do 79 3281-4848 dá pra consultar horários de funcionamento.

Beijos

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Diabetes infantil: assusta, mas dá para viver com qualidade

Estima-se que, no Brasil, mais de 10 milhões de pessoas vivam com diabetes, segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes. Muitas delas ainda são crianças. A diabetes tipo 1 é a mais comum entre as crianças e jovens. Em vários desses casos, a descoberta da doença é difícil e demorada. Max David não tinha completado 3 anos, quando a mãe, Andréia Kruger, descobriu, depois de muita insistência, o que realmente seu filho tinha.

Foi uma intensa maratona e não seria exagero dizer que foi graças a seu instinto materno que a diabetes foi descoberta a tempo de ele ter tido consequências mais graves. Ela relata que já eram duas semanas percorrendo todos os hospitais particulares da cidade e vários pediatras e o diagnóstico era sempre o mesmo: infecção urinária. O garoto estava tendo incontinência frequente e perda de peso. Andréia decidiu procurar outro médico e continuou sendo tratado, durante 2 semanas, como sendo incontinência.

“Mas eu estava muito inquieta quanto ao diagnóstico. Até que um dia, na saída do prédio, bati meu carro no de uma mulher. Ela me falou que estava com pressa porque a filha era diabética tipo 1 e ela não podia ficar muito tempo. Até então, não sabia o que era diabetes tipo 1”, relatou. A partir disso, Andréia começou a pesquisar e estudar sobre a doença.

Em mais uma ida ao hospital, novamente a plantonista disse que o menino estava com infecção urinária e iria passar um soro, mas Andréia não aceitou e pediu para medir a glicemia, no entanto a médica se recusou. Mesmo a mãe argumentando que queria saber se o filho tinha algo mais grave, a médica continuou irredutível. “Ele já estava pálido e com muita incontinência. Pedi para que outro profissional atendesse ele. Veio outra médica de plantão e pedi que fizesse a glicemia para saber se tinha diabetes tipo 1, porque o avô dele tinha falecido com diabetes”. Depois de muita insistência, foi feito o exame.

Para surpresa de todos, a glicemia do Max estava bem acima do tolerável e, já em pré-coma, ele foi direto para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Foram 12 dias de internamento e muitas mudanças repentinas na rotina dele e de toda família. “Quando uma mãe sabe que seu filho é diabético tipo 1 de uma forma agressiva como fiquei sabendo, ele com apenas 3 anos, é como se a terra tivesse te engolindo”, contou. Mas Andreia teve que ser forte para passar força e segurança para o Max David.

O que é
De acordo com informações do Departamento de Endocrinologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a diabetes tipo 1 é a que mais acomete crianças e adolescentes. Ele é uma doença autoimune causada pela produção de anticorpos que levam à destruição das células do pâncreas que produzem insulina. Por isso, a pessoa portadora desse tipo de diabetes necessita do uso de insulina para mantê-lo controlado. Por conta disso, como o açúcar que não pode entrar nas células devido à falta de insulina vai aumentando sua quantidade no sangue (hiperglicemia) até chegar a um ponto em que o excesso tem de ser colocado pra fora pela urina. E aí as consequências vêm em cadeia: a pessoa passa a urinar várias vezes e em muita quantidade, tem mais sede, perda de peso (pois as células não podem usar o açúcar e o organismo usa a gordura em substituição, embora tenha muita fome.
Andreia e Max David: parceria para enfrentar a diabetes
A vida da família de Max David deu um giro de 360º depois da descoberta da diabetes. Andréia passou a pesquisar tudo sobre a doença, para saber como lidar e como possibilitar a melhor qualidade de vida para seu filho. Foram mudadas rotina e alimentação, para controlar a glicemia dele. Precisou mudar de escola para encontrar uma disposta a possibilitar ao garoto um dia a dia normal de uma criança, mas com os cuidados que ele requer.

Segundo Andréa, conviver com a doença não é fácil. “É uma bomba-relógio. Você acordar seu filho dando ‘bom dia’ já com duas canetas de insulina e depois mais insulina na hora do almoço, no meio da tarde e à noite mais. É difícil! E furar os dedinhos mais de 10 vezes ao dia? Mas aqui estamos firmes e fortes. Mudamos nossa vida, nossa qualidade de vida, nossos sonhos, vivemos uma nova realidade”, relatou.

“Aprendemos a conviver com a doença. Hoje sou estudantes de nutrição e tenho aprendido muito para ajudar meu filho. A escola que ele está agora abraçou a causa, todos sabem que ele é diabético tipo 1, as professoras ajudam no monitoramento da disciplina e até os amiguinhos já mandam lanchinho diet pra ele, o assunto é tratado na escola que prega sobre a educação em alimentação saudável”, contou a mamãe Andréia Kruger.


10 Coisas que você precisa saber sobre diabetes na infância

1 – O diabetes é uma doença bastante comum. Segundo dados da OMS, pelo menos 170 milhões de pessoas sofrem da doença atualmente. Em 2025, este número deverá atingir 300 milhões de pessoas. No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas têm diabetes e metade delas desconhece sua condição.

2 – Para descobrir se seu filho tem diabetes é importante saber como identificar os sintomas. Alguns deles são caracterizados pelo excesso de sede e de urina, e pela perda de peso. Algumas crianças voltam a urinar na cama ou acordam com frequência para beber água no decorrer da madrugada. Se perceber essas ocorrências, é fundamental consultar um endocrinologista pediatra de imediato.

3 – O tratamento para o diabetes pode ser ou não efetuado através da aplicação de insulinas, sendo essencial a avaliação com um endocrinologista pediátrico.

4 – A dedicação e o carinho por parte da família é fundamental para crianças com diabetes, principalmente por parte dos pais. Eles que devem sempre ficar atentos em manter uma frequência nas consultas médicas para saber se a criança está com uma velocidade adequada do aumento de peso e altura e também para ajustes na terapia insulínica, que varia de acordo com as fases do desenvolvimento.

5 – A automonitorização da glicemia, a educação em diabetes, a prática de atividade física e o controle nutricional são necessidades comuns e importantes em qualquer faixa etária de pacientes com diabetes tipo 1, tanto nas crianças quanto nos adultos, e precisa fazer parte da rotina de tratamento.

6 – É importante a ajuda dos pais na inclusão da automonitorização no dia a dia do paciente, realizada de forma natural e sempre envolvendo seu filho nas decisões tomadas.

7 – Nem sempre a criança entende ou aceita bem a doença. Por conta disso, se necessário, deve ser feito acompanhamento de um psicólogo.

8 – Realizar a integração dos pacientes com outras crianças que também possuem diabetes, através de encontros, associações e acampamentos é um ótimo meio de, além de ajudar seu filho a lidar com a questão, ensiná-lo e educá-lo mais sobre o assunto.

9 – É fundamental que os pais evitem a superproteção e a discriminação no processo de aceitação.

10 – Após a infância e adolescência, os cuidados devem continuar os mesmos, mas o paciente deve ser encaminhado para um ambulatório de transição, onde o endocrinologista pediátrico e o endocrinologista adulto atendam simultaneamente a criança.


Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Beijos

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